Davidson pelo Mundo: Turismo náutico, um mar de oportunidades
O turismo náutico diz respeito a um tipo de turismo bastante alternativo e que é cada vez mais popular. Ele se define como férias ativas em contato com a água, por meio da realização de atividades. A navegação em iates ou barcos à vela é um bom exemplo, assim como outras atividades desportivas e lúdicas que possibilitam desfrutar a natureza nesse contexto.
Diferentemente de outros segmentos, o turismo náutico tem a característica de ser a embarcação náutica o atrativo principal da atividade. Isso significa que ela não é apenas um meio de deslocamento. Muitos podem ser os tipos de embarcação, como escunas, jangadas, balsas, iates, botes, traineiras, barcaças, navios, veleiros, entre outros.

O turismo náutico pode atuar como um verdadeiro propulsor da economia da zona; afinal, permite que diversas empresas prestem serviços para esse público-alvo. Alguns tipos de serviços são o aluguel de veleiros, guias náuticos, manutenção de embarcações, escolas relacionadas aos desportos náuticos, aluguel de motos de água etc.
Devemos levar em consideração que desenvolver o setor do turismo náutico significa atrair cada vez mais turistas com um poder aquisitivo bem alto, permitindo, assim, um crescimento do setor que vai repercutir não apenas nas empresas dedicadas a ele, mas também no restante da economia da zona e em outros produtos turísticos.


Nosso país tem 8,5 mil km de litoral, 35 mil km de rios navegáveis e uma infinidade de lagos e lagoas, 12% da água doce da Terra. O segmento do turismo ainda tem muito para crescer, e o turismo náutico, ainda mais. Atualmente, a participação desse setor no PIB brasileiro é bem discreta: 0,02%, é muito pouco. A parte boa dessa notícia é que o potencial a ser explorado é enorme, do tamanho do Brasil.
O turismo náutico é muito importante no desenvolvimento da economia regional, e é uma excelente oportunidade de negócios, em especial para as micro e pequenas empresas. Há muitas possibilidades, muita demanda, muitos formatos a serem explorados. Aliás, tem muitas praias, muitos rios, lagos e lagoas também que favorecem o desenvolvimento de uma região.
Um ponto importante, que deve sempre ser destacado, é a própria natureza dessas atividades, sua relação íntima com o meio ambiente, faz com que o setor do turismo náutico seja cada vez mais relevante, já que ele contribui, e muito, para o desenvolvimento de um ciclo autossustentável, do ponto de vista ambiental e humano.
Na Europa e no Caribe, é muito fácil alugar um veleiro tripulado com sua família ou grupo de amigos e planejar uma viagem por semanas ou até meses com roteiros maravilhosos, podendo ser marítimo ou pelos rios como é o exemplo do tour pelo Vale do Loire ou pelo Douro visitando castelos e vinícolas maravilhosas.

Segundo o Ministério do Turismo, esse segmento é caracterizado pelo contato com a água, doce ou salgada, e está ligado à navegação, à prática de esportes aquáticos e outras atividades relacionadas. Considerando apenas os cruzeiros marítimos, a temporada 2021/22 movimentou R$ 2,241 bilhões, gerando mais de 30 mil empregos.
Diferentemente de outros modelos de turismo, as embarcações não são apenas um meio de transporte, mas também o principal atrativo, uma vez que elas costumam oferecer lazer e entretenimento durante o deslocamento.
Não à toa, as fabricantes de embarcações têm observado aumento na demanda. O segmento encerrou 2022 com alta de 20%, e a previsão é terminar este ano com crescimento de 10% a 15%, diz a Acobar (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos).
E a nossa Bahia? O maior litoral do Brasil e a Baía de Todos os Santos a 2ª maior baía navegável do mundo, um potencial enorme de desenvolvimento. Pra começar eu acho que deveria haver um programa bem agressivo de incentivos para instalação de estaleiros de lazer em nosso estado, com esse potencial todo precisamos produzir embarcações e não só roteiros turísticos.
Aqui é possível a formatação de um simples passeio para admirar o pôr do sol, passeio de um dia, até programas de uma ou duas semanas visitando Morro de São Paulo, Cairu, Boipeba, Barra Grande e tantos outros locais lindos.
Fazem décadas que nos limitamos a explorar o turismo náutico na Baía de Todos os Santos apenas com passeios de escunas e paradas em locais que já poderiam ter uma infraestrutura mais adequada e entregar mais aos turistas.
A natureza fez a sua parte, agora está com os governos e os empresários do setor a missão de explorar esse mar de oportunidades!

