Davidson pelo Mundo: Turismo de Moda, a Moda do Turismo
O turismo de moda fatura cerca de 27 bilhões de euros por ano na Itália, sendo que 10 bilhões de euros são provenientes de visitantes estrangeiros. Os números foram divulgados na abertura das feiras de vestuário e calçados Micam, Mipel e The One, em Milão.
O turismo de moda é um pilar importante para todo o setor. Segundo informações do Ministério do Turismo, 51% dos turistas estrangeiros na Itália voltam para casa com pelo menos um par de sapato, uma bolsa ou outro artigo de vestuário comprado no país. Os sapatos são um símbolo do "made in Italy".
No Brasil, o mercado de vestuário vem se consolidando como uma força capaz de atrair turistas de todo o país. Uma parte considerável dos viajantes que percorrem o país é motivada, especialmente, pela possibilidade de fazer compras. São turistas em busca de peças de vestuário, cama, mesa, banho e calçados, seja para uso pessoal ou revenda em seus locais de origem.
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Essa grande demanda se justifica pela força do setor têxtil no país. O Brasil possui a quinta maior indústria têxtil do mundo e a quarta maior em confecções, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. Além da produção, o país também está entre os oito maiores mercados consumidores desse segmento.
Os compradores muitas vezes são viajantes que gastam além do que os turistas comuns normalmente gastam, o que já não é pouco. Mesmo aqueles que viajam para conhecer novos destinos investem uma parcela significativa do orçamento da viagem em compras, conforme revelado por uma pesquisa do Ministério do Turismo. A aquisição de produtos durante a viagem representa 12,7% do valor destinado à viagem.
O estado de Santa Catarina concentra 15,4% dos produtores da cadeia têxtil brasileira, com 4.937 unidades de produção, de acordo com dados do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e Vestuário de Blumenau (Sintex). A marca tradicional Hering, conhecida por suas malhas, por exemplo, está localizada em Blumenau e criou um museu da indústria que tem atraído visitantes.
Na região Sudeste, o município de Nova Friburgo (RJ), colonizado por suíços, também ficou conhecido pela produção de roupas íntimas e roupas de ginástica. Na Ponte da Saudade e no bairro Olaria, é possível comprar lingeries a preços acessíveis. Durante as compras, os visitantes podem degustar raclete (prato comum feito de queijos fundidos na Suíça), fazer ecoturismo nas cachoeiras e trilhas da serra fluminense. Também na Serra Fluminense, a Rua Teresa, em Petrópolis, é um tradicional polo da indústria têxtil, com cerca de 1.200 lojas, a maioria delas dedicadas ao vestuário e confecção própria, muito procuradas por visitantes de diversas regiões em busca de compras.
No Nordeste do país, no interior de Pernambuco, Caruaru, Toritama, Santa Cruz e Surubim formam um polo de confecções. Em Toritama, a 140 km do Recife, encontra-se a capital do jeans, com 2.500 fábricas que produzem 16% da produção nacional.
Segundo a prefeitura, no Parque das Feiras, onde se concentra o comércio local, 70% dos 2 mil veículos que podem estacionar são de placas de outras cidades.
As feiras de moda também mobilizam milhares de pessoas e movimentam milhões de euros todos os anos em todo o mundo. Não há país que não promova grandes eventos no setor de vestuário e calçados.
Os setores de alimentação e moda são vastos, movimentando milhões, e continuarão sendo assim. O ser humano precisa se alimentar e se vestir, e isso deve perdurar por muito tempo!
