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Quarta, 15 de Junho de 2022 - 10:30

Davidson Pelo Mundo: A história do turismo

por Davidson Botelho - @davidsonpelomundo

Davidson Pelo Mundo: A história do turismo
Douro, em Portugal | Fotos: Arquivo pessoal

É com imensa alegria e sentimento de gratidão que ocupo esse espaço tão nobre para leitores tão qualificados. Sou baiano de Salvador, trabalhei 8 anos na hotelaria, 20 na aviação comercial, tive operadora de turismo, conheço 78 países e sou apaixonado por esta atividade econômica tão grande quanto importante e prazerosa.


Por conta das minhas atividades profissionais, tive oportunidades de conhecer uma parte do mundo e, com o passar do tempo, fui aperfeiçoando a minha ótica sobre o turismo como atividade econômica, cultural e de lazer, criando a minha forma singular de viajar.


Muitas versões existem sobre o início das viagens e consequentemente do turismo. Alguns afirmam que tudo começou nas viagens comerciais 3.000 A.C. Há quem diga que tudo começou na Grécia antiga, no século VIII A.C , quando as pessoas viajavam para assistir jogos ou disputas esportivas, outros afirmam que foi no século XIX na revolução industrial… Mas o que se sabe é que os Fenícios, inventores da moeda e do comércio, já viajavam com propósitos comerciais e em seguida os gregos e romanos tiveram um papel fundamental na evolução dessa atividade.


Em 1841, Thomas Cook, um navegador inglês, organizou a primeira viagem turística estruturada que se tem conhecimento levando um grupo de turistas numa rota pela Holanda, Bélgica, França e Alemanha, e em 1855 organizou uma volta ao mundo com um grupo de 9 turistas que durou 222 dias.

Cidade de Belmonte, em Portugal


Independentemente das inúmeras versões que temos sobre o nascimento dessa atividade, é fácil perceber que os pilares de sustentação ainda são muito parecidos e não tem como ser diferente. O turismo é formado pelos seguintes pilares: História, Viagem de Negócios, Esporte  Cultura, Arte e lazer, Gastronomia, Religião, Eventos e Saúde. Seja qual for o motivo da sua viagem, tenha certeza que ela estará dentro desses pilares.


Me arrisco a afirmar que não existe nação desenvolvida onde o turismo não tenha uma participação efetiva no PIB, mas existem países pouco desenvolvidos em que o turismo é justamente uma das suas principais fontes de renda.
No Brasil ainda entendemos o turismo como uma atividade de acesso limitado, algo que não é prioridade para se praticar nem para investir, um tremendo equívoco sob todos os aspectos. Precisamos a nível governamental criar um ambiente e consciência favorável para desenvolver e aumentar o consumo dessa indústria limpa, sem chaminés que deixam milhões de divisas em todas as sociedades.


No Brasil não estimulamos e nem ensinamos os nossos filhos e colaboradores a viajar e nem tão pouco mostramos os benefícios que uma viagem é capaz de proporcionar, seja na vida pessoal, profissional, familiar, amorosa ou qualquer outro afim. Estamos aculturados ao consumo material e pouco ao afetivo e ao conhecimento.


Muitas pessoas vão à França e trazem de maior recordação um perfume francês e não se dão o trabalho de estudar ou conhecer o processo de fabricação, para esse sim ser o maior ativo da viagem. Pois o perfume qualquer um compra em qualquer lugar, mas visitar a fábrica e conhecer o processo de produção só o turismo propicia.


Vamos colocar as mãos na consciência e fazer um simples exercício. Imagine você uma pessoa de 45 anos, casada desde os 30 e com um tempo total de convivência de 20 anos com sua esposa ou marido. Em 20 anos aconteceram 20 dias dos namorados, 20 aniversários de namoro, 15 aniversários de casamento, 20 aniversários dela ou dele, 20 natais, 20 dias dos pais e 20 dias das mães, sem citar pequenos desentendimentos que foram revertidos com um pedido de desculpas e flores.


Agora olhe para trás e contabilize quantas joias, roupas, flores, sapatos, jantares que foram presenteados mutuamente entre o casal e reflita se, em algum momento, você ou a outra pessoa já chegou em casa em uma dessas datas com um envelope contendo um voucher de viagem para presentear? Ou um convite de viagem surpresa?  Qual a importância de uma viagem em sua vida pessoal para melhorar o relacionamento? Seu nível de stress reage melhor a uma viagem ou a uma bolsa nova? Você cresce mais como ser humano realizando uma viagem para um destino rico culturalmente ou ganhando um novo smartphone? 


Sentamos à mesa para calcular a nossa possibilidade de endividamento para programar a troca do carro nos próximos 2 anos, mas não fazemos para planejar uma viagem de lazer com a família ou um intercâmbio para nossos filhos, mesmo o carro tendo uma baixa taxa de uso. Preferimos estar atualizados nas vias do que sintonizados com o mundo.
Em países desenvolvidos, as grandes empresas se preocupam com o planejamento das férias dos seus colaboradores, pois entendem a importância das pessoas viajarem para se atualizar, ganharem conhecimentos e melhorarem a saúde corporal e mental, inclusive com planejamento e financiamento do turismo para que o acesso e o consumo seja para todos.


Vamos falar muito sobre turismo, viagens, dicas, paradigmas, novas descobertas, mas não podemos perder de vista a importância dessa atividade na economia de todas as sociedades e o bem que traz para o ser humano.

 

Eu sou Davidson Botelho, empresário, escritor, motociclista e apaixonado pelo turismo e suas mais diversas formas de viajar.

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