Bahia leva vozes indígenas e quilombolas a simpósio internacional na Alemanha
Por Redação
Representantes da Bahia participaram do simpósio internacional “Rethinking the South”, realizado em Frankfurt, na Alemanha, e chamaram atenção ao levar para o debate global pautas ligadas à memória, território e resistência de comunidades tradicionais. O evento aconteceu na Villa 102 e marcou o encerramento do ciclo 2023–2025 da parceria entre a KfW Stiftung e o Goethe-Institut Salvador-Bahia, dentro do programa de residência artística Vila Sul.
Entre os destaques brasileiros estiveram o indígena Pataxó Xohãhi, de Porto Seguro, e a liderança quilombola Uine Lopes, do Quilombo Bananeiras, localizado na Ilha de Maré, em Salvador. Eles apresentaram reflexões sobre valorização cultural, além de denúncias sobre violências enfrentadas por seus territórios e povos.
A participação dos baianos reflete no alcance internacional das conexões construídas pelo programa Vila Sul, que aproxima artistas e pensadores de diferentes contextos sociais e culturais. Para Uine Lopes, a experiência foi marcada pela troca de saberes e pela diversidade de perspectivas.
“Participar do ‘Rethinking the South’, na Alemanha, foi ser atravessado por um mosaico potente de vozes, culturas e experiências. Cada encontro trouxe novas camadas de reflexão e um convite a repensar fronteiras e saberes. Estar ali reafirmou que a diversidade não é apenas presença, é uma força criadora, capaz de transformar narrativas e futuros”, afirmou.
Com uma programação que incluiu debates, exibições de filmes e performances, o simpósio reuniu 11 artistas de países como Togo, Nigéria, Camboja, Gana, Porto Rico, África do Sul e Brasil, todos participantes da residência Vila Sul entre 2023 e 2025. O encontro abordou temas como heranças coloniais, desafios ambientais e cooperação internacional.
Para a diretora do Goethe-Institut Salvador-Bahia/Vila Sul, Friederike Möschel, o evento representou mais do que um encerramento de ciclo. “Foi um momento maravilhoso reencontrar, em Frankfurt, os participantes do nosso projeto de três anos ‘Rethinking the South’ e acompanhar os desdobramentos de seus trabalhos. Não pareceu um encerramento, mas sim o início de uma nova fase”, destacou.
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