João Gomes comenta sobre retorno a Salvador com projeto Dominguinho, em parceria com Jota.pê e Mestrinho
Por Manuela Meneses
Depois de um dos momentos mais marcantes do Festival de Verão Salvador 2026, o projeto Dominguinho deixou no ar uma pergunta que segue entre fãs e bastidores da música: será que o trio João Gomes, Jota.pê e Mestrinho pode voltar a Salvador para um show exclusivo, fora do circuito dos grandes festivais?
A apresentação, realizada no último sábado (24), foi daquelas difíceis de esquecer. Logo no primeiro dia do FV, Dominguinho transformou o palco em um espaço quase cênico, com cadeiras dispostas como no audiovisual lançado em abril do ano passado.
Durante cerca de 1h20 de apresentação, o público acompanhou um projeto que foi vencedor do Grammy Latino 2025 na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Canções como “Arriadinho por Tu”, “Meu Bem”, “Flor de Flamboyant” e outras joias do repertório mostraram que Dominguinho vai além da nostalgia, celebrando o forró e o baião.
Após o espetáculo, o trio conversou com a imprensa, e João Gomes resumiu, com simplicidade e emoção, o segredo do sucesso do projeto. Para ele, tudo começa na intenção. “Acho que só fomos correspondidos porque o nosso coração estava sendo muito sincero ali, cantando, se entregando, esperando o tempo de Deus. Então é isso: acho que eu tinha uma vida boa antes de gravar, mas não era tão boa quanto depois que eu gravei com esses meninos, depois que a gente se misturou. Acho que está bem melhor agora; é bem melhor lutar com alguém do nosso lado”, afirmou.
Questionado pelo BN Hall sobre a chance de trazer Dominguinho novamente à capital baiana, João não escondeu o desejo. “Eu queria ter passado mais um tempinho lá em cima [no palco]. Quem sabe um dia a gente tenha essa oportunidade”, disse, em tom otimista.
Em agosto do ano passado, a coluna social do Bahia Notícias revelou em primeira mão que Salvador faria parte da agenda do projeto. Na época, muitos fãs celebraram a notícia, mas também levantaram questionamentos sobre o formato: Dominguinho, pela sua proposta intimista, parecia pedir um palco próprio, um show solo; merecia acontecer também fora das limitações de um grande festival. Enquanto não há confirmação oficial, fica a expectativa.
SOBRE O PROJETO
Gravado nas imediações do Mosteiro de São Bento, em Olinda, o projeto Dominguinho teve a assinatura audiovisual do baiano Chico Kertész, da Macaco Gordo. Na obra, João Gomes (Pernambuco), Mestrinho (Sergipe) e Jota.pê (São Paulo) se unem em um acústico que valoriza a obra de Kara Véia.
Além da sanfona de Mestrinho e do violão de aço de Jota.pê, o projeto conta com o violão de Vanutti e a percussão inventiva de Gilú Amaral. O repertório traz 12 faixas, incluindo versões inéditas, como o medley “Mete um Block Nele / Ela Tem”, uma releitura de “Pontes Indestrutíveis”, do Charlie Brown Jr., e a inédita “Flor”, composição de Mestrinho.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
