Abrindo o verão 2026, Rachel Reis reúne grande público em nova edição do Canto da Sereiona, em Salvador
Por Maurício Reis
Atraídos pelo canto da sereia de Lauro de Freitas, fãs atenderam ao chamado do Canto da Sereiona, show de verão de Rachel Reis que tomou o Museu de Arte Moderna da Bahia (Mam), no Solar do Unhão, na noite deste sábado (10). Criado no verão de 2025 e realizado após o adiamento ocorrido em novembro do ano passado, o espetáculo reuniu no palco os projetos mais recentes da artista: o álbum “Divina Casca” e o EP sazonal “No Seu Radinho”.
Rachel surgiu em cena ao som de “Coisa Rara”, faixa que abre o projeto “No Seu Radinho”, lançado em novembro de 2025. O repertório do EP atravessa encontros com nomes da cena musical baiana, como Carlinhos Brown, na faixa-título, Afrocidade e Àttooxxá em “40 Graus”, e se despede com Jau em “Outras Cores”.
A trajetória da artista também guiou a setlist da noite. Canções como “Maresia” e “Pelo”, do álbum “Meu Esquema” (2022), dividiram espaço com “20h”, parceria com Cuper, Zamba e Yan Cloud, presente no EP “Encosta” (2021), levando o público a cantar em coro, com os pulmões cheios.
Entre os momentos mais marcantes, “Sair Para Ver o Mar” ganhou destaque. A colaboração com Marina Sena, lançada no EP “Marinada” (2025) e que soma quase 3 milhões de reproduções no Spotify, emocionou quem esteve presente. No palco, Rachel comentou a relação com a cantora mineira, vista pelos fãs como uma sereia de água doce, e a ligação das duas com a canção. “É a nossa cara”, enfatizou.
Com as vozes da BainaSystem, Don L, Nêssa, Ricon Sapiciência e Psirico, o álbum “Divina Casca” brilhou durante todo o show. O projeto, que exalta o gostar e a autoestima, mesclados com a sensualidade e mistério interpolados às ondas do mar, foi celebrado no palco com músicas como “Casca”, “Alvoroço”, “Noite Adentro”, “Jorge Ben”, “Caju (Noda)” e “Sexy Yemanjá”.
Continuando a emanar a energia que só o verão soteropolitano proporciona, a garota feirense antecipou o Carnaval 2026 ao convidar O Kannalha, transformando o Mam, por aproximadamente cinco músicas, em um circuito pipoca do Carnaval da capital baiana. Mesclando o calor e sensualidade presentes nas batidas hipnotizantes do afrobeat, a noite também foi tomada por Àttooxxá, que ao lado de Rachel, embalou o público.
Ao longo do show, Rachel Reis navegou por diferentes ritmos e referências. Houve homenagens a Olodum e a Carlinhos Brown, parceiro na faixa-título de “No Seu Radinho”, e um momento dedicado ao reggae, com interpretações de sucessos de Edson Gomes, como “Camelô” e “Árvore”.
Com ingressos esgotados, o Canto da Sereiona provou que, quando Rachel canta, Salvador escuta.
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