Teka Portela leva exposição “Festas e Flores de Todos os Santos” ao Museu da Misericórdia
Por Redação
A artista visual Teka Portela levará a exposição “Festas e Flores de Todos os Santos”, a partir desta sexta-feira (9), ao Museu da Misericórdia, localizado no Centro Histórico de Salvador. A mostra ficará disponível para visitação até o dia 31 de janeiro, apresentando a força das festas populares, da fé e da cultura que atravessam a Bahia. Uma vernissage para convidados será realizada nesta quinta-feira (8), às 18h, com apresentação musical de Amadeu Alves e sua filha, Juliana Alves.
O Museu da Misericórdia funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 9h às 16h. Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), por meio do Sympla.
Por meio de pinturas e instalações, Teka homenageia as celebrações populares que unem fé, cultura e arte. Seu trabalho se inspira na ancestralidade e na riqueza das tradições baianas, trazendo para as telas e para o espaço expositivo a força das flores como símbolo de devoção, identidade e espiritualidade. Para a artista, a arte é uma forma de homenagear o Brasil e criar uma ponte entre o espectador e o sagrado, despertando emoção, pertencimento e memória afetiva.
Com curadoria de Rafael Dantas, a exposição destaca símbolos de festividades icônicas da Bahia, como a Festa de Iemanjá, a Lavagem do Bonfim e as celebrações de santos populares, entre eles Santa Bárbara, Santo Antônio e São João.
Em suas obras, as flores assumem significados específicos e dialogam diretamente com cada celebração: o vermelho remete a Iansã, na Festa de Santa Bárbara; o azul evoca Iemanjá; os lírios brancos simbolizam Santo Antônio; os girassóis iluminam São João; e as flores brancas representam a paz de Cristo. Esses elementos traduzem visualmente a fé, o sincretismo religioso e a potência simbólica das festas como expressões de resistência cultural e identidade.
Para a artista, expor no Museu da Misericórdia tem um significado especial, não apenas pela relevância histórica do local, mas também pela ligação afetiva de sua família com a instituição e pelo caráter filantrópico associado ao evento.
“Minha arte é uma homenagem ao Brasil e transborda todo o meu amor e respeito pela Bahia. Acredito que a arte pode encantar, curar e ser uma ponte com o sagrado. Pinto orando, cantando e pedindo que cada obra leve bênçãos, paz, amor e boas vibrações para quem a contempla”, afirmou Teka Portela.
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