CEPARH lança projeto “Saúde Tem Som” para promover diálogo com jovens sobre saúde reprodutiva
Por Alexandre Brochado
O Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana (CEPARH), instituição fundada pelo médico e cientista baiano Elsimar Coutinho, lançou nesta quinta-feira (30) o projeto “Saúde Tem Som”, uma roda de conversa musical voltada para adolescentes de escolas públicas. A iniciativa tem como proposta discutir temas ligados à saúde sexual e reprodutiva de forma leve, acessível e envolvente, unindo música, diálogo e educação.
Em entrevista ao BN Hall, o coordenador de ações sociais, Fábio Souza, a ideia surgiu do desejo de aproximar o CEPARH do público jovem por meio da arte. “A música sempre foi um instrumento poderoso de conexão, e percebemos que ela poderia ser uma ponte para tratar de temas essenciais, como saúde reprodutiva e planejamento familiar, sem tabu ou formalidade”, explicou. Inspirado pelo legado do Dr. Elsimar Coutinho, o projeto busca transformar a informação em uma ferramenta de liberdade e conscientização.
O “Saúde Tem Som” tem formato inspirado em programas de auditório como o Altas Horas, combinando apresentações musicais com momentos de conversa e interação entre especialistas e o público. A cada edição, um artista convidado se junta a mediadores e profissionais de saúde para conduzir o bate-papo de maneira descontraída e acolhedora.
A estreia do projeto conta com o cantor Buja Ferreira, padrinho da iniciativa, além da ginecologista Dra. Rafaela Almeida e do urologista Dr. Gabriel Atta, que visam abordar temas sobre planejamento familiar e saúde reprodutiva. A mediação foi feita pelo influenciador Matheus Ferreira. Cerca de 40 adolescentes participaram do encontro, que pretende unir aprendizado e diversão em um ambiente de escuta e troca.
Segundo Souza, o público-alvo são adolescentes e jovens de escolas públicas, especialmente em comunidades com menor acesso à informação. “Queremos criar um espaço onde eles possam aprender, se expressar e tirar dúvidas com segurança e respeito — e, ao mesmo tempo, se divertir com a linguagem que mais dialoga com essa geração: a música”, afirmou.
O projeto teve sua estreia como uma ação piloto, mas o plano é que passe a integrar o calendário anual do CEPARH a partir de 2026, com edições mensais em diferentes escolas e comunidades.
O evento conta com o patrocínio da Bayer e o apoio do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente), do Coletivo Bahia pela Paz e da Escola Estadual Clarice Santiago dos Santos.
“O Saúde Tem Som é mais que um evento, é o início de uma nova forma de educar, inspirar e transformar vidas através da informação e da arte”, concluiu.
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