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Debate Lilás promoveu palestras e discussões sobre violência contra a mulher no Fera Palace Hotel, em Salvador

Por Maurício Reis

Debate Lilás promoveu palestras e discussões sobre violência contra a mulher no Fera Palace Hotel, em Salvador
Fotos: Divulgação | André Carvalho / BN Hall

O Debate Lilás, uma iniciativa que visa discutir estratégias de combate à violência contra a mulher, foi realizado nesta terça-feira (3), no Fera Palace Hotel, em Salvador. Idealizado e patrocinado pela dermatologista Thais Silvestre e pelo empresário Bruno Silvestre, o evento contou com organização da produtora Thaise Costa Pinto e foi realizado exclusivamente para convidados. O encontro promoveu reflexões sobre como políticas públicas e legislativas podem contribuir para o enfrentamento da violência que ameaça a vida e a dignidade das mulheres.

 

 

Em entrevista ao BN Hall, Thais compartilhou como transformou sua dor pessoal em força para ajudar outras mulheres. “Esse debate nasceu por iniciativa do meu marido que acompanha meu drama pessoal há mais de três anos. A ideia foi transformar toda essa minha dor e tristeza em alento, informação e esperança para tantas mulheres que sofrem qualquer tipo de violência em uma sociedade com índices de violência contra a mulher tão alarmantes como a baiana”, explicou.

 

O debate foi transmitido ao vivo pelo Instagram, ampliando o alcance das discussões, que incluíram palestras de mulheres influentes, como a advogada Fernanda Leão Barretto. Na ocasião, ela destacou a decisão inédita da Ordem dos Advogados do Brasil – Bahia (OAB-BA), que desde 2023 prevê punições em casos de violência processual de gênero contra mulheres. “Se uma mulher for vítima de violência processual de gênero [...], o advogado pode sofrer a sanção mais grave no âmbito da OAB, que é a exclusão dos quadros”, pontuou. 

 

A tenente-coronel Denice Santiago, superintendente de Prevenção à Violência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), também destacou a importância do papel da Polícia Militar no enfrentamento à violência contra a mulher. “A Polícia Militar é uma das principais portas de acesso das mulheres à situação de violência. É para o 190, que ela, o parente ou o vizinho telefona para pedir socorro. Então, se nós estamos capacitados, sensibilizados e entendendo o nosso papel frente a esta realidade, com certeza a gente consegue apoiar essa mulher e acolhê-la desde o primeiro atendimento. O primeiro atendimento é fundamental! Se essa mulher não se sentir acolhida nesse primeiro atendimento, dificilmente ela vai pedir ajuda de novo à segurança pública”, enfatizou em conversa com o Hall.

 

Apresentado pela advogada Karina Calixto, o evento contou com a participação de figuras como a promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero; a psicanalista e fundadora da ONG Acolhe Mulher, Gabriela Bahia; a ex-deputada federal Dayane Pimentel; a delegada Gabriela de Diego Garrido; as advogadas Lize Borges e Camilla Batista; e a fisioterapeuta Isabela Conde, que emocionou o público ao relatar o episódio de violência.

 

Buscando fortalecer a escuta feminina e dar suporte às mulheres por meio da sua história, Isabela afirmou que nem sempre acolher é apenas sobre tratar com a justiça. “Muitas vezes [dar o acolhimento] não é ir lá, dar uma ‘mexidinha’ na justiça. Às vezes é um conselho que faz com que a mulher se fortaleça e veja que é possível vencer a violência, mesmo com toda a dificuldade”, concluiu.

 

O encontro tornou-se uma plataforma importante para a discussão e a proposição de soluções efetivas para a luta contra a violência doméstica e de gênero. Durante os painéis foram discutidos temas como “Violência doméstica”, “Violência pós-fim de relacionamento” e “Prevenção, combate e mudanças na legislação”.

 

Debate Lilás

 

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