Fotógrafo lança livro após fazer mais de 128 mil fotos aéreas da Bahia
Por Redação
Nos últimos dez anos, o baiano Rui Rezende passou aproximadamente 500 horas voando em todo tipo de aeronave em busca dos melhores ângulos dos quatro cantos da Bahia, rendendo 128 mil fotos aéreas.

O esforço foi feito para que fossem selecionadas 240 fotografias para seu oitavo livro, o 'Bahia Aérea', previsto para ser lançado no mês de outubro.
As fotos foram feitas a bordo de parapente, paramotor, paratracker, balão, flyboat, girocóptero, helicóptero e avião. Rui sobrevoou desde a capital até as cidades mais remotas e passou por lugares pouco frequentados, nunca fotografados antes.

Com mais de 23 anos de carreira, o baiano fez registros tanto da flora, quanto da fauna, além das manifestações culturais, costumes e personagens da vida real. Fotografou ainda festas como a de Yemanjá, realizadas em Salvador e em Barreiras. Paisagens como cachoeiras, montanhas e praias, assim como diversos tipos de meios de transporte, a exemplo de cavalo, bicicleta, trator e navio.

A obra também vai trazer Parques Nacionais ainda pouco divulgados, como o do Alto do Cariri e do Grande Sertão Veredas. Além da agricultura, desde a familiar ao agronegócio, bem como feiras livres, portos e aeroportos, estradas, pontes, indústrias e arquitetura típica de cada região.
O lançamento do oitavo livro do fotógrafo acontece oito anos depois da queda do avião em que ele voava para fazer fotos para esse livro. O baiano fotografava um desenho gigantesco feito numa lavoura de algodão, por ele mesmo e mais 7 pessoas, com a ajuda de duas máquinas e cordas. A aeronave caiu no dia 24 de julho de 2014, no município de Barreiras, no oeste do estado.

Rui ficou 42 dias internado, sendo dez deles em coma. Ele precisou passar por seis cirurgias. O amargosense sofreu trauma na coluna, pé, braço e chegou a perder uma parte do intestino. Saiu do hospital sem conseguir mexer as pernas. Foram necessários mais de seis meses de fisioterapia para conseguir voltar a andar sem muletas. Com 33 parafusos espalhados pelo corpo e 60 cm a menos de intestino, ele conta que não há nenhuma limitação nos movimentos e que sente-se cada vez mais motivado a fotografar.

Apesar do susto do acidente, Rui não perdeu a paixão por voar. Um encanto que lhe acompanha desde a infância, quando pensava em ser piloto da Força Aérea Brasileira (FAB).
"Voar e fotografar são as melhores coisas que a gente pode fazer vestido. Se uma mariposa passar em minha frente e me disser que me aguenta, eu monto nas asas dela e saio voando", brincou o fotógrafo, que já saltou algumas vezes de paraquedas.

O retratista é autor dos livros “Amargosa Nossa Terra Nossa Gente”, “Vaqueiros do Raso da Catarina”, “Oeste da Bahia – o Novo Mundo”, “Chapada Diamantina um Paraíso Desconhecido”, “Encantos de Tinharé”, “Cairu – Cidade do Sol” e também da publicação “Unidades de Conservação do Estado da Bahia”.
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