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Você sabe como funciona a consultoria de imagem? O BN Hall te explica

Por Rebeca Menezes

Você sabe como funciona a consultoria de imagem? O BN Hall te explica
Fotos: Arquivo pessoal

Um look arrumado ou estiloso pode chamar a atenção de qualquer um. Mas a imagem que você transmite com as suas roupas e acessórios pode dizer muito mais do que você imagina. Para entender o impacto de uma consultoria de imagem, o BN Hall participou de uma sessão com Cáren Cruz, sócia da Pittaco Consultoria, para entender: você precisa de um novo guarda-roupa para mudar de estilo?

 

A resposta é não. Mas isso não significa que você consegue transformar a sua relação com seu estilo do dia para a noite. Na verdade, o processo pode durar meses, a depender do profissional e da forma de trabalho.

 

O atendimento de Cáren, por exemplo, é dividido em quatro etapas, que duram entre 4 a 5 horas. Na primeira, acontece a análise de coloração pessoal, conhecida como colorimetria (entenda como funciona aqui). Além disso, ela faz uma entrevista para a compreensão de como aquela pessoa se relaciona com o próprio estilo no dia a dia. “Eu proponho uma análise mais reflexiva, de que tempo estamos, da sociedade que estamos articulando nesse momento, para que a gente não se apegue tanto a conceitos defasados”, explica.

 

O objetivo desse primeiro encontro é traçar objetivo de imagem e checar se ele é coerente com sua identidade e essência, além de diminuir ruídos de imagem. A análise passa ainda pelo tom e corte de cabelo, e até o formato do rosto.

 

Segundo Cáren, muitas vezes uma consultoria superficial pode até atender a demanda do cliente para aquele momento, mas acaba não sendo uma transformação duradoura. “Eu sou contra isso, porque é um sistema muito limitador. A pessoa acaba ficando no raso e tendo informações de objetivo de imagem que talvez não sejam condizentes com a identidade da pessoa. E no final você tem um relatório em que você não se enxerga”, avaliou a especialista. "Pegar só uma teoria de algo que foi criado por causa disso, dizer 'faça isso', ou então 'não pode ser dessa forma'... Aí você fica 'mas eu quero, eu gosto, eu não me sinto pertencente a nenhum desses tipos'. E aí você se fecha e não avança", completou.

 

E a partir do primeiro encontro, já é possível começar a executar esse objetivo de imagem, experimentando para que você possa se familiarizar com o processo.

 

No segundo encontro, acontece a análise do corpo - que vai além do tão difundido biotipo. “Isso (o biotipo) basicamente recorta o corpo, não avalia o corpo por inteiro. E não tem a ver com o tipo físico também. Você tem a questão da estrutura óssea, mas o foco é um novo olhar sobre o corpo. Porque algumas pessoas querem aprender a se arrumar quando emagrecem, ou por um dia, e vão deixando pra depois arranjando desculpas. Mas a ideia é aprender a se vestir com o corpo que você tem hoje”, garante. "A internet está aí bombardeando de informações do que fazer, do que não fazer, do que estica e do que encolhe. Me incomoda, porque cada corpo é um, tem as suas especificidades", alerta.

Técnica ajuda a encontrar qual é a linha que "divide" o seu corpo (veja no vídeo)


E essa forma de se vestir e a mensagem que você quer passar podem mudar, mas a ideia é que você aprenda para que não precise passar pelo mesmo processo de consultoria de novo quando validar uma mensagem diferente. E isso também valerá para quando o corpo da pessoa mudar.

 

“O nosso ponto de partida são os incômodos. Depois vamos para o que é de bom que tem para ser visto, ser mostrado, ser valorizado? Porque a gente compra uma blusa pra esconder a barriga, ou para diminuir os seios, criar outras proporções no corpo e o modela para uma perspectiva que a gente não queria. E quando a gente entende que tecido e modelagem contam muito, a gente não vai comprar mais uma roupa porque é bonita, mas porque é estratégica dentro da forma como eu quero vestir meu corpo”, explica.

Análise considera cores que estão mais presentes no seu guarda-roupa

O próximo passo é a assessoria em cores, que vai além da colorimetria para entender que mensagem você quer passar com o que veste: de maneira geral, cores claras, por exemplo, garantem uma visão de alguém mais acessível, mas também mais casual; já cores escuras são traduzidas como formais e profissionais, mas podem levar ao afastamento. Afinal, como diz Cáren, “cor é informação”. 

Depois da formação dessa compreensão, a etapa seguinte será a de análise do seu guarda-roupa, com montagem de looks a partir de peças que você já tenha, e também uma lista de compras. Mas isso não significa que você deve sair logo depois para o shopping. “É muito difícil em um dia fechar essa lista, fora que dificilmente a gente vai ser econômica. Então essa lista é para que, quando você encontrar aquela peça, você possa comprar”.

 

A especialista explica ainda que, depois que a consultoria é concluída, ela mantém o monitoramento do cliente por seis meses, dando dicas e tirando dúvidas até que a pessoa se sinta confortável de fazer as próprias escolhas. “Eu já conheci diversas pessoas que fizeram a consultoria, mas depois se sentiram inseguras, outras que não se conectaram com aquele objetivo de imagem… Então para mim o mais confortável é que você viva essa experiência ao longo das semanas e execute, de fato, para que depois você tenha liberdade para fazer sozinha e saiba o que está fazendo”, aponta.

Na visita, consultora sugere looks e combinações a partir das peças que você já possui

Cáren reforça que o objetivo não é se restringir a ideais trazidos diariamente no dia a dia, até porque os sete estilos universais foram criados dentro de um contexto muito restrito e possuem uma série de “furos” em relação a realidades tão distintas que existem no mundo. Porém, ela admite que, com base no que cada um viveu, “automaticamente as pessoas lêem a gente, mas elas não conhecem nossa história de vida, quem nós somos, e nem o que nós pensamos”. "Eu acredito muito no poder de contribuir, porque eu sei que imagem conta. Se não contasse, a gente não falava dela", avalia.

Acessórios fazem diferença ao compor um look, mas respeitar os padrões do seu corpo pode ajudar a alongar ou afinar a silhueta. No meu caso, marcar a cintura evita a impressão de um corpo "quadrado" e sem forma.


Veja outros serviços que também são prestados em uma consultoria de imagem:

*Assessoria de retrato corporativo (para profissionais e não profissionais): Serve para pessoas que querem tirar fotos profissionais que representem a sua essência e acabam encontrando um script em que apontam as mesmas poses. Assim, uma pessoa espontânea pode evitar uma foto engessada;

 

*Assessoria para noivas e noivos: Para quem quer imprimir no seu casamento a sua essência, fugindo do óbvio desde o vestido até a decoração. Inclui análise de coloração para a maquiagem;

 

*Personal shopper: Serviço em que a profissional acompanha a pessoa para compras;

 

*Personal Stylist: Consultoria para quem quer saber o que usar para eventos, ou para viagens.