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Prédios no Comércio chamam atenção com artes sobre preservação ambiental

Prédios no Comércio chamam atenção com artes sobre preservação ambiental
Fotos: Caio Lirio

Artistas baianos promovem intervenções urbanas na capital através do Projeto MURAL, que está na sua 3° edição. As obras, que têm como tema sustentabilidade e preservação ambiental, integram uma parceria inédita do movimento com a Virada Sustentável Salvador, que acontece entre quarta-feira (15) e domingo (19). 

 

O festival conta com o apoio da Ball e patrocínio da Braskem e do Governo da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. O projeto vai montar 400 m² de arte vertical nas fachadas de prédios no Comércio. 

 

Os trabalhos foram produzidos pelos artistas Sirc, Tarcio V, Isabela Seifarth e Zana Nacola, utilizando uma série de técnicas, como desenho, pintura, graffiti e stencil. 

Para a idealizadora e curadora do Projeto MURAL, Vanessa Vieira, os trabalhos contribuem na "formação de plateia apreciadora da arte contemporânea baiana, e suas infinitas possibilidades de interações e reflexões". Instalados para a Virada, os murais ficarão como legado do festival para a cidade. 

 

 "O Comércio é patrimônio histórico da capital baiana, onde houve um intenso movimento muralista com artistas de grande importância na década de 50 e 60 do século passado. Muitas dessas obras ainda estão preservadas nas áreas internas das edificações, com pouca visibilidade de público. Então fazer estas grandes empenas nas fachadas externas dos prédios da região, é poder proporcionar esta experiência estética a todos os públicos", conta Vieira.

 

Sobre as obras

 

Na obra “Se plante”, em um paralelo com uma bananeira, Sirc faz referência aos recursos renováveis oferecidos na natureza, chamando atenção para a sua grandiosidade.

O artista Tarcio V traz de suas memórias afetivas a figura humana de um pescador com a obra “O pescador da cidade velha”, destacando a importância do mar para nossa sobrevivência.

 

A artista Isabela Seifarth trouxe a figura central da cabocla como signo marcante da miscigenação do povo brasileiro e do imaginário da festa da independência da Bahia, o 2 de julho. 

 

As conexões entre corpo, terra e mar marcam a obra "O mar em mim" de Zana Nacola. Através deste trabalho, a artista oferece uma pausa contemplativa sobre a sensibilidade humana e suas relações com a natureza.

 

O festival também terá, além dos murais, mais de 20 atividades gratuitas e diversas, entre intervenções urbanas, performances, discussões e exposições de obras de artes locais e internacionais. Confira a programação no site.