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AFROPUNK Brasil 2026 reúne diferentes gerações da música negra em Salvador

Por Júlia Estrela

AFROPUNK Brasil 2026 reúne diferentes gerações da música negra em Salvador
Foto: André Carvalho / BN Hall

O primeiro dia do AFROPUNK Brasil 2026 reuniu diferentes gerações e sonoridades da música negra no Parque de Exposições, em Salvador, neste sábado (7). A programação atravessou gêneros como rap, R&B e música baiana, em apresentações que reforçaram a diversidade artística e a conexão com a identidade e a cultura afro-diaspórica.

 

 

A programação musical começou com Telefunksoul, que apresentou remixes de sucessos conhecidos do público, como “Jeito Sexy”, do Fat Family, “Ziguiriguidum”, dos Filhos de Jorge, e “Machista Não Tem Vez”, da cantora A Dama. Enquanto o público chegava ao espaço, o DJ interagiu com os presentes e incentivou a dança.

 

A segunda atração da noite foi Lazzo Matumbi, que levou ao festival a força do samba-reggae e de sua trajetória ligada à cultura afro-baiana. Em entrevista, o cantor destacou o sentimento de estar entre pessoas que compartilham suas referências e falou sobre a presença de novas gerações na música. Ao comentar a participação de Ravi Zilm, afirmou que tinha o prazer de “passar o cajado” e abrir espaço para novos artistas.

 

Foto: André Carvalho / BN Hall

 

Na sequência, AJULLIACOSTA se apresentou diante de um Parque de Exposições já bastante cheio. A cantora incluiu no repertório músicas como “O que a Julia Vai Ser”, “Dharma” e “Você Vai Gostar”. O trio britânico FLO também integrou a programação, levando seu R&B contemporâneo ao público, seguido por Emicida, que apresentou “A Chapa é Quente” e “AmarElo”.

 

Foto: André Carvalho / BN Hall

 

A cantora britânica Jorja Smith fez sua estreia no AFROPUNK Brasil. Reconhecida internacionalmente por faixas como “Blue Lights” e “On My Mind”, a artista transita entre o R&B, o soul e o pop, e foi um dos nomes internacionais da programação.

 

Foto: André Carvalho / BN Hall

 

O encerramento dos shows ficou por conta de Edcity e Fantasmão. Em entrevista, o vocalista destacou a relação do grupo com a cultura negra e com a proposta do festival. “Fantasmão é resistência porque retrata toda a cultura do povo negro”, afirmou. Para Edcity, o AFROPUNK representa “identidade, essência, ancestralidade, origem” e conexão com a comunidade. “Nós pertencemos a isso aqui. Isso aqui faz parte de nós”, completou.

 

No palco, o Fantasmão apresentou músicas como “É Pra Descer Quebrando” e “Eu Sou Negão”, antes de a programação seguir para o Paredão, na Arena. A estrutura começou às 2h da manhã e encerrou a primeira noite do festival, reunindo quem ainda permaneceu no Parque de Exposições.

 

Foto: Reprodução / INstagram / oafropunkbrasil

 

O AFROPUNK Brasil 2026 continua neste domingo (8), em Salvador, com mais um dia de programação dedicada à música e à cultura negra.

 

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