Baiano conquista terceiro lugar em prêmio internacional de crítica de arte na França
Por Redação
O professor de Filosofia e crítico de arte Flávio Rocha de Deus, natural de Lençóis, na Chapada Diamantina, conquistou o terceiro lugar no Incentive Prize for Art Critics 2026, promovido pela Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA). O resultado foi anunciado durante o 58º Congresso Internacional da entidade, realizado na última semana, em Rennes, na França. Nesta edição, o prêmio recebeu 110 candidaturas de diferentes países.
Flávio ficou entre os três vencedores, ao lado do camaronês Akuro Sinidar Enoh, que conquistou o primeiro lugar, e da norte-americana Genevieve Lipinsky de Orlov, segunda colocada. O reconhecimento veio pelo ensaio “On the Controversial Curating of the São Paulo Biennial: Good for the Curator, Not So Much for the Artists” (Sobre a controversa curadoria da Bienal de São Paulo: bom para o curador, nem tanto para os artistas), publicado em fevereiro deste ano na revista brasileira DASartes, especializada em artes visuais.
No texto, o pesquisador discute a aplicação do conceito de direito à opacidade, desenvolvido pelo filósofo Édouard Glissant, na proposta curatorial da Bienal de São Paulo. A partir dessa reflexão, aponta contradições entre a defesa da opacidade como princípio para os artistas e a forma como o conceito é aplicado à atuação do curador e da própria instituição.
A premiação integra as iniciativas da AICA para incentivar novos nomes da crítica de arte, ampliar a visibilidade de produções e debates de diferentes regiões do mundo e estimular a circulação internacional de textos e ideias. Com mais de 5.500 integrantes distribuídos em 62 seções nacionais, a associação reuniu, no congresso deste ano, profissionais, pesquisadores, artistas e instituições em torno do tema “Crítica de arte e práticas eco-socialmente engajadas: novas escritas, novos desafios?”.
Doutorando em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e mestre em Filosofia Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Flávio concilia a pesquisa acadêmica com a docência no Centro Educacional Renato Pereira Viana, em Lençóis. Também integra a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e a Associação Brasileira de Estética (ABRE), além de ser editor-chefe da revista acadêmica Anãnsi: Estudos Contemporâneos de Filosofia.
Na Chapada Diamantina, onde mantém sua atuação profissional, o crítico também coordena a Paragoge, plataforma independente voltada à pesquisa, à produção e à difusão artística. O projeto busca ampliar os espaços de formação, circulação e reflexão sobre as artes na região.
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