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Xanddy Harmonia resgata emoções de 30 anos de carreira em show “Só as Antigas” na Concha Acústica

Por Rebeca Menezes

Xanddy Harmonia resgata emoções de 30 anos de carreira em show “Só as Antigas” na Concha Acústica
Foto: Rebeca Menezes

O cantor Xanddy Harmonia lotou a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, neste domingo (18), em uma celebração da sua história, da sua carreira, e de emoções que o marcaram nos últimos 30 anos. O show “Só as Antigas” foi marcado por nostalgia, declarações de amor e surpresas.

 

No repertório, sucessos que marcaram a trajetória do artista à frente do Harmonia do Samba dividiram espaço com canções de significado especial para sua vida pessoal e sua relação com o público.

 

Entre os hits que embalaram a apresentação estiveram “É Fogo”, “Vem Neném”, “Agachadinho” e “Quebradeira”, músicas que atravessaram gerações e ajudaram a consolidar Xanddy como um dos principais nomes do pagode baiano.

 

O cantor também aproveitou a ocasião para registrar o áudio da apresentação e fez questão de destacar a importância da participação dos fãs na gravação. “Por isso eu repito e vocês cantam: porque eu quero demais ouvir essas vozes de vocês”, declarou, incentivando o público a cantar junto.

 

A conexão com os admiradores também rendeu momentos curiosos. Durante a apresentação, foi por duas vezes abraçar quem estava na beirada da Concha. Em uma delas, uma fã revelou que batizou o próprio filho de Vitor Alexandre em homenagem ao artista, cujo nome de nascimento é Manuel Alexandre Oliveira da Silva.

 

A esposa do cantor, Carla Perez, também foi lembrada diversas vezes ao longo do espetáculo. Uma das homenagens aconteceu durante a interpretação de “Uma Chance”, composição escrita por Xanddy durante um período de afastamento do casal, que durou apenas uma semana.

 

Ao contar a história por trás da música, o artista brincou: “Nem foi separação. Quem separa por uma semana?”.

 

Outra canção dedicada à esposa foi “Te Desejo (Minha Inha)”, composta pelo cantor quando os dois ainda namoravam. As referências ao relacionamento deram um tom intimista à apresentação, revelando histórias por trás de músicas conhecidas pelos fãs.

 

Outro destaque da noite foi o resgate de “Amor de Fã”, composição que nasceu da observação de Xanddy sobre os admiradores que, durante o Carnaval, acompanham os trios elétricos de longe, sem conseguir ficar próximos dos artistas.

 

Ao apresentar a música, o cantor relembrou a inspiração para a composição e anunciou que ela passará a integrar seu repertório a partir de agora, reforçando a homenagem aos fãs que acompanham sua trajetória.


Mas a grande surpresa da noite foi feita para o próprio artista. Em meio ao público, surgiu um boneco gigante de Olinda em homenagem a Xanddy, que se tornou o primeiro cantor de pagode baiano a receber uma representação desse tipo.

 

A aparição inesperada surpreendeu o músico e levou para a Concha Acústica um dos símbolos mais tradicionais do Carnaval pernambucano.

 

Entre lembranças, declarações e sucessos que marcaram diferentes fases da carreira, Xanddy transformou o show em uma celebração da própria trajetória, destacando a relação construída ao longo dos anos com seu “exército”, entregando aos fãs um presente com gostinho de nostalgia.

 

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