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Concorrendo a uma cadeira na ABL, Taurino Araújo ganha destaque em estudo internacional

Por Redação

Concorrendo a uma cadeira na ABL, Taurino Araújo ganha destaque em estudo internacional
Foto: Divulgação

O escritor, poeta e jurista baiano Taurino Araújo, candidato à Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), é tema de um estudo internacional assinado pela semioticista canado-brasileira Lícia Soares de Souza. A pesquisa analisa o protagonismo feminino em “Guadalupe Madre”, obra do autor, e estabelece relações entre diferentes contextos culturais e literários.

 

Intitulado “Female Protagonism in Guadalupe Madre, by Taurino Araújo: A Hypothesis of Transdiscursive Coherence” (Protagonismo feminino em Guadalupe Madre, de Taurino Araújo: uma hipótese de coerência transdiscursiva), o trabalho tem 42 páginas e está disponível na plataforma científica Zenodo. A publicação conta com tradução de Edson Reis Santana e propõe uma leitura da obra a partir das representações femininas e do diálogo entre diferentes discursos culturais.

 

A divulgação do estudo ocorre durante a candidatura de Taurino à ABL. O escritor está entre os 17 inscritos para a sucessão de Zuenir Ventura, morto em 22 de setembro de 2026. A eleição para a Cadeira 32 está prevista para 12 de novembro. A vaga tem como patrono Manuel de Araújo Porto-Alegre e já foi ocupada por nomes como Ariano Suassuna e Zuenir Ventura.

 

Natural do interior da Bahia, Taurino construiu uma trajetória que reúne literatura, poesia e pensamento jurídico. Entre seus livros estão “A Caturna”, “Guadalupe Madre”, “A caçambilha” e “É tarde, mas não é tarde”. Segundo o material de divulgação, sua produção ultrapassa 3 mil páginas.

 

Em “É tarde, mas não é tarde”, o escritor dialoga com a obra de Castro Alves, poeta baiano conhecido por sua produção abolicionista. Dividido em 12 partes, o poema aborda temas como liberdade, escravidão, justiça e memória, além de percorrer referências geográficas e culturais da Bahia.

 

Ao apresentar sua candidatura à ABL, Taurino relaciona sua origem no interior baiano à trajetória dedicada à literatura. “Chego das margens interioranas de Jequié e Ubatã, nos ombros de minha obra grandiosa, para trabalhar pelas letras do Brasil, Oxalá que isso aconteça agora ainda na quadra dos meus 57 anos, 49 deles dedicados quase exclusivamente a esse assunto”, afirma.

 

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