Exposição gratuita em Salvador celebra 114 anos de Jorge Amado e amizade com Carybé e Caymmi
Por Redação
Salvador ganha um novo encontro com a história, a arte e a cultura afro-brasileira por meio da exposição “3 Obás de Xangô”, em cartaz gratuitamente no Pelourinho. A mostra celebra os 114 anos que Jorge Amado completaria nesta semana e destaca a trajetória do escritor e sua amizade com o artista plástico Carybé e o compositor Dorival Caymmi, além das conexões dos três com a cultura e a religiosidade de matriz africana na Bahia.
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Foto: Ricardo Prado
Inspirada no documentário homônimo dirigido por Sérgio Machado, a exposição reúne obras, documentos e registros de mais de 45 artistas das artes visuais, da música, da literatura e da fotografia. O percurso propõe um olhar para além dos três homenageados e evidencia a participação de artistas, intelectuais e lideranças negras na construção do imaginário cultural baiano.
A relação entre Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi é o ponto de partida da mostra. Os três receberam o título de Obás de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá, um dos mais importantes terreiros de Candomblé da Bahia. A partir dessa história, a exposição aborda temas como religiosidade, memória, identidade, ancestralidade e os saberes preservados pelas comunidades de axé.
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Foto: Ricardo Prado
Com curadoria de Tiago Sant’Ana, Mariana Vaz, Solange Bernabó e Gildeci Leite, “3 Obás de Xangô” também coloca em evidência o protagonismo das mulheres negras e das mães de santo na preservação e na transmissão dos conhecimentos afro-brasileiros. A exposição é dividida em núcleos que percorrem o matriarcado nas religiões de matriz africana, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três Obás e as diferentes formas pelas quais a cultura afro-brasileira continua presente na produção artística contemporânea.
Entre os artistas das artes visuais estão Ana Sant’Anna, Ani Ganzala, Ayrson Heráclito, Emanuel Araújo, Goya Lopes, Mario Cravo Neto, Mestre Didi, Rubem Valentim, Pierre Verger e Yedamaria. A programação também reúne nomes importantes da música baiana e brasileira, como Aguidavi do Jêje, BaianaSystem, Letieres Leite Quinteto, Margareth Menezes, Orquestra Afrosinfônica, Tiganá Santana e Olodum.
Na literatura, a exposição conta com trabalhos ou referências de artistas e escritores como Alex Simões, Ana Maria Gonçalves, Hugo Canuto, Itamar Vieira Junior, Maysa Miranda e Ordep Serra.
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Foto: Ricardo Prado
“3 Obás de Xangô” segue em cartaz até 6 de dezembro, com visitação de terça a domingo e feriados, das 9h às 18h. A entrada é gratuita.
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