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Nosso Meio recebe diretor de Comunicação e Marketing da BYD Brasil em primeiro evento em Salvador; evento destaca poder da comunicação regional

Por Rebeca Menezes

Nosso Meio recebe diretor de Comunicação e Marketing da BYD Brasil em primeiro evento em Salvador; evento destaca poder da comunicação regional
Foto: Divulgação

O portal cearense Nosso Meio realizou, nesta quinta-feira (30), o primeiro evento da marca na Bahia para lançar a nova edição do impresso no Nordeste, com o tema "O novo eixo do consumo: o protagonismo estratégico que move o Brasil". O almoço aconteceu no Palacete Tirachapéu e contou com uma palestra de Pablo Toledo, diretor de Comunicação e Marketing da BYD Brasil.

 

Fernando Hélio Brito, diretor-executivo do Nosso Meio, apresentou a marca para o mercado e agradeceu pela recepção de nomes relevantes da comunicação baiana: "É o primeiro evento que o Nosso Meio está fazendo aqui na Bahia, em Salvador. Eu estou extremamente feliz, muito realizado. O fato dessa casa estar cheia de gente boa, que faz o mercado da Bahia se movimentar e acontecer, é ser bem recebido pra mim".

 

A 19ª edição do Impresso Nosso Meio Nordeste recebeu contribuições locais, com nomes como Rebecca Lyrio, da Rede Bahia, e Guto Ulm, da 2GB Entretenimento. Para o evento, foram convidados empresários, representantes de agências publicitárias, da imprensa e de assessorias de comunicação. Entre os presentes estavam André Curvello, diretor de Comunicação do Sistema Indústria (CNI); Augusto Correia Lima, diretor regional da TV Band Norte/Nordeste; Nelson Vilalva, CEO da Agência Nova; e Cristiana Chaves, presidente do Grupo de Mídia Bahia.

 

Ao longo da palestra, Pablo Toledo reforçou o impacto de tomar decisões regionalizadas ao pensar a divulgação da marca, tanto com uma visão nacional quanto no desenvolvimento de uma conexão com a Bahia, considerando a relação com a fábrica em Camaçari. 

 

"Pra mim foi muito interessante ler sobre o Nordeste ser o segundo maior mercado consumidor do país, mas como o maior mercado é São Paulo era muito mais fácil instalar a fábrica lá. E muita gente lutou contra essa fábrica aqui, tem muita torcida contra. [...] Mas escolhemos vir pra cá, e acho que é isso que temos em comum com o Nosso Meio, essa mudança de eixo. Aqui, quando a fábrica estiver na capacidade máxima, de 600 mil carros por ano, 25% da produção nacional de carros vai sair de Camaçari. Isso vai atender ao mercado nacional e certamente nós vamos exportar para os países da América do Sul e México".


Uma das estratégias adotadas no Brasil foi o relacionamento com as concessionárias, que já tinham marcas fortes em seus estados antes da chegada da gigante chinesa.

 

"São 228 concessionárias, a gente vai chegar a 250 nos próximos meses, e aí eu faço a conexão com o Nosso Meio, que é respeitar a regionalização. Não é da minha cadeira lá no Brooklyn que eu vou ensinar a Parvi a vender carro no Recife, a Mandarim a vender aqui em Salvador... É importante a gente entender o consumidor e, no meu entendimento, a BYD soube fazer isso muito bem", avaliou.

 

Porém, uma questão difere o relacionamento mantido em solo baiano. "A gente tem uma atuação muito firme e muito próxima das nossas concessionárias. A Bahia é exceção. Porque como a gente tem a fábrica aqui, a gente tem um olhar muito especial pra Bahia, um gerente de comunicação especialmente para cá", reforçou, detalhando como é feito o trabalho para divulgar iniciativas e buscar uma boa relação com a imprensa e as agências.

 

O executivo destacou ainda que mais da metade do investimento de R$ 5,5 bilhões projetado para a fábrica de Camaçari já foi executada, com 800 mil m2 de obras acontecendo simultaneamente nos novos espaços, voltados para etapas como pintura e soldagem. Atualmente, o complexo já produz um carro por minuto, e tem a expectativa de chegar a 600 mil carros por ano. Outra dado destacado foi o impacto na geração de empregos: já são cerca de 6.500 vagas geradas no estado - com 90% da fábrica ocupada por baianos. O diretor ainda destacou que a marca tem, hoje, a maior média salarial da indústria no estado.

 

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