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Bailarina baiana conquista 1º lugar no Festival da Sapatilha em Joinville e vaga na Escola do Teatro Bolshoi; conheça Maria Clara Cerqueira

Por Nathalí Brasileiro

Bailarina baiana conquista 1º lugar no Festival da Sapatilha em Joinville e vaga na Escola do Teatro Bolshoi; conheça Maria Clara Cerqueira
Fotos: Divulgação | Acervo Pessoal

Há sonhos que acompanham bailarinos por boa parte da carreira. Maria Clara Cerqueira viu alguns deles se tornarem realidade aos 11 anos. A jovem baiana conquistou, nesta semana, o 1º lugar no Festival da Sapatilha, durante o Festival de Dança de Joinville, e garantiu uma vaga na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, resultado que se soma a uma trajetória construída desde os primeiros anos no balé e marcada por experiências nacionais e internacionais.

 

Em entrevista ao BN Hall, Roberta Leal de Cerqueira, mãe da bailarina, contou que o resultado foi recebido com emoção por toda a família. “Recebemos esse resultado com uma alegria imensa. Mais do que o primeiro lugar, o que mais nos emocionou foi vê-la entrar no palco feliz, confiante, linda e vivendo aquele momento com tanta verdade. Aquela apresentação, por si só, já era uma grande vitória para nós”, afirmou.

 

 

A relação de Maria Clara com o balé começou cedo. Aos 2 anos e 8 meses, ela deu os primeiros passos na dança e, desde então, fez da modalidade parte da rotina. Ao longo da infância, experimentou atividades como pintura, música, ginástica rítmica, judô e capoeira, mas foi no balé que encontrou o caminho que decidiu seguir. Atualmente, a bailarina integra a BbT Art Academy, escola comandada por Tânia e Fabiana Gordilho.

 

“Ela sempre foi muito dedicada, atenta às aulas e demonstrou, por iniciativa própria, que queria seguir esse caminho. Nunca foi uma imposição nossa”, relembrou Roberta.

 


Foto: Acervo Pessoal

 

Segundo ela, primeiros reconhecimentos não demoraram a aparecer. Um dos momentos que a família guarda com mais carinho aconteceu quando Maria Clara tinha apenas oito anos e recebeu um solo criado especialmente para ela pelo professor Emerson Nascimento, atualmente integrante do Balé Teatro Castro Alves.

 

Desde então, a bailarina passou a participar de importantes competições. Disputou o Youth America Grand Prix (YAGP) Brasil, classificou-se para a final mundial, em Houston, recebeu bolsas de estudo na Itália e na Noruega, venceu duas edições do World Ballet Grand Prix e passou a receber convites para programas internacionais.

 

Em 2025, Maria Clara também conquistou uma bolsa integral da Royal Academy of Dance (RAD) para participar do Summer RAD 2026, em Londres, além de um convite para o Summer Program 2026 da Boston Ballet School, em Massachusetts, uma das mais tradicionais escolas de dança dos Estados Unidos.

 


Foto: World Ballet Grand Prix

 

Agora, além da comemoração, o resultado em Joinville marcou o início de uma nova etapa na trajetória da bailarina. Embora a vaga na Escola do Teatro Bolshoi represente a realização de um antigo sonho, Roberta conta que a família ainda avalia, com calma, qual será o melhor caminho para a formação da filha.

 

“O Bolshoi sempre foi um sonho para ela. Desde muito pequena, demonstrou disciplina, comprometimento e uma paixão genuína pelo balé. Ser aprovada por mérito próprio em uma instituição tão respeitada representa uma conquista enorme em sua trajetória como bailarina e, para toda a nossa família, é motivo de muita honra e gratidão”, destacou.

 

Enquanto a família define os próximos passos, uma certeza já acompanha Maria Clara: seguir dançando. Para a mãe, mais do que colecionar títulos ou bolsas de estudo, o maior desejo é que a filha continue encontrando na dança a mesma felicidade que demonstrava nas primeiras aulas. “Nossa maior missão, como pais, é apoiá-la e buscar sempre o melhor caminho para sua formação, sem perder de vista a infância, os valores e a felicidade que ela demonstra quando dança”, completou.

 

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