Ilustradora baiana lança livro infantil sobre ancestralidade negra, pertencimento e identidade
Por Redação
A ilustradora e escritora baiana Amanda Braga lança, nesta quarta-feira (8), o livro infantil “De onde veio o vovô?”, obra que convida crianças a refletirem sobre ancestralidade, pertencimento e identidade por meio da história de uma família. O lançamento acontece às 9h, no Centro Educacional Santo Antônio (CESA), em Simões Filho, com entrada gratuita.
A narrativa acompanha Lu, uma criança que recebe da escola a tarefa de montar a árvore genealógica da família. A partir da atividade, ela passa a conversar com os pais sobre a trajetória dos antepassados e descobre histórias, lembranças e silêncios que ajudam a reconstruir suas origens. O livro foi inspirado no avô paterno da autora, descendente de negros escravizados que viveram em São Félix, no Recôncavo Baiano, entre os séculos XIX e XX.
“O trabalho foi impulsionado pelas necessidades sociais de discutir esse tema, considerando o acesso limitado que ainda se tem às origens de antepassados vindos da África, em contraste com a maior facilidade de acesso às histórias de antepassados oriundos da Europa”, afirmou Amanda.
Além do lançamento, a programação contará com contação de histórias conduzida por Niní Kemba Náyò, acompanhada pelo intérprete de Libras Atanael Weber, além de oficinas de bonecas Abayomi e de aquarela voltadas aos estudantes da instituição.
Como parte da proposta de ampliar o acesso à obra, exemplares de “De onde veio o vovô?” também serão distribuídos gratuitamente a professores da rede pública de ensino da Bahia. A chamada será divulgada em breve, mas os interessados já podem reservar um exemplar pelo e-mail [email protected]. A confirmação de presença no evento de lançamento deverá ser feita por meio do mesmo e-mail.
Formada em Design pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Amanda atua nas áreas de design editorial e comunicação visual, com trabalhos voltados a temas como identidade, ancestralidade e cultura brasileira. O projeto foi contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia.
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