Festival Mãos da Moda celebra criação autoral baiana no MAC Bahia
Por Redação
O Festival Mãos da Moda encerrou sua primeira edição neste domingo (24), após dois dias de programação no Museu de Arte Contemporânea na Bahia, reunindo desfiles, artesanato e moda autoral baiana em uma celebração dos saberes tradicionais e da criatividade nordestina.
Criado pela Nordestesse, com patrocínio do Riachuelo Lab, o evento aproximou estilistas e grupos artesanais da Bahia em coleções desenvolvidas de forma colaborativa.
Para Daniela Falcão, fundadora da Nordestesse, o projeto nasceu justamente da necessidade de fortalecer essas conexões. “O Mãos da Moda surge para estreitar esses laços, garantindo recursos humanos e financeiros para que essa parceria resulte numa coleção coesa e que fortaleça tanto as marcas quanto os grupos artesanais”, afirmou.
A programação de desfiles começou no sábado (23) com a marca Areia, do estilista Adailton Jr, que apresentou a coleção “Mimosa 2: Açucarados”, criada em parceria com a Associação das Mulheres Artesãs Padre André (AMAPA), de Correntina.
Na sequência, a TEROY13, assinada por Alexsandro Rodrigues e Albert Lefundes, levou à passarela a coleção “Vertigem - Uma noite no ClubT13”, desenvolvida junto ao grupo Mulheres do Algodão, de Guanambi.
Encerrando o primeiro dia, a marca Inttuí, de Washington Carvalho, apresentou “Pele de Céu”, coleção criada em colaboração com a Rendavan, associação de rendeiras de Dias D’Ávila.
No domingo (24), a estilista Luciana Bortowski exibiu “Memórias para o Futuro”, desenvolvida em parceria com artesãs de Saubara. Em seguida, a marca Dua apresentou “Benditas”, coleção criada com as bordadeiras da Chitarte.
O encerramento ficou por conta da estilista Adriana Meira, que apresentou “Rio que Conta”, inspirada nas artesãs dos quilombos da Barra, Riacho das Pedras e Bananal.
Além dos desfiles, o festival contou com a Feira de Moda Artesanal da Bahia, reunindo 23 artesãos e coletivos com peças em renda, bordado, crochê, acessórios e tecelagem.
Representando o Riachuelo Lab, Cathyelle Schroeder destacou o compromisso da marca com o fortalecimento da economia criativa brasileira. “O Riachuelo Lab nasce como um espaço de experimentação, criação e conexão entre talentos da moda e da cultura”, afirmou.
Já Weslen Moreira, coordenador executivo de Fomento ao Artesanato da Bahia, ressaltou o impacto cultural e econômico do projeto. “É um encontro entre identidade, ancestralidade e inovação, que amplia oportunidades de geração de renda e fortalece a presença dos artesãos e artesãs baianos em espaços cada vez mais estratégicos no cenário nacional”, disse.
Após a estreia em Salvador, as coleções seguem agora para Fortaleza, onde serão apresentadas no Dragão Fashion Brasil, considerado a maior semana de moda do Norte e Nordeste.
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