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Baiana entra para grupo seleto de corredores brasileiros após conquistar Mandala Six Star em Boston

Por Redação

Baiana entra para grupo seleto de corredores brasileiros após conquistar Mandala Six Star em Boston
Foto: Divulgação

A ultramaratonista e personal trainer baiana Luise Borges alcançou, nesta temporada, um dos feitos mais cobiçados do atletismo de resistência: a conclusão do circuito Abbott World Marathon Majors. Ao cruzar a linha de chegada em Boston, a atleta recebeu a Six Star Medal, carinhosamente chamada de “mandala”, conferida apenas a quem completa as maratonas de Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York.

 

No Brasil, estima-se que cerca de 700 brasileiros tenham conquistado a mandala, colocando Luise entre menos de 0,05% dos corredores brasileiros. Quando o recorte é feito por gênero, o feito se torna ainda mais seleto, já que, historicamente, o endurance de longa distância foi um ambiente predominantemente masculino.

 

“Mais do que completar provas, essa conquista representa anos de disciplina, renúncia, constância e amor pelo processo. A corrida transformou a minha vida e me ensinou muito sobre resistência emocional, fé e persistência. Cruzar a linha de chegada em Boston foi entender que todo esforço valeu a pena”, afirma Luise.

 

Considerada uma das provas mais simbólicas e difíceis do circuito, a Maratona de Boston é também a mais antiga entre as Majors. Fundada em 1897, a prova exige índice classificatório oficial, o chamado Boston Qualifier (BQ), para a maior parte dos participantes, tornando a participação um feito antes mesmo da largada.

 

“Boston tem uma energia diferente. Você sente o peso da história, da tradição e da importância daquela prova para o universo da corrida. Fechar a mandala ali tornou tudo ainda mais especial”, destaca a atleta.

 

Com dez maratonas concluídas e uma ultramaratona de 52 quilômetros no currículo, Luise vem consolidando sua trajetória não apenas como atleta, mas também como referência em performance, prevenção e longevidade esportiva. Em Salvador, ela lidera o BORJ — Centro de Treinamento & Performance, espaço voltado para treinamento integrado, corrida, mobilidade e fortalecimento físico.

 

“Eu nunca enxerguei a corrida apenas como performance. Para mim, ela sempre foi sobre construção, saúde e permanência. Sobre preparar o corpo e a mente para viver melhor. A mandala chega como símbolo de tudo isso”, conclui Luise.

 

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