Músicos da Neojiba celebram turnê na China e destacam experiências dentro e fora do palco
Por Rebeca Menezes / Nathalí Brasileiro
Para muitos dos jovens músicos da Neojiba, a ficha ainda não caiu. Depois de saírem de cidades do interior da Bahia e de projetos sociais ligados à música, eles encerraram, nesta terça-feira (5), no Shenzhen Concert Hall, a maior turnê já realizada por um grupo brasileiro na China.
A circulação passou por Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen desde o último dia 29 de abril e reuniu cerca de 100 integrantes da orquestra em uma série de concertos que misturaram repertório clássico e referências da música brasileira.
“Eu não tinha a mínima ideia do que era o mundo orquestral, nem de onde aquilo poderia me levar”, contou o percussionista Esdras Salatiel, de 18 anos. Integrante da Neojiba desde os 6, ele participa da sexta turnê com a orquestra e da terceira internacional. “A gente tenta entender a dimensão do que é trazer a Bahia para a China, mas acho que ainda não consegue totalmente”.
No palco, a percussão brasileira virou um dos principais pontos de conexão com o público chinês. “A gente traz a nossa música para dentro do ambiente orquestral. Eles estão curtindo muito, sobretudo a percussão”, afirmou Júlio Hendrique, que conheceu a Neojiba através de um projeto social em Jacobina.
As experiências, porém, não ficaram restritas às salas de concerto. Para muitos integrantes, esta foi a primeira vez fora do Brasil. “Eu amei passear pelas ruas, é tudo muito diferente. Eles são muito respeitosos e pacientes com a gente”, disse Nadine Lima, natural de Feira de Santana. “Nas músicas brasileiras, a energia sobe automaticamente. Todo mundo dança e fica sorridente”.
A violinista Eduarda Dalcom também destaca o impacto cultural da viagem. “Todas as cidades são muito bonitas, a arquitetura é bem diferente, e as salas de concerto só melhoram”, comentou. Ela lembra que foi na infância que descobriu, através da Neojiba, um universo que antes parecia distante. “A gente aprende que a música clássica não é só para a elite.”
A viagem também ganhou um significado especial para o percussionista Anderson Silva. O irmão dele trabalha na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, e a turnê da Neojiba pela China acontece justamente com patrocínio da empresa, que tem sede global em Shenzhen. “Contei a ele e ficou todo mundo muito empolgado”, disse.
Entre ensaios, apresentações e passeios pelas cidades chinesas, muitos músicos descrevem a experiência como a realização de um sonho construído ao longo de anos dentro do programa. “A ficha só cai quando a gente sai do aeroporto e pensa: eu realmente estou aqui”, resumiu Marcelo Silva. “É a realização de um sonho”, completou.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
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