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Coluna

Desafio Ambiental: Sustentabilidade revoluciona a nova indústria de alimentos

Por Lenilde Pacheco

Desafio Ambiental: Sustentabilidade revoluciona a nova indústria de alimentos

O planeta certamente terá um acréscimo de 2 bilhões de habitantes ao longo dos próximos 30 anos. No início da década de 2050 teremos que alimentar 9,7 bilhões de pessoas, de acordo com projeções da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa equação só fechará no azul se toda a cadeia produtiva de alimentos alcançar maior produtividade, aliada à sustentabilidade.

 

A indústria de alimentos tem um elevado impacto no meio ambiente, em todas as etapas, desde o plantio até a embalagem, transporte e distribuição. A produção de alimentos requer grande extensão de terra, água e energia, podendo provocar degradação do solo, escassez de água e poluição do ar, contextualiza o especialista Augusto Cruz, autor do livro ‘Introdução ao ESG’, mestre em Direito, Governança e Políticas Públicas e professor da Universidade Salvador (Unifacs).

 


Augusto Cruz

 

A temática causa inquietação ainda maior se observado que a indústria alimentícia é uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa e utiliza fertilizantes em larga escala, enfatiza Augusto Cruz. “A agricultura, cada vez mais extensiva, reduz áreas florestais e impacta a fauna. Perde com os elevados índices de desperdício e depende da inovação no segmento de embalagens: vidro, alumínio, isopor e plástico”, destaca.

 

Revolução diária 
Em resposta à essa quase permanente prova de habilidades, a indústria de alimentos fixou metas em várias frentes para reduzir o uso de recursos naturais, capacitar profissionais, promover projetos sociais para o desenvolvimento de comunidades locais e promover a estratégica gestão de resíduos. Foi assim que a M. Dias Branco, uma das maiores indústrias de alimentos do Brasil, optou por revolucionar o seu dia a dia. Passou a integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, uma carteira formada por empresas de capital aberto com comprovadas práticas sustentáveis.

 

 

A companhia possui 17 unidades industriais no Brasil, uma delas em Salvador, onde produz biscoitos, massas, misturas para bolos e farinha de trigo. Dentre as principais práticas de sustentabilidade da M. Dias Branco, há o programa "Aterro Zero", cujo objetivo é evitar o envio de resíduos para aterros sanitários. A unidade de Jaboatão dos Guararapes (PE) já alcançou a meta em 2016 e outras quatro estão bem próximas. Somente em 2021, a unidade Jaboatão já evitou de dispor mais de 550t de resíduos em aterro.

 

A empresa adotou 800 hectares da Reserva Natural Serra das Almas, localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI), patrocinando a preservação da caatinga, a fim de compensar as emissões de gases do efeito estufa. O plano de transição da empresa para uma economia de baixo carbono contempla iniciativas que focam na mitigação das emissões e adaptação aos riscos climáticos. 

 

 

Para alcançar as metas públicas da Agenda Estratégica de Sustentabilidade 2030, a M. Dias Branco mantém grupos de trabalho focados, por exemplo, na redução do consumo de água para 0,40 m3/t de produtos; geração de energia eólica, reutilização de 30% da água consumida; zero resíduos enviados para aterros sanitários; recuperação de 28% de embalagens pós-consumo; adoção de duas marcas de produtos com selo carbono zero; utilização de 100% de embalagens plásticas de produto acabado reciclável ou compostável, ou biodegradável.

 

A prática sustentável – extremamente importante para a indústria de alimentos - tem sido observada por consumidores mais atentos e preocupados com questões ambientais e sociais. Como alertou o sociólogo John Elkington, autoridade mundial em responsabilidade corporativa sustentável, ao tratar do equilíbrio necessário entre lucro, pessoas e o planeta, no capitalismo moderno: quem não incorpora a sustentabilidade corre o risco de perder competitividade.