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Coluna

Arquitetando: A vantagem de ser gentil com a cidade

Por Ana Paula Macedo e Louise Calegari

Arquitetando: A vantagem de ser gentil com a cidade
Foto: Divulgação


Se tem uma coisa que todo mundo gosta e deve sempre ser compartilhada é a gentileza. Na arquitetura, esse gesto vem sendo muito utilizado para estabelecer a harmonia das pessoas com todo o ambiente a sua volta e possibilitar uma nova forma de convivência. O movimento de “Gentileza Urbana” reúne um conjunto de ações que promovem o urbanismo, sustentabilidade, paisagismo e cidadania com o intuito de melhorar o ambiente urbano. O mais bacana é que esse conceito, que resgata os pilares do bom urbanismo, se fortalece cada vez mais no Brasil por meio da iniciativa privada.
Na prática, essa simbologia do afeto e do carinho tem como principal objetivo transformar construções, sejam elas residenciais, comerciais ou públicas que passam a oferecer mais acessibilidade, sistemas de segurança, vegetação abundante, espaços pets, de lazer e convivência e sustentáveis, com propostas de reaproveitamento de água e otimização do uso de energia.

 

 

Nas ruas, “Gentileza Urbana” visa acolher e abraçar, com muros que ganham obras de arte em forma de pintura, mobiliários que servem como sombra para pedestres, paisagismo bem cuidado, adoção de praças com ciclovias e áreas esportivas, pontos de energia para recarga de telefone celular ou carros e, ainda, estações de troca de livros. O objetivo é gerar convivência e bem-estar para as pessoas, para que estas passem a utilizar àquele espaço com maior frequência e por mais tempo.

 

 

A onda da “Gentileza Urbana” veio parar em Salvador, capital da Bahia. Aqui, 15 empresas do mercado imobiliário se reuniram para transformar, à sua maneira, pedacinhos da cidade. O primeiro ponto escolhido foi o bairro do Horto Florestal, que ganhou o Horto Boulevard, considerado hoje o maior projeto com esse conceito do estado.

 

 

Entre as empresas que assinam a iniciativa estão a Amorim Barreto Empreendimentos, Capa Concepts, Grupo Civil, Prima Empreendimentos e o Almacen Pepe. Além disso, conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador, da Ademi-BA (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia) e da Associação Amo Horto. Uma ação conjunta e inédita para estimular o sentimento de pertencimento ao bairro, bem como a convivência e, que leva a assinatura dos arquitetos Ricardo Farias e Guilherme Takeda.

 



 

O projeto começará a ser executado no início de 2023, sendo prevista a implementação de nova pavimentação e, inclusive, a criação de novos mobiliários urbanos, com praças projetadas para atividades culturais, prática de esportes e diversão dos Pets. Para gerar melhorias climáticas, os espaços também ganharão zonas verdes, com ruas arborizadas e hortas. Se tudo der certo, vai ser uma prova de que, quando existe vontade coletiva e ideias sustentáveis, é possível sim melhorar ainda mais a cidade.