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Coluna

Doutor Pet: Os riscos de oferecer alimentos humanos aos pets

Por Centervet

Doutor Pet: Os riscos de oferecer alimentos humanos aos pets
Foto: Centervet

Hábito comum entre tutores pode trazer consequências para a saúde de cães e gatos. Quem convive com um cão ou gato provavelmente já passou por essa situação: basta sentar à mesa para receber olhares atentos e cheios de expectativa. Diante da insistência dos pets, muitos tutores acabam oferecendo pequenos pedaços da própria refeição como forma de carinho ou recompensa.

 

Embora pareça um gesto inofensivo, esse hábito merece atenção. Afinal, nem todos os alimentos consumidos pelos humanos são adequados para cães e gatos e, em alguns casos, podem trazer consequências importantes para a saúde dos animais.

 

Especialistas alertam que a alimentação é um dos pilares da saúde dos pets e que mudanças inadequadas na dieta podem contribuir para o desenvolvimento de problemas digestivos, metabólicos e até doenças crônicas.

 

NEM TUDO QUE É SEGURO PARA HUMANOS É SEGURO PARA OS ANIMAIS
Os cães e gatos possuem necessidades nutricionais muito diferentes das nossas. Enquanto os humanos consomem uma alimentação bastante variada, os pets precisam de uma dieta formulada especificamente para atender às demandas do seu organismo.

 

Além disso, muitos alimentos presentes na rotina das pessoas contêm ingredientes que podem ser difíceis de digerir ou inadequados para os animais, como excesso de sal, açúcar, gordura, condimentos e conservantes.

 

Por isso, um alimento que parece simples para uma pessoa pode representar um desafio para o organismo de um pet.

 

PROBLEMAS DIGESTIVOS ESTÃO ENTRE AS CONSEQUÊNCIAS MAIS FREQUENTES
Uma das primeiras consequências da ingestão de alimentos inadequados costuma surgir no sistema gastrointestinal.

 

Vômitos, diarreia, gases, desconforto abdominal e alterações no apetite estão entre os sinais mais comuns observados após o consumo de comidas humanas.

 

Em alguns casos, os sintomas são passageiros. Em outros, podem exigir avaliação veterinária e acompanhamento mais próximo, especialmente quando o animal apresenta sinais persistentes ou agravamento do quadro.

 

Além disso, mudanças bruscas na alimentação também podem gerar desequilíbrios na flora intestinal e dificultar a adaptação do organismo.

 

O EXCESSO DE "AGRADOS" PODE LEVAR À OBESIDADE
Outro problema bastante comum está relacionado ao ganho de peso. Muitos tutores acreditam que oferecer pequenas quantidades de comida não causa impacto significativo. No entanto, quando essa prática se repete diariamente, as calorias extras acabam se acumulando.

 

O resultado pode ser o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade, condições que atualmente estão entre os problemas mais frequentes observados na Medicina Veterinária.
O excesso de peso pode favorecer o aparecimento de diversas alterações, incluindo:

 

  • Dificuldades de locomoção
  • Sobrecarga das articulações
  • Problemas cardíacos
  • Alterações respiratórias
  • Redução da disposição
  • Menor qualidade de vida
  • Diminuição da expectativa de vida

 

Muitas vezes, o ganho de peso acontece de forma gradual, fazendo com que o tutor só perceba a mudança quando ela já está mais avançada.

 

ALGUNS ALIMENTOS EXIGEM ATENÇÃO ESPECIAL
Existem ingredientes que não devem fazer parte da alimentação dos pets e que merecem atenção redobrada dentro de casa.

 

Entre eles estão:

  • Chocolate
  • Uvas e uvas-passas
  • Bebidas alcoólicas
  • Café e produtos com cafeína
  • Cebola
  • Alho
  • Doces em geral
  • Alimentos com adoçantes artificiais
  • Preparações muito gordurosas
  • Alimentos excessivamente temperados

 

Por esse motivo, é importante evitar oferecer restos de comida e impedir que os animais tenham acesso livre a pratos, mesas e lixeiras.

 

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA É UMA FORMA DE PREVENÇÃO
Uma alimentação adequada contribui diretamente para a manutenção da saúde, da imunidade, do peso corporal e da qualidade de vida dos animais.

 

Quando o pet recebe os nutrientes necessários de forma equilibrada, as chances de desenvolver problemas relacionados à alimentação tendem a ser menores.

 

Por isso, antes de compartilhar qualquer alimento, o ideal é avaliar se ele é realmente seguro para o animal.

 

CARINHO NÃO PRECISA VIR DA COMIDA
Muitas vezes, oferecer um pedaço da refeição é uma forma de demonstrar afeto. Porém, existem maneiras muito mais seguras de agradar os pets.

 

Brincadeiras, passeios, enriquecimento ambiental, momentos de interação e petiscos próprios para cães e gatos são alternativas que fortalecem o vínculo entre tutor e animal sem colocar a saúde em risco.

 

Afinal, quando o assunto é bem-estar, cuidar também significa fazer escolhas pensando no que realmente é melhor para eles.

 

E, nesse caso, nem sempre dividir a comida é a maior demonstração de amor.