Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Hall

Coluna

Desafio Ambiental: Pan American Energy quer energia limpa com eficiência e sustentabilidade

Por Lenilde Pacheco

Desafio Ambiental: Pan American Energy quer energia limpa com eficiência e sustentabilidade

Dados recentes, divulgados pelo think tank de energia Ember, com sede em Londres, mostram que em julho, pela primeira vez, o Brasil gerou mais de um quarto de sua eletricidade a partir de energia eólica e solar. A Bahia vai ampliando o valor da sua contribuição neste cenário. A Pan American Energy, por exemplo, é uma das empresas que vem investindo no Estado e está prestes a operar o Complexo Eólico Novo Horizonte.

 

A perspectiva de crescimento da energia limpa no Brasil é positiva. Em 2023, as importações de painéis solares e as implantações sustentam o ritmo recorde alcançado no ano passado. O analista de dados da Ember, Nicolas Fulghum, explica que o Brasil já está entre os 25 países do mundo que atingiram a marca de um quarto de energia eólica e solar em um mês inteiro. “Houve uma mudança real na transição de energia limpa do Brasil, com o crescimento da energia eólica e solar neste ano duas vezes mais rápido do que em 2022”, confirma Fulghum.

 

No semiárido baiano, com a chegada dos equipamentos, em 10 dias foram montadas quatro das 94 turbinas que irão compor o Complexo Eólico Novo Horizonte - previsto para começar a operar no primeiro trimestre de 2024. Cerca de 70% dos serviços estão concluídos, num projeto que prevê investimentos de R$ 3 bilhões, parte deles (R$ 1,2 bilhão) obtida por meio de empréstimos do BNDES e do Banco do Nordeste.   


Enrique Lusso

 

O Complexo Eólico Novo Horizonte é formado por 10 parques localizados em seis municípios baianos: Novo Horizonte, Boninal, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Piatã. Ao todo, terá 423 MW de capacidade instalada, energia suficiente para abastecer cerca de 1 milhão de residências brasileiras, números que o colocam entre os 10 maiores do Brasil.    

 

“Participamos da transição energética global, ampliando nossa atuação em energias renováveis certos de que esse é o melhor caminho para a sustentabilidade do planeta”, afirma Enrique Lusso, vice-presidente de Desenvolvimentos Internacionais do grupo Pan American Energy. “Dessa forma, contribuímos para o desenvolvimento socioeconômico da região onde a empresa está presente, com responsabilidade ambiental”, acrescenta o diretor-geral da empresa no Brasil, Alejandro Catalano.  

 


Alejandro Calatano Dupuy

 

A Pan American Energy é uma companhia energética global, com forte presença em países da América Latina: Argentina, Bolívia, Uruguai, Paraguai, México e Brasil. O grupo conta com 21 mil empregados e fornecedores. Com mais de 70 anos de experiência na indústria, é o principal produtor, exportador, empregador e investidor privado do setor energético na Argentina, onde tem três parques eólicos em operação. A companhia desenvolve sua atividade na geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis e tradicionais. 

 

Com todos os aspectos positivos que cercam a mudança da matriz energética, o especialista em Direito, Governança e Políticas Públicas, professor da Unifacs, Augusto Cruz, observa que os parques eólicos exigem cuidados ambientais significativos para garantir a geração de energia a partir do vento de maneira sustentável e com o mínimo impacto ambiental. “É inegável a relevância da energia limpa e seus benefícios”, ressalva. “Mesmo assim, o setor precisa manter atualizado o debate sobre os impactos em áreas circundantes, tanto para a biodiversidade quanto para comunidade local”.  

 


Professor Augusto Cruz

 

Augusto Cruz assinala que a interferência causada por parques eólicos vai muito além da flora e da fauna. Em razão dos diversos problemas sociais relacionados ao ruído dos equipamentos em operação, por exemplo, surgiu como proposta o uso de uma licença social como ferramenta para garantir a implantação dos empreendimentos sem maiores impactos para o empreendedor e para a comunidade. “É plenamente possível conjugar os interesses de ambos os lados e ajustar condutas, evitando danos à cultura e ao modo de vida local. Minimiza riscos de despesas com multas ambientais, embargos e reduz possíveis tensões sociais”, finaliza.