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Marca baiana inova ao criar joias em ouro e prata inspiradas na diversidade marinha da Baía de Todos-Os-Santos

Por Nathalí Brasileiro

Marca baiana inova ao criar joias em ouro e prata inspiradas na diversidade marinha da Baía de Todos-Os-Santos
Fotos: Maria Paula Romano | Marcella Figueiredo | João Regis

Entre o brilho do ouro e a solidez da prata, a marca baiana Palma transforma metais preciosos em mais do que simples adornos. A partir do toque e da mente criativa de Luísa Alves, cada joia carrega um pedaço da identidade cultural da Bahia, um reflexo das riquezas naturais e das histórias que se entrelaçam nas águas da Baía de Todos-os-Santos. Advogada por formação, Luísa trocou o mundo corporativo por algo mais intuitivo e criativo: a arte da ourivesaria.

 

"Atuei em grandes empresas, como o antigo Grupo OAS e a JHSF, e depois migrei para o Itaú, sempre dentro do universo corporativo. Mas, em 2019, percebi que esse não era o meu caminho", contou Luísa em conversa com o BN Hall.

 


 

Desde pequena, ela percebeu que tinha uma veia artística e experimentou diferentes formas de expressão, como a fotografia e a escrita, mas nunca as viu como uma profissão. Em São Paulo, decidiu estudar ourivesaria – a arte de trabalhar com ouro e prata – e se encantou de imediato. "Era um mundo novo, e eu me apaixonei. Mas senti falta de aprofundar no design, então cursei design de joias. Ali, percebi o meu lugar. Foi então que nasceu a Palma", afirmou.

 

A escolha pelo nome da marca, à qual iria dedicar sua vida, não foi por acaso. “O nome Palma tem um significado profundo, que se conecta com dois dos nossos pilares: a poesia e a regionalidade. Diz respeito ao toque das mãos, por onde sentimos o mundo. Mas também à palma árvore, a palmeira, que faz parte da vegetação nativa do litoral, e à palma cacto, símbolo do sertão nordestino – resistente, versátil e adaptável, usada tanto na alimentação dos animais quanto na humana”, detalhou.


 

Na conversa, Luísa ainda explicou que vê cada peça como um amuleto carregado de história. “Trabalhar com ouro 18k e prata é lidar com materiais que não perecem facilmente. Mas, mais do que isso, me permite encontrar poesia nas pequenas coisas, criar joias que vão além da beleza, peças que carregam memórias e significados, que podem atravessar gerações e resistir ao tempo”, declarou. Além dos metais nobres, a Palma incorpora gemas naturais, como topázios e diamantes, ampliando a durabilidade e o valor simbólico de cada criação.

 

 

O processo criativo é um mergulho na observação e na experimentação. "Cada peça nasce de uma ideia, de um conceito. Depois vem a pesquisa, os desenhos, os testes em cera, até chegar à versão final. E sempre com muita troca entre projetista e ourives", revelou.

 


 

Essa criatividade marca a mais recente coleção, "Sargaço", que traz um olhar inusitado para elementos pouco explorados da Baía de Todos-os-Santos. "O sargaço é visto por muitos como algo sem valor, mas ele é berço da diversidade marinha. Essa coleção é um manifesto sobre a beleza que ignoramos no cotidiano. Por isso, escolhemos elementos como a pinaúna e a uva do mar", revelou.

 

 

Para traduzir essa riqueza em joias, Luísa se aprofundou na pesquisa e dialogou com comunidades locais, incluindo os pescadores de Itapuã e a Aliança Kirimurê. Entre as peças mais marcantes, está a que homenageia a pinaúna, ouriço-do-mar historicamente subestimado. "Ela é um símbolo perfeito: por anos, seu valor foi negligenciado, sendo consumida apenas pela comunidade pescadora", disse.

 


 

O futuro da Palma é lapidado com a mesma essência das joias. "Quero trazer um olhar de preciosidade para o que não é óbvio na nossa cultura. Da Sargaço à Palma, o que você pode esperar é isso: um brinde à nossa identidade, feito por mãos e cabeças baianas", concluiu. Todas as peças da marca podem ser encontradas na loja online da Palma.


 

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