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Educação financeira na infância? Assessor de investimentos dá dicas para preparar os pequenos para um futuro financeiramente organizado

Por Alexandre Brochado / Manuela Meneses

Educação financeira na infância? Assessor de investimentos dá dicas para preparar os pequenos para um futuro financeiramente organizado
Foto: Divulgação

O Dia das Crianças, comemorado nesta quinta-feira (12), é uma data que celebra a infância, mas também é uma oportunidade para refletir sobre a importância de preparar os pequenos para um futuro cheio de possibilidades e de responsabilidades. Com isso, é essencial ensinar desde cedo sobre a educação financeira, para que saibam gerenciar o dinheiro de uma forma saudável. Para ajudar nesse assunto, David Carneiro, sócio e assessor de investimentos da BP Investimentos, conversou com o BN Hall e deu algumas dicas.

 

Na entrevista, ele explicou que um dos principais pilares da educação financeira ainda é o planejamento. “Na prática, é entender que se eu quero acessar eventualmente algum produto, algum serviço, algum brinquedinho, eu preciso me organizar para aquilo. Os desejos podem ser alcançados em troca de uma organização. Outro conceito é o esforço de valor ao longo do tempo. Para planejar, tenho a ação. Primeiro, eu preciso planejar: o que eu preciso, entender o quanto de dinheiro eu preciso para acessar tal coisa e o que eu preciso fazer para guardar, fazer ou melhorar a poupança”, exemplificou. 

 


(Foto: Reprodução/Canva)

 

De acordo com o especialista, um outro passo para introduzir os pequenos nesse caminho é ensiná-los sobre a importância de criar um orçamento, fazer com que eles descubram o custo de alcançar seus objetivos e quanto tempo levará para atingi-los.

 

“Um lar, um ambiente onde a criança cresce com responsabilidade financeira e pais bem educados financeiramente, permite que eles tenham uma estabilidade maior, o que, por si só, já ajuda muito. Ao mesmo tempo, mostrar para as crianças desde cedo a importância do esforço e da ação para que sejam atingidos os seus objetivos”, instrui o assessor de investimentos. "No mundo como hoje, de vontades, a gente precisa saber separar claramente o que é necessidade e o que é supérfluo, mas objetivamente o quanto estou disposto a abdicar para esse supérfluo. Com isso, a gente cria uma roda, uma engrenagem que vai levar sempre a um ambiente saudável e estável, de compreender: 'Poxa, eu preciso me planejar'. 'Poxa, eu preciso depois de me planejar, executar esse planejamento para acessar ali o que meu orçamento está a dizer’”, completou.

 

Ainda segundo David, uma das opções para auxiliar os pequenos é fazer o planejamento utilizando meios de investimento que conciliam baixo risco, bom retorno e com alta liquidez. “Essa ferramenta normalmente está dentro do que a gente chama de renda fixa, especialmente os títulos públicos funcionam muito bem. São títulos emitidos pela União, pela Secretaria do Tesouro, então a gente tem um risco baixíssimo e tem boa liquidez diária. Você consegue acessar esse recurso, resgatar diariamente e efetivamente, hoje a níveis ainda atuais, a gente tem um bom retorno melhor do que poupança”, explicou.

 

O assessor também ressalta que, a médio e longo prazo, é aconselhável manter uma carteira de investimentos mais diversificada, buscando um equilíbrio entre risco, retorno e liquidez. No entanto, é importante também considerar outros fatores, como investimentos em renda variável, ativos internacionais e outras opções.

 

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