Conheça o Maimbê, fast-food de comida baiana que celebra a cultura afro-brasileira
“Cozinheiro por paixão”, é assim que se define o publicitário Felipe Gomes. Nascido e criado em Itapuã, em Salvador, ele transformou o gosto pela cozinha em profissão e, desde 2023, comanda o Maimbê, um restaurante fast-food que trabalha exclusivamente com comida baiana e celebra a cultura afro-brasileira.
Em conversa com o BN Hall, Felipe contou que a gastronomia sempre esteve presente em sua vida. “Tive o privilégio de vir de uma família em que todos amam comer, cozinhar e celebrar”, relembrou. Primeiro da família a concluir o ensino superior, ele passou por diferentes áreas antes de migrar para a cozinha. “Durante um trabalho como publicitário, tive a oportunidade de gerenciar e inaugurar um restaurante. Foi nesse momento que comecei minha transição da comunicação para a gastronomia. Desde então, venho estudando e aperfeiçoando meu conhecimento e técnica”, destacou.
O interesse pelo empreendedorismo também foi decisivo em sua trajetória. “Sempre quis criar algo meu, mas não sabia com o que nem como seria. Esse desejo se manteve vivo até que fui desligado do meu último emprego e decidi colocá-lo em prática. Comecei a estudar e me profissionalizar”, contou.
Fruto de muita pesquisa, o Maimbê nasceu com a proposta de ser um fast-food de monoproduto, com o abará como carro-chefe. “Me encantei pelo conceito de uma comida rápida e focada em apenas um tipo de produto. Inspirado nos abarás recheados que tia Sandrinha sempre fazia nas festas, sempre foi um alimento que eu amava e não encontrava em outros lugares. Assim surgiu a ideia do Maimbê”, explicou.
O cardápio foi se expandindo e hoje oferece, além de abarás e bobós, mariscos, sanduíches e saladas. Entre os pratos que se destacam estão o sanduíche de pão delícia com maionese de dendê, picles de maxixe e carne de fumeiro; o abará com bobó de camarão fresco; e o arroz de Hauçá.
O nome do restaurante carrega um significado íntimo e representativo. “O nome ‘Maimbê’ refere-se a um caminho espiritual que conecta os seres humanos às divindades e ao mundo espiritual, sendo uma celebração da cultura afro-brasileira. Quando li esse significado, não tive dúvida de que seria o nome ideal para o restaurante”, contou Felipe. Ele ressaltou ainda que, para ele, falar da comida baiana é falar da África, berço de grande parte da cultura local. “Por isso, nós exaltamos essa identidade africana em nossa comunicação, identidade visual, músicas e produtos, na arquitetura e em tudo que fazemos”, destacou.
Segundo ele, a recepção do público tem sido muito positiva e motivadora. “O encantamento das pessoas pela nossa marca tem me surpreendido. Sinto que estamos gerando a mudança que queríamos desde o início e recebemos muito feedback positivo dos baianos e turistas que nos visitam. Isso é fruto de muita dedicação minha e da equipe”, disse.
O crescimento do Maimbê levou a uma mudança de endereço há dois meses. Agora, na Rua Marquês de Caravelas, na Barra, o espaço funciona também como empório, reunindo produtos criativos, pratos baianos, artesanato e música.
Às vésperas de completar dois anos, Felipe revelou os próximos passos da marca. “Planejamos expandir o delivery e buscar parcerias. Também queremos fazer algumas alterações no cardápio e levar o Maimbê para a praia com nossos carrinhos. Quem sabe, no próximo ano, realizar as tão sonhadas noites de acarajés no tabuleiro. São muitos desejos, mas tudo será feito com a empresa mais organizada e estruturada”, completou.
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