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VÍDEO: Marcelo Sangalo dá show durante participação em desfile de Ivete Sangalo no Fortal
Por Redação
Marcelo Sangalo voltou a aparecer entre os músicos de Ivete Sangalo em um show. O jovem, que chegou a fazer parte da Banda do Bem, que acompanha a cantora nas apresentações, fez uma participação no desfile da mãe durante o Fortal 2026, no último domingo (26).
Na ocasião, Marcelo esteve ao lado da artista durante o desfile do bloco 'Se Lança', e o momento foi compartilhado por Ivete nas redes sociais.
O momento entre mãe e filho foi elogiado por fãs e famosos no Instagram. "Que coisa mais linda", escreveu Tata Werneck. "Esse toca, vi desde pequenino já tocando e ensaiando mto com os mestres", comentou Vanessa da Mata.
Além da percussão, Marcelo é apaixonado pela música eletrônica e em junho deste ano fez a estreia em um grande palco ao lado de André Marques, amigo da família, durante o Quartzo, festival de música eletrônica que aconteceu em Goiás.
Recentemente o artista teve o primeiro lançamento como DJ, a faixa 'Latin Tricks' em parceria com o duo Chemical Surf. O adolescente assinou a composição e comandou o kit de percussão na parceria.
Em release de divulgação da faixa, o filho de Ivete celebrou a parceria: "É uma música muito especial pra mim. É um prazer enorme fazer parte desse lançamento com o Chemical Surf, artistas que sempre foram referência para mim e pra muita gente. Tô muito feliz de ter somado na percussão dessa faixa", declarou.
Governo Lula convoca embaixador na Argentina após ataque de Milei a Moraes
Por Guilherme Pimenta | Folhapress
O governo Lula convocou o embaixador do Brasil na Argentina após o ataque do presidente Javier Milei ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no último sábado (25), em São Paulo.
A decisão foi revelada pelo UOL e confirmada pela Folha. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que a decisão foi tomada na madrugada deste domingo (26). O embaixador Julio Bitelli chegará ao Brasil nesta segunda-feira (25).
A convocação de um embaixador é um dos principais instrumentos diplomáticos de demonstração de descontentamento entre países. Ao chamar seu representante de volta para consultas, um governo sinaliza que considera a relação bilateral em um momento de tensão e avalia os próximos passos de sua política externa.
Ontem, o presidente argentino chamou Moraes de "lixo careca" por não ter autorizado que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso em Brasília por tentativa de golpe de Estado. A declaração fez parte de um longo discurso de Milei na convenção do PL que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Integrantes da cúpula do Itamaraty ouvidos pela Folha afirmam que a convocação do embaixador brasileiro na Argentina para consultas não encontra precedentes desde que Brasil e Argentina retomaram a democracia, na década de 1980. Diplomatas dizem não se recordar de episódio semelhante nem mesmo durante o período dos regimes militares nos dois países, o que reforça o caráter excepcional da medida adotada agora para manifestar o descontentamento do governo brasileiro.
Bitelli já havia sido chamado a Brasília em 2024, mas para consultas internas e troca de informações sobre a relação bilateral entre os dois países. Desta vez, a convocação tem caráter distinto e serve para expressar o desagrado do governo brasileiro com a postura de Milei.
A medida da convocação do embaixador não implica, necessariamente, rompimento de relações diplomáticas, mas funciona como um gesto político de forte peso simbólico, frequentemente adotado em resposta a crises, declarações consideradas ofensivas ou decisões do outro país.
Moraes negou o pedido de Milei logo após ter proibido visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai por 90 dias.
Julio Bitelli é titular do posto diplomático na Argentina desde 2023, quando foi aprovado pelo Senado. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estava em deslocamento da Ásia para o Brasil e ficou sabendo das ofensas ainda durante o voo.
Logo após a fala de Milei contra Moraes, o presidente do STF ministro Edson Fachin, criticou a postura do presidente argentino. Em nota, disse que "a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados".
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (27). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.
Natural de Porto Alegre (RS), Bruno Monteiro é jornalista, gestor cultural e produtor. Com sólida trajetória na comunicação pública e na articulação cultural, atuou no Ministério da Cultura e em diversos projetos de gestão e políticas públicas pelo país. Na Bahia, assumiu a Secretaria de Cultura (Secult-BA) em 2023, liderando frentes voltadas para a descentralização dos investimentos, a valorização do patrimônio material e imaterial e o fortalecimento do setor cultural baiano.
Durante a entrevista, o secretário deve apresentar um balanço das ações da Secult-BA, detalhar a aplicação dos recursos e editais de fomento no estado, além de debater os desafios, projetos e os rumos da política cultural na Bahia.
Confira os episódios anteriores no Spotify:
BTG-Nexus: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em rejeição entre presidenciáveis
Por Victor Hernandes
O senador Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição entre os candidatos à Presidência da República na disputa eleitoral de 2026. Segundo a 7ª rodada da pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta segunda-feira (27), o candidato ao Governo Federal pelo Partido Liberal (PL)aparece com 50% na taxa de rejeição geral.
O índice mostrou o percentual de eleitores que afirmam que não votariam de jeito nenhum no candidato. Na segunda colocação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 48% de rejeição, seguido por Cabo Daciolo com 38%, Romeu Zema: 32%, Ronaldo Caiado: 29%, Renan Santos: 27% e Augusto Cury: 26%
Já na taxa de rejeição líquida, que considera a rejeição apenas entre os eleitores que conhecem o candidato, as taxas foram:
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Cabo Daciolo: 72%
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Augusto Cury: 66%
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Ronaldo Caiado: 55%
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Renan Santos: 52%
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Flávio Bolsonaro: 50%
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Lula: 48%
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Romeu Zema: 47%
PERFIL DE REJEIÇÃO
A rejeição do presidente Lula é maior na região Sul (64%), entre evangélicos (62%), eleitores com ensino superior (57%) e com renda acima de 5 salários mínimos (58%). Já a de Flávio Bolsonaro apresenta maior rejeição no Nordeste (60%), entre as mulheres (58%), eleitores com ensino fundamental (59%) e renda de até 1 salário mínimo (63%).
Em um cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, 21% do total de eleitores votariam por rejeição. Entre os eleitores de Flávio, 32% votariam nele apenas para derrotar Lula; já entre os eleitores de Lula, 14% o escolheriam apenas para derrotar Flávio.
Entre os eleitores que dizem votar em alguém para evitar a vitória de outro, 64% querem evitar a vitória de Lula e 31% querem evitar a vitória de Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.
A cantora Alinne Rosa fez um desabafo nas redes sociais após ser atingida por um copo durante o desfile no último sábado (25), no Fortal, micareta de Fortaleza.
Em vídeo compartilhado no Instagram, a artista agradeceu as mensagens de apoio que recebeu após o ocorrido e revelou a chateação após o episódio de agressão.
“Estou bem, mas o que aconteceu me fez pensar muito. Eu estava trabalhando, fazendo o meu show, e isso simplesmente não pode ser tratado como algo normal. A gente precisa parar de normalizar esse tipo de comportamento. Hoje foi um copo, amanhã pode ser uma lata, depois uma pedra.”
Para Alinne, a situação reflete também a questão da violência contra a mulher, que é "normalizada" ao ponto de acharem tranquilo o que aconteceu com ela durante a apresentação.
"Não estou falando só por mim, mas por todas as mulheres que já foram agredidas enquanto simplesmente tentavam viver, trabalhar e existir. Nenhuma mulher deveria ter medo de ocupar um espaço que é dela por direito."
SOBRE O CASO
Alinne Rosa foi atingida no rosto por um copo arremessado por um folião que acompanhava o desfile do bloco da baiana no Fortal.
Um registro que circula nas redes sociais mostra o exato momento que o objeto é arremessado em direção ao trio. Nas imagens, ainda é possível ver o autor da agressão rindo da situação.
Não foram divulgadas informações sobre possíveis ferimentos após a agressão. Também não há confirmação sobre o registro da ocorrência junto à Polícia Civil do Ceará.
Um policial militar, identificado como Maurício Dantas dos Santos, integrante da Companhia Independente de Policiamento Tático do Sul (CIPT Sul/Rondesp Sul), morreu após ser baleado durante uma abordagem na noite de domingo (27), no distrito de Santo Antônio, zona rural de Ilhéus, no Litoral Sul.
O policial teria sido atingido por um disparo na região das costelas durante a ocorrência. Ele foi socorrido em estado gravíssimo para o Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, onde sofreu três paradas cardiorrespiratórias. Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu aos ferimentos. As informações são do site Verdinho Itabuna.
A ocorrência teve início quando equipes da Rondesp Sul retornavam de um trabalho realizado na festa da padroeira do distrito de Rio do Engenho. Durante o deslocamento pela estrada rural, os policiais avistaram dois homens em uma motocicleta e decidiram realizar a abordagem.
Ainda conforme as informações, durante a interceptação, um dos ocupantes da motocicleta teria reagido, sacando uma pistola e disparando contra a viatura policial.
No confronto, o soldado Maurício Dantas dos Santos foi baleado. As circunstâncias da ocorrência devem ser apuradas.
Governo Lula tem 36% de avaliação positiva e 43% de ruim/péssimo, aponta BTG-Nexus
Por Victor Hernandes
Uma pesquisa realizada pela Nexus e pelo BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (27) apresentou dados relacionados à avaliação do desempenho do Governo Lula. Conforme o levantamento acessado pelo Bahia Notícias, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerado como ótimo/ bom por 36% da população.
Deste percentual, 15% consideram o governo como ótimo e 21% bom. Os outros números mostram ainda que 20% consideram a gestão regular. Já nos índices de ruim/péssimo, o governo marcou 43%, sendo 9% ruim e 34% péssimo.
Não sabem ou não responderam somam 1%. Quando questionados se aprovam ou desaprovam o trabalho que o presidente vem fazendo, os resultados foram:
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Aprova: 47%.
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Desaprova: 49%.
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Não sabem ou não responderam: 4%.
A aprovação do governo registrou variação em diferentes regiões do país. O maior índice de aprovação está no Nordeste (62%), enquanto o menor está no Sul (33%).
PERFIL DOS ENTREVISTADOS
O governo é mais aprovado pelas mulheres (54%) do que pelos homens (40%). Católicos (54%) e pessoas sem religião (55%) aprovam mais o governo do que evangélicos (33%), segmento onde a desaprovação chega a 64%.
A aprovação é mais alta entre quem ganha até 1 salário mínimo (62%) e cai para 38% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos.A faixa de 60 anos ou mais é a que mais aprova o governo (60%). Outros dados mostraram que 40% consideram o momento atual da economia melhor que o do governo anterior (dezembro de 2022), enquanto 42% consideram pior. Já 43% afirmam que sua situação financeira está melhor do que no governo anterior, e 33% dizem estar pior.
Para os próximos seis meses, 33% acreditam que a economia do país vai melhorar, enquanto 32% acham que vai piorar. Já em relação à própria vida financeira, 47% esperam melhora.
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral pelo código BR-01489/2026.
Opinião: Um calo “Master” no pé de Jaques Wagner
Por Fernando Duarte
Até há alguns meses, o senador Jaques Wagner (PT) não era só candidato a reeleição como também era considerado um dos favoritos na corrida. Tanto que o PT e o governo, ao invés de pensar em abrir espaço para uma sigla aliada, bancaram o nome dele e o do também ex-governador Rui Costa (PT) em uma chapa “puro-sangue”, completada pela tentativa de reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT). Todavia, o escândalo do Banco Master se tornou uma pedra no sapato de Wagner ao ponto de pairarem dúvidas sobre ele ser imbatível no processo eleitoral de outubro.
O ex-líder do governo Lula nega qualquer implicação legal com o escândalo. Sequer consegue enxergar problema moral no fato de ter pedido apoio de Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, para comprar um apartamento de luxo na capital baiana. Só que, desde que Wagner emergiu como um potencial dano colateral da investigação, o senador não deixa o noticiário nacional, com reflexos também na imprensa baiana. E, por mais que o entorno dele tente fazer acreditar que não houve ranhura na imagem do ex-governador, é improvável que Wagner passe ileso a esse turbilhão ao qual foi tragado.
O episódio do pedido de compra do apartamento a Augusto Lima já havia sido mal explicado. Por mais que haja uma relação, é difícil encontrar uma amizade que implique o risco de R$ 2,5 milhões apenas como um “apoio”. Ou talvez seja necessário que revisemos nossos círculos de amizade. Desde que eclodiu a narrativa, em meio a uma fase da Operação Compliance Zero, Wagner naturalizou o episódio e não se privou de responder. A justificativa, entretanto, pareceu constrangedora, ao mesmo tempo em que foi incapaz de causar rubor na face dele.
Agora, a venda de um terreno com valorização de 115 vezes em Camaçari é a estrela dos holofotes contra o senador. Tratada como “palhaçada” pelo próprio Wagner, a investigação do Master bloqueou bens que estavam em processo de venda do ex-governador. Um apartamento também de luxo no Corredor da Vitória, no valor de R$ 10 milhões, e um terreno ao lado do novo empreendimento do Grupo City, em Camaçari, no valor de R$ 15 milhões. Ambos, segundo o próprio senador, vendidos dentro da mais absoluta legalidade.
No entanto, o terreno à margem de uma rodovia concebida pelo próprio Wagner enquanto governador e supervalorizado após um acordo envolvendo o Grupo City, o governo da Bahia e o município de Camaçari (ora sob administração do petista Luiz Caetano), se torna um incômodo para quem está às vésperas de retornar às urnas. Na pior das hipóteses, os adversários podem argumentar advocacia administrativa para manchar a relação do senador com o eleitorado. Na melhor, vão jogar na disputa que Wagner tem muito a explicar, com dezenas de perguntas não respondidas a serem exploradas durante a campanha.
É claro que isso não coloca Wagner como um azarão para a reeleição. Ele, ao lado de Rui Costa, ainda mantém certo nível de favoritismo, dado o recall eleitoral, o uso da máquina estadual e federal e a própria história construída a partir do mito do responsável pela derrocada do carlismo em 2006. Contudo, achar que tudo isso não passa de uma marolinha é dar chance ao ocaso. E, convenhamos, nem Wagner nem o PT parecem estar dispostos a correr esse risco.
Cortes no orçamento do BC ameaçam segurança e inovação do Pix
Por Adriana Fernandes | Folhapress
A redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix, sistema de pagamentos instantâneos por onde passam cerca de R$ 3 trilhões em transações por mês.
Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix e traz alto risco operacional, além de representar uma ameaça para a segurança contra ataques de hackers.
Procurado desde a sexta-feira (24), o ministério do Planejamento não respondeu ao pedido de informações da reportagem. Já o BC afirmou que seus sistemas são projetados com altos padrões de segurança e solidez. "O aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix é uma das ações permanentes da agenda do BC", disse a autoridade.
Um episódio recente ilustra a instabilidade orçamentária do Pix. Em junho, após o corte de R$ 92 milhões no orçamento do BC feito pelo governo Lula, a renovação de um conjunto de contratos de serviços de tecnologia que sustentam o funcionamento do sistema de pagamentos, usado por 80% da população, ficou em risco.
O congelamento ocorreu mesmo depois de a autarquia ter feito um alerta de que precisaria de mais R$ 30 milhões em relação à dotação aprovada pelo Congresso. Diante do risco do cancelamento de contratos, o governo federal fez, sem alarde, uma operação de emergência e liberou R$ 45 milhões por meio de crédito suplementar orçamentário.
Até o momento, porém, não houve a liberação do bloqueio de recursos feito em maio, e a necessidade é hoje de R$ 75 milhões para evitar corte de investimentos.
O orçamento geral do BC para despesas discricionárias neste ano, que inclui a verba para o Pix, está em R$ 444 milhões, segundo a posição de julho. Técnicos ouvidos pela Folha alertam que valores inferiores a R$ 500 milhões elevam significativamente o risco de falhas do sistema.
A expectativa é que, com o desbloqueio geral de R$ 5,7 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano, anunciado na sexta (24), o BC receba um alívio financeiro.
Um integrante da equipe econômica do governo disse à reportagem que o BC será beneficiado pela liberação dos recursos e que o problema orçamentário da autarquia para o Pix será resolvido no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2027, a ser enviado no final de agosto ao Congresso.
A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista recente à Folha disse que não faltarão recursos para o Pix.
Galípolo já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.
O governo Lula é contra a PEC, que aguarda para ser votada em agosto pelo Senado.
O ano de 2024, quando o BC teve de adiar muitos investimentos previstos para o Pix, foi especialmente complicado, segundo relatos feitos à Folha. Para 2026, está prevista uma ampliação do data center e a compra de máquinas de armazenamento de dados, que, na configuração atual, estão chegando no limite da capacidade, trazendo riscos para a recuperação dos dados em caso de parada do sistema.
RISCO DE ATAQUES HACKERS
O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos recebeu atenção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que defende a autonomia financeira do BC.
Em relatório publicado na quinta-feira (23), o fundo elogiou o Pix por acelerar a inclusão financeira, mas recomendou que a supervisão do sistema seja fortalecida para evitar ataques cibernéticos e fraudes. O fundo também sugere que o gerenciamento de risco do Pix e a supervisão englobem as maiores instituições financeiras e os provedores de serviços.
A segurança cibernética virou prioridade após o ataque registrado em junho de 2025 contra a C&M Software, conectada ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC,, a base tecnológica e a infraestrutura que processa o Pix. Os hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão.
Embora o sistema do BC que roda o Pix nunca tenha sido invadido pelos hackers, o episódio do ano passado marcou o orgão regulador e todo o setor bancário brasileiro.
Segundo pessoas que acompanham o assunto, o abalo com a invasão foi tão forte dentro do BC que recentemente, quando cinco novos servidores aprovados em concurso chegaram para integrar a equipe do Pix, representantes do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), responsável pelo SPI, trataram de contar no primeiro dia de trabalho os dois marcos fundamentais para o sistema.
O primeiro é a criação do Sistema de Pagamentos Brasileiro em 2001, e o segundo, o ataque hacker do ano passado.
Pela importância do Pix nos pagamentos, poucos no BC e no sistema financeiro falam publicamente sobre os riscos de falhas paralisarem o sistema ou da possibilidade de novas invasões.
Nos bastidores, porém, vários representantes do setor bancário e especialistas relembram o apagão de energia que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que levou ao racionamento de energia, de junho de 2001 a março de 2002. A falta de investimentos no sistema elétrico colaborou para o apagão.
O vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores do BC, Guilherme Solino, diz que o sistema central do Pix não está livre de uma invasão por hackers com a precarização da infraestrutura.
"Não precisa acontecer um ataque no sistema para virar um problema. Hoje, a gente já está em estado de alerta e estamos trabalhando com os recursos disponíveis cada vez mais escassos e falta de servidores", diz Solino, que trabalha no departamento de sistema de pagamentos.
Após os ataques hackers, as instituições financeiras também estão reforçando os sistemas de proteção e apoiado o BC para que o orçamento da autarquia reforçado. De acordo com um executivo de um grande banco brasileiro, a prioridade neste momento é a segurança cibernética e fiscalização para evitar invasão de hackers e fraudes.
Para Ivo Mósca, diretor de produtos, serviços e segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a restrição orçamentária e a redução da capacidade de servidores têm prejudicado a evolução do Pix. "Dá para a gente lembrar que o BC já teve ambições em termos de agenda e evolução do Pix com uma velocidade muito maior do que ela vem acontecendo."
Defesa Civil recomenda demolição parcial de imóvel após incêndio no Engenho Velho da Federação
Por Redação
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) recomendou, neste domingo (26), a demolição de um prédio comercial que pegou fogo na Rua Apolinário de Santana, bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, neste final de semana. As chamas começaram na madrugada de sábado e assolaram o imóvel durante toda a manhã de domingo. Não houve registro de feridos.
O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, que realizou o trabalho de rescaldo e o resfriamento da estrutura. Logo após, uma equipe da Codesal já realizou a vistoria no imóvel e, devido às condições prejudiciais da estrutura, fez encaminhamento ao órgão municipal competente, para que ele efetue a demolição das partes instáveis da cobertura, do revestimento lateral esquerdo e do fundo do imóvel, onde houve desprendimento de fragmentos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).