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zelia gattai
A Fundação Casa de Jorge Amado, localizada no Largo do Pelourinho, em Salvador, inaugura dois novos espaços expositivos nesta sexta-feira (12), às 10h, em atividade exclusiva para a imprensa e convidados. As novas salas serão dedicadas à escritora Zélia Gattai e à ialorixá e escritora Mãe Stella de Oxóssi.
O espaço voltado a Zélia Gattai reunirá fotos, manuscritos e objetos pessoais que integram sua trajetória como escritora e fotógrafa. Já a sala em homenagem a Mãe Stella de Oxóssi fará parte da Casa Exu 47, ambiente permanente dedicado ao orixá Exu, escolhido por Jorge Amado como guardião da Casa.
Paloma Amado e João Jorge Amado, filhos de Zélia Gattai e Jorge Amado, estarão presentes na inauguração dos dois novos espaços. O público terá acesso a partir das 12h.
“Os dois novos espaços são parte da maior reforma realizada na Fundação Casa de Jorge Amado desde a abertura da Casa, em 1987. No ano passado, entregamos ao público uma instituição completamente renovada. Este ano, demos continuidade à integração dos casarões 47, 49 e 51, visando reafirmar o papel da Fundação como centro vivo de cultura, memória e literatura. Esses novos ambientes dedicados às escritoras Zélia Gattai e Mãe Stella de Oxóssi simbolizam a força feminina e a pluralidade cultural da Bahia”, afirmou Angela Fraga, presidente da instituição cultural.
A Fundação Casa de Jorge Amado é um patrimônio que se renova. De acordo com Angela Fraga, o futuro da instituição é de continuidade e movimento: “Queremos que essa casa não seja apenas um depósito de documentos, mas um lugar de encontro, criação e produção cultural.”
“Nossa luta é diária, sempre buscando reafirmar-se como um dos mais importantes espaços de memória e cultura do país. Agora, ainda mais plural, feminino e baiano, celebramos o legado de Jorge Amado, Zélia Gattai, Myriam Fraga e Mãe Stella como vozes que continuam a inspirar o Brasil”, finalizou.
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A retomada das atividades culturais de Salvador permitiu que, nesta terça-feira (29), o Memorial a Casa do Rio Vermelho (@casadoriovermelho) reabrisse as portas. O local guarda um acervo que conta a vida e a obra do casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, que moraram na residência durante aproximadamente 40 anos.
Com limitação do número de visitantes no espaço e seguindo um rígido protocolo de higiene e segurança, o espaço foi reaberto após mais de seis meses sem atividades.
Além das peças, livros e objetos expostos, a Casa do Rio Vermelho tem uma loja de souvenires, a Boutique de Gabriela (@boutiquedegabriela). O local funciona de terça a domingo e entrada custa entre R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Às quartas-feiras o acesso é gratuito.
Com financiamento aprovado pela Ancine, a série documental "Zélia - Memórias e Saudades" está garantida. O programa, que tem direção de Carla Laudari, dá continuidade a história contada em “Zélia - Memórias de Amor”, cuja estreia será no dia 27 de setembro, às 21h35, no canal Curta!.
Produzida pela Casa do Santomé Filmes, a série conta com imagens de arquivo e depoimentos de amigos íntimos, a exemplo de Sônia Braga e Danilo Caymmi. O objetivo é construir a memória da escritora e fotógrafa em tom poético e intimista. O principal cenário é a Casa do Rio Vermelho, em Salvador, onde Zélia Gattai e Jorge Amado viveram por mais de 40 anos. O lugar também abriga as cinzas do casal.
Em “Crônicas do Coração”, o cardiologista e escritor baiano Jadelson Andrade promete compartilhar histórias vivenciadas com Jorge Amado, mas outras personalidades baianas são contempladas com o livro. Além dos artistas Carybé, Calasans Neto e Floriano Teixeira, que compunham um grupo de pacientes e amigos de Andrade, a Iyalorixá Mãe Stella de Oxóssi virou personagem da história. Responsável por escrever a orelha do livro, ela compartilhou um fato inédito sobre a sua vida. “Tem um detalhe, inclusive, do livro sobre Mãe Stella. Ela foi casada e Jorge e Zélia [Gattai, escritora e esposa de Amado] foram padrinhos”, conta o cardiologista em entrevista ao Bahia Notícias. Com autorização da Iyalorixá, ele traz essa história no livro. Em 127 páginas, a obra conta outras curiosidades sobre o autor de “Capitães da Areia”, com detalhes sobre viagens de Santo Amaro a França. O lançamento acontece na próxima quarta-feira (25), às 18h, no Restaurante Amado.
A primeira edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) finalmente irá sair do papel. Cancelado em 2014, por falta de recursos, o evento será realizado entre 9 e 13 de agosto, no Pelourinho, em Salvador. Neste primeiro ano, a festa celebrará os 30 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, além de homenagear o escritor baiano, Zélia Gattai e Myriam Fraga. Na ocasião, ruas e espaços culturais do Centro Histórico serão ocupados por mesas de debates, lançamentos de livros, oficinas literárias, saraus, apresentações teatrais, exibição de vídeos e shows musicais. A Flipelô tem patrocínio do Instituto CCR, por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e tem apoio da CCR Metrô Bahia, em parceria com o Governo da Bahia.
Jailma, por outro lado, contribuiu com um paralelo sobre a importância da obra da homenageada - que começou a escrever já depois dos 40 anos - para a produção literária feminina no Brasil. "A Zélia nos leva a pensar as condições de escrita e de leitura para as mulheres, ainda nos tempos atuais. Muita coisa mudou, mas ela ainda nos leva a pensar, por exemplo, políticas públicas pra que a mulher se torne escritora, pra que a mulher tenha acesso a livros de escritores e de escritoras", analisa Jailma, que é professora de Letras no campus de Alagoinhas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A professora ressalta que sem esse apoio, esse incentivo público, as autoras precisam ser as principais divulgadoras de suas obras, já que muitas não conseguem chegar às livrarias. "Você não encontra os textos nos arquivos, nas prateleiras, nas bibliotecas e aí, novamente eu pergunto, cadê as políticas públicas?", questiona. A professora entende que Zélia, enquanto dona de casa, é um exemplo para que tantas mulheres na mesma situação possam começar a ler, a escrever e se expressar também através da literatura.
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Neta de Zélia Gattai, Maria João Amado compôs a mesa | Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias
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Parte do acervo inédito de exposição temporárias em homenagem a Zélia Gattai | Foto: Maria João Amado

Durante o mês de julho o público poderá conferir o escritório onde trabalhava Zélia Gattai | Foto: Maria João Amado
Dia 02 (sábado) – Visita guiada com Paloma Amado e pré-lançamento do livro “Pituco”, também de Paloma. A autora estará assinando os livros durante todo o dia na Casa.
Dias 09 – 16 – 23 e 30 (sábados) a partir das 15h30 – Sarau com atores, músicos, capoeiristas e dançarinos. Apresentação do “Perfil Zélia” com Aninha Franco e Rita Assemany.
Dias 10 – 17- 24 e 31 (domingos) às 11h – Apresentação do pocket show “Na Casa Do Rio Vermelho – O amor de Zélia e Jorge” com Luciana Borghi, direção e texto de Renato Santos.
A página falsa, criada em 2011, tem várias postagens a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e da prisão do ex-presidente Lula, além de manifestações em apoio à ação da Policia Federal na Operação Lava Jato e elogios ao prefeito ACM Neto. Na descrição, o criador diz que ela foi idealizada como “protesto a Secretaria de Cultura da Bahia pelo lento processo para tombar da Casa de Jorge Amado como patrimônio histórico e cultural do Brasil. Na casa onde o casal viveu foram escritos os livros Tieta, Gabriela... lá também grandes personalidades se reuniam com os escritores, como: Dorival Caymmi, Pierre Verger, Caetano, Carybé, etc. As cinzas de Zelia e Jorge Amado estão enterradas na casa, embaixo da mangueira”.
Caros: a página abaixo é falsa, não representa o Memorial Casa do Rio Vermelho e nem Jorge Amado e Zélia Gattai. Nós...
Publicado por Casa do Rio Vermelho em Terça, 12 de abril de 2016

Objetos pessoais ajudam o público a conhecer os gostos e hábitos de Jorge Amado | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias
A casa é toda autoexplicativa, mas aqueles que sintam necessidade podem recorrer aos monitores. “Nesse primeiro momento a gente botou em exposição as obras que imaginou serem as mais importantes, as mais bonitas, as que têm um apelo maior, porque as pessoas têm mais interesse de ver, mas ainda tem muita coisa guardada”, conta Maria João Amado, coordenadora de comunicação do memorial e neta de Zélia e Jorge, para explicar o processo de escolha da mostra, que tem curadoria de Gringo Cardia. “Quando você fala de Jorge Amado tudo é muito. A gente não tem dois ou três de nada. Quando você fala de fotografia são 60 mil negativos, quando fala de arte popular são mais de dois mil itens”, acrescenta Maria João, sem descartar a possibilidade de fazer modificações no acervo, a longo prazo.

Fotografias fazem parte de um acervo de mais de 60 mil negativos | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

Neta de Jorge Amado e Zélia Gattai, Maria João cresceu na casa que hoje é Memorial | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

Público pode visitar o local onde Jorge Amado escrevia suas obras | Foto: Jamile Amine

O engenheiro baiano José Roberto Batista aproveitou a manhã livre para conhecer a Casa do Rio Vermelho e "mergulhar na baianidade de Jorge Amado" | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias
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