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zaira pimentel
A delegada Zaira Pimentel, da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), confirmou, nesta terça-feira (5), que o homem de 19 anos ouvido na última semana no caso da morte do dentista Lucas Maia não é o mesmo que aparece nas imagens de câmeras de segurança divulgadas do suspeito. A Polícia Civil convocou a imprensa após a TV Bahia indicar que apresentaria novas informações sobre o crime.
“Ficou constatado que não se tratava da pessoa que estava com o Lucas naquele dia. Foram outros elementos de prova que me convenceu, juntamente com a equipe, que não se tratava da mesma pessoa”, detalhou Pimentel. Segundo a delegada, já foram ouvidas 21 pessoas no curso do inquérito, que é mantido em sigilo.
“Eu gostaria de destacar que a Polícia Civil não forneceu cópias do inquérito e nenhum tipo de imagem para nenhum veículo de comunicação. A polícia está tomando todo o cuidado para que seja mantido todo o sigilo”, afirmou a representante da Polícia Civil, em tom irritado.
RELEMBRE O CASO
O dentista Lucas Maia foi encontrado morto no próprio apartamento, localizado em um prédio de luxo na Avenida Garibaldi, no último dia 25 de novembro. Após ficar sem notícias por dois dias, um amigo usou a cópia da chave da diarista para entrar no imóvel e encontrou Maia sem vida. O cachorro da vítima estava preso na varanda do apartamento.
Na última quinta (30), um suspeito foi ouvido e liberado pela Polícia Civil. Trata-se do homem que a delegada confirmou não ser o mesmo que aparece nas imagens de câmeras de segurança e apontado como principal suspeito do crime.
Segundo a delegada Zaira Pimental, ainda não é possível confirmar a motivação da morte, que é investigada como homicídio e não latrocínio - a linha de investigação é que, após a morte do dentista, o suspeito teria subtraído bens. “É muito cedo para determinar a motivação”, ressaltou Pimental.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.