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Além da busca pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira terá outra missão no próximo domingo (5): quebrar um tabu histórico contra a Noruega. O adversário das oitavas de final foi definido na última terça-feira (30), após a vitória norueguesa sobre a Costa do Marfim.
Brasil e Noruega se enfrentam às 17h, no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Será o quinto confronto entre as seleções. Nos quatro jogos anteriores, a Seleção Brasileira nunca venceu: foram dois empates e duas derrotas.
O primeiro encontro aconteceu em 1988, em amistoso disputado no Ullevaal Stadion, em Oslo. A partida terminou empatada em 1 a 1. A Noruega abriu o placar com Jan Åge Fjørtoft, e o Brasil buscou o empate com Edmar. A Seleção era comandada por Carlos Alberto Silva e tinha nomes como Taffarel, Ricardo Gomes, Romário, Jorginho, Andrade e Careca.
O segundo duelo veio em 1997, na Inglaterra, em jogo preparatório para a Copa do Mundo do ano seguinte. O Brasil, treinado por Zagallo, perdeu por 4 a 2. Petter Rudi, Tore André Flo, duas vezes, e Egil Østenstad marcaram para os noruegueses. Djalminha e Romário fizeram os gols brasileiros.
Naquela partida, a Seleção também contava com jogadores como Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga e Ronaldo. O amistoso foi disputado no Stephen Lodge, diante de pouco mais de 25 mil torcedores.
O capítulo mais lembrado do retrospecto aconteceu no ano seguinte, na Copa do Mundo de 1998. Brasil e Noruega se encontraram pela fase de grupos, no Stade Vélodrome, em Marselha, na França. A Seleção Brasileira já estava classificada, mas foi derrotada por 2 a 1.
Bebeto abriu o placar para o Brasil no segundo tempo. A Noruega virou nos minutos finais, com gols de Tore André Flo e Kjetil Rekdal, de pênalti. Aquele time brasileiro tinha Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga, Rivaldo e Ronaldo. Mesmo com a derrota, o Brasil terminou na liderança do grupo e avançou até a final daquela Copa.
O último encontro entre as seleções aconteceu em 2006, no primeiro amistoso do Brasil após a eliminação para a França na Copa do Mundo da Alemanha. Já sob o comando de Dunga, a Seleção empatou por 1 a 1 com os noruegueses, novamente no Ullevaal Stadion, em Oslo. Daniel Carvalho marcou para o Brasil, enquanto Morten Gamst Pedersen fez o gol da Noruega.
Agora, 20 anos depois do último duelo, as equipes voltam a ficar frente a frente em um contexto eliminatório. O Brasil chega às oitavas após vencer o Japão por 2 a 1, de virada, na fase de 16 avos de final. A Noruega avançou ao superar a Costa do Marfim pelo mesmo placar.
A seleção norueguesa tem como principais nomes Erling Haaland, autor do gol decisivo contra os marfinenses, e Martin Ødegaard, capitão e referência técnica da equipe.
Veja o retrospecto de Brasil x Noruega abaixo:
- 28/07/1988 - Noruega 1 x 1 Brasil - Amistoso
- 30/05/1997 - Noruega 4 x 2 Brasil - Amistoso
- 23/06/1998 - Brasil 1 x 2 Noruega - Copa do Mundo
- 16/08/2006 - Noruega 1 x 1 Brasil - Amistoso
A Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Além da importância do resultado para a classificação, o confronto coloca frente a frente duas seleções com um histórico amplamente favorável ao lado brasileiro.
Em toda a história, Brasil e Haiti se enfrentaram apenas três vezes, sendo essa a primeira em Copas. O retrospecto é perfeito para a Seleção Brasileira, que venceu todos os confrontos com goleada. São 17 gols marcados e apenas um sofrido, média de 5,67 gols por partida.
O primeiro encontro aconteceu em 1974, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Sob o comando de Zagallo, o Brasil venceu por 4 a 0, com gols de Paulo César Caju, Rivellino, Marinho Chagas e Edu. A equipe contava com jogadores que marcaram época, como Jairzinho, Clodoaldo, Leivinha, Carpegiani e o goleiro Emerson Leão. Veja abaixo os melhores momentos:
Vídeo: Marco Antônio Pereira / YouTube
Trinta anos depois, em 2004, as seleções voltaram a se enfrentar em Porto Príncipe, no famoso "Jogo da Paz". Na ocasião, Ronaldinho Gaúcho foi o principal destaque da goleada por 6 a 0 ao marcar três vezes. Roger Flores anotou dois gols e Nilmar fechou o placar. A equipe dirigida por Carlos Alberto Parreira ainda tinha nomes como Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Júlio César, Roque Júnior, Juan e Juninho Pernambucano.
Vídeo: Futebol Nacional / YouTube
O confronto mais recente ocorreu em 2016, pela Copa América Centenário, disputada nos Estados Unidos. Mesmo sem Neymar, poupado para a campanha olímpica que terminaria com a inédita medalha de ouro no Rio de Janeiro, o Brasil goleou por 7 a 1. Philippe Coutinho marcou três vezes, Renato Augusto fez dois gols, enquanto Gabigol e Lucas Lima completaram a vitória. James Marcelin descontou para os haitianos, anotando o único gol da história do país contra a Seleção Brasileira.
Vídeo: trader money / YouTube | Reprodução / TV Globo
Dez anos depois do último encontro, as equipes voltam a se enfrentar em um momento decisivo na Copa do Mundo. O Brasil iniciou sua campanha com empate diante de Marrocos e ocupa a segunda colocação do Grupo C com um ponto. Já o Haiti foi derrotado pela Escócia na estreia e precisa reagir para seguir com chances de classificação. Uma vitória brasileira pode deixar a equipe de Carlo Ancelotti muito próxima das oitavas de final e manter a escrita de domínio absoluto sobre os haitianos.
Morreu na última quinta-feira (11) o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, conhecido no futebol como Brito. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, ele estava internado há pouco mais de uma semana em decorrência de uma pneumonia. A informação foi divulgada oficialmente nas redes sociais do ex-jogador.
Brito fez parte de uma das equipes mais marcantes da história do futebol. Titular em todos os jogos da campanha do tricampeonato, no México, o defensor integrou o "Esquadrão", comandado por Zagallo que venceu a Copa de 1970 com nomes como Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivellino e Carlos Alberto Torres.

Foto: Divulgação
Na final, disputada no Estádio Azteca, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e conquistou o terceiro título mundial. O mesmo estádio, inclusive, foi palco da abertura da Copa do Mundo de 2026.
Além da conquista de 1970, Brito também defendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966. Ao todo, disputou 43 partidas com a camisa do Brasil. Ele fez parte da equipe que ergueu a útima taça Jules Rimet da história das Copas.
No futebol brasileiro, o ex-zagueiro teve forte identificação com o Vasco. Revelado pelo clube carioca em 1957, permaneceu em São Januário até 1969 e se tornou ídolo vascaíno. Foi pelo Cruzmaltino que marcou o único gol da carreira profissional, também em 1969.
Ao longo da trajetória, Brito ainda vestiu as camisas de Flamengo, Internacional, Cruzeiro, Botafogo, Athletico-PR e Corinthians. Fora do Brasil, atuou pelo Deportivo Galicia, do Equador.
Em evento realizado nesta segunda-feira (14), o Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (SAFERJ) entregou a Comenda do Mérito Esportivo do Futebol Carioca - Mário Jorge Lobo Zagallo, e o deputado federal José Rocha (União -BA) foi um dos homenageados pela entidade. Na segunda edição o prêmio, além do deputado baiano, receberam a comenda o ex-jogador Zico, o narrador Luiz Penido, o ex-presidente do Fluminense Francisco Horta e o professor Carlos Alberto Lancetta.
A homenagem do Sindicato é concedida às personalidades que se destacaram e contribuíram para o desenvolvimento do futebol no estado do Rio de Janeiro e no país. O deputado José Rocha foi o único de fora do Rio a receber a comenda, por sua atuação como presidente do Vitória, assim como por ter presidido a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, além de ter relatado a Lei Pelé (Lei 9.615/98, alterada pela Lei 12.395/11).
O deputado José Rocha recebeu a Comenda que leva o nome do ex-jogador e ex-técnico Zagallo das mãos do presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes. Ao falar na solenidade, o presidente da SAFERJ, Alfredo Sampaio, disse que o deputado baiano apoiou o crescimento do esporte no Brasil, sendo um dos principais responsáveis por iniciativas que fortaleceram os clubes e principalmente a formação de jovens atletas.
Foi lembrado no evento que durante a discussão do PL 5186/2005, que alterava a Lei Pelé, José Rocha incluiu, em seu relatório, os clubes formadores de atletas entre os beneficiários dos recursos provenientes da arrecadação das loterias federais. O deputado Baiano também garantiu no texto da nova lei a inclusão do mecanismo de solidariedade nas transferências de atletas dentro do Brasil, que só existia nas transferências internacionais, que consiste em destinar até 5% do valor do contrato para o clube que formou o atleta.
Ao Bahia Notícias, o deputado José Rocha disse que se sentiu honrado e emocionado em receber a comenda. José Rocha disse que na solenidade reencontrou diversas personalidades do futebol e do esporte que defenderam junto com ele os interesses dos atletas profissionais durante a discussão das mudanças na Lei Pelé.
"Muito me emocionou receber essa distinção do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, através do seu Presidente Alfredo Sampaio, que foi um colaborador quando da época em que fui relator da alteração na Lei Pelé. Naquela ocasião ele deu aqui grande colaboração ao defender os interesses do segmento dos atletas profissionais. Da mesma forma, Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, prestou uma grande colaboração nos trabalhos do meu relatório, que foi aprovado por unanimidade à época. Lá no evento tive a oportunidade de rever grandes amigos do esporte, como o Lulinha, ex-jogador do Vitória, quando fui presidente, assim como Bebeto, Zico, Carlos Alberto e tantos outros que lá estiveram", afirmou o deputado José Rocha.
Morreu nesta quarta-feira (22), o ex-jogador do Bahia, Botafogo e da Seleção Brasileira, Othon Valentim, aos 80 anos de idade.
Valentim atuou inicialmente pelo Ribeiro Junqueira e no Rosário Central, no futebol do interior, mas foi pelo Botafogo que fez grande sucesso como jogador.
Othon fez parte do time principal do Fogão e atuou ao lado de Garrincho, Nilton Santos, Jairzinho, Zagalo, Amarildo e Gerson, considerados grandes ídolos do Glorioso. Pela Seleção Brasileira, atuou nos Jogos Olímpicos do Japão de 1964, em Tóquio, e foi campeão Pan-Americano Sub-20.

Foto: Acervo Pessoal
O ex-atacante já atuou por Internacional, Bahia, Goiânia e teve passagem pela Colômbia, especificamente no Junior Barranquilla, onde jogou com nomes como Paulo Cesar Caju, Escurinho, ex-Fluminense, e Dida, ex-Flamengo.
Também exercendo a função de treinador, o ex-ponta já substituiu Zagallo quando treinou o Al-Hilal e em 1989 treinou o Fluminense, onde perdeu apenas um jogo em 13 partidas disputadas.
Nascido na cidade de Leopoldina em 1943, o ex-jogador é filho de Othon Fernandes Valentim e Alice Rodrigues Valentim. O velório do ex-atleta ocorreu às 16h, na Capela Mortuária do Cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo, em sua cidade natal. O sepultamento ocorre às 10h da manhã desta quinta-feira (23).
Durante a partida deste sábado (23) contra a Inglaterra em Wembley, a Seleção Brasileira prestará uma emocionante homenagem a Mário Jorge Lobo Zagallo, uma das maiores lendas do futebol mundial. O amistoso marcará a estreia de Dorival Júnior como técnico da Amarelinha.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confeccionou um patch especial e uma flâmula em homenagem ao velho lobo, reconhecido como o maior campeão do mundo de todos os tempos. Com participações como titular nas Copas de 1958 e 1962, técnico do memorável time de 1970 e coordenador da Seleção no Mundial de 1994, Zagallo ergueu quatro troféus de Copas do Mundo, tornando-se uma figura inigualável na história dos Mundiais.

Foto: Divulgação / CBF
"Zagallo merece todas as homenagens. Reverenciar sua memória em um jogo da Seleção, sua paixão, no lotado estádio de Wembley, tem um significado ainda mais especial. É uma justa homenagem da CBF a essa lenda do futebol mundial", ressaltou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
Em 2022, o ex-treinador foi honrado com uma estátua no museu da CBF, uma obra inspirada na imagem do técnico durante a Copa do Mundo de 1998. Com cerca de 30 quilos, a estátua foi produzida ao longo de dois anos por 26 artesãos, no mesmo ateliê responsável pelas estátuas de Marta e Pelé.
"Neste primeiro jogo da seleção brasileira após a morte de Zagallo, não poderíamos deixar de prestar mais uma homenagem. A paixão que ele nutria pela amarelinha, fazendo-a ecoar pelo mundo, será representada através de um patch comemorativo, flâmula, placa e também uma homenagem especial feita pelo próprio Dorival. Precisamos preservar nossa história e valorizar aqueles que fizeram do Brasil a maior seleção do mundo", contou Lenin Franco, diretor de Marketing da CBF.
O amistoso entre Brasil e Inglaterra, neste sábado (23), em Wembley, será marcado pela homenagem da Seleção à Zagallo, que esteve presente em quatro dos cinco títulos mundiais da amarelinha e faleceu em janeiro de 2024.
Essa é a primeira vez que a seleção entrará em campo depois do falecimento do Velho Lobo. A CBF confeccionou um patch especial e uma flâmula em homenagem ao grande personagem do futebol mundial.
"O Zagallo merece todas as homenagens. Reverenciar a memória dele em um jogo da Seleção, a sua paixão, no estádio de Wembley lotado tem um significado ainda mais especial. É uma justa homenagem da CBF a essa lenda do futebol mundial", afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
"Neste primeiro jogo da seleção brasileira após a morte de Zagallo, não poderíamos deixar de prestar mais uma homenagem, a paixão pela amarelinha que ele fez ecoar pelo mundo, será representada um patch comemorativo, flâmula, placa e também uma homenagem feita pelo próprio Dorival. Precisamos preservar nossa história e valorizar aqueles que fizeram do Brasil a maior seleção do mundo", afirmou o diretor de Marketing da CBF, Lênin Franco.
Brasil e Inglaterra se enfrentam às 16h deste sábado (23), em Wembley. O amistoso marca a estreia de Dorival Júnior no comando da Amarelinha. Todos os ingressos para a partida foram esgotados desde o início da semana.
Contra o Madureira, nesta quarta-feira (17), o Botafogo irá homenagear Mario Jorge Lobo Zagallo, falecido na primeira semana de janeiro de 2024.
Os uniformes que os jogadores do Alvinegro irão utilizar no duelo terá a foto do Velho Lobo estampada no centro com a frase "ZAGALLO E13RNO.
O Botafogo é o clube que Zagallo mais trabalhou durante toda a carreira de jogador e treinador. Como atleta, chegou ao clube em 1958, após a conquista da Copa do Mundo com a seleção, e aposentou-se em 1965.
Como treinador, Zagallo dirigiu o Glorioso por 370 partidas, divididas em quatro passagens.
Pela Seleção Brasileira, Zagallo é o único a estar presente em quatro dos cinco títulos mundiais conquistados pela Canarinho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou, no início da tarde deste sábado (6), luto oficial de três dias em memória ao ex-jogador e ex-treinador da Seleção Brasileira de Futebol Mário Jorge Lobo Zagallo. Em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), Lula escreveu: "Em memória do eterno Mário Jorge Lobo Zagallo, está decretado luto oficial de 3 dias no país". A decisão foi oficializada por meio do Decreto nº 11.877, publicado em edição extra do Diário Oficial da União. As informações são do site oficial do Governo Federal.
Mais cedo, também na rede social X, Lula havia rendido homenagem a Zagallo, única pessoa quatro vezes campeã da Copa do Mundo de futebol, duas vezes como jogador (1958 e 1962), uma como técnico (1970) e uma como coordenador técnico (1994). "Mário Jorge Lobo Zagallo foi um dos maiores jogadores e técnicos de futebol de todos os tempos, um grande vencedor e símbolo de amor pela Seleção Brasileira e pelo Brasil. Maior vencedor individual da história da Copa do Mundo, sendo campeão duas vezes como jogador, campeão e vice como treinador e campeão como coordenador da Seleção em 1994", escreveu o presidente.
"O único a participar de quatro conquistas mundiais, dirigiu o maior time de futebol da história, a Seleção Brasileira de 1970. Corajoso, dedicado, apaixonado e supersticioso, Zagallo era exemplo de brasileiro que não desistia nunca. É essa lição e espírito de carinho, amor, dedicação e superação que ele deixa para todo o nosso país e para o futebol mundial. Nesse momento de despedida, minha solidariedade aos familiares de Zagallo, seus filhos e netos, aos amigos e aos milhões de admiradores", completou.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, decretou luto oficial de sete dias pela morte de Mário Jorge Lobo Zagallo, o único tetracampeão mundial de futebol. O falecimento do ex-treinador e ex-jogador de 92 anos foi anunciado no início da madrugada deste sábado (6), por seus familiares.
"A CBF decreta luto de sete dias em homenagem à memória do seu eterno campeão e se compromete em reverenciar o seu legado. Em 2022, inauguramos uma estátua em homenagem ao eterno campeão no Museu da CBF e não esqueceremos da emoção que compartilhamos", acrescentou.
Por causa da morte de Zagallo, a CBF também decretou um minuto de silêncio em todas as partidas da primeira rodada das Eliminatórias da Copa do Nordeste, que começa neste sábado.
Veja a seguir a nota de pesar publicada nas redes sociais do ex-jogador:
"É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.
Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.
Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa."
A lenda Mário Jorge Lobo Zagallo, o único tetracampeão mundial de futebol, morreu no Rio de Janeiro, aos 92 anos, nesta sexta-feira (5). A informação foi confirmada pela assessoria do ex-jogador. Zagallo é uma das maiores lendas do futebol brasileiro.
Zagallo estava internado desde o fim de dezembro em um hospital do Rio de Janeiro. De acordo com o ge, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.
"É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo", diz a nota publicada pela família.
"Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas."
"Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa", conclui a nota.
Em agosto de 2023, Zagallo ficou 22 dias internado para tratar uma infecção urinária. Já em 2022, ele foi hospitalizado com um quadro de infecção respiratória.
CARREIRA
Zagallo nasceu em Atalaia (AL) e foi para o Rio de Janeiro logo aos 8 meses de vida. Foi morar na Tijuca, bairro da Zona Norte com o qual desenvolveu uma relação próxima durante toda a vida.
Das peladas no Maracanã – antes mesmo da inauguração do estádio –, Zagallo passou pelas categorias de base do América, que tinha sede na Tijuca, antes de ir para o Flamengo.
Aos 18 anos, foi convocado para servir o Exército e deu início à sua relação com copas do mundo. Começou com um revés. Fez a segurança das arquibancadas do Maracanã na derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa de 1950. Foi testemunha, portanto, do fatídico Maracanazzo.
Acabou se tornando profissional como ponta-esquerda e foi tricampeão carioca pelo Flamengo, de 1953 a 1955.
Em 1958, conquistou junto com a seleção brasileira a primeira Copa do Mundo da história do país, com direito a gol na final contra a Suécia (5 a 2). Conquistou o bicampeonato em 1962 ainda como jogador e em 1970 e 1994 consagrou-se tetracampeão na comissão técnica.
Era apelidado de Formiguinha, por correr muito e ajudar na marcação do meio-campo – algo raro para atacantes à época.
Quatro anos depois, já como atleta campeão pelo Botafogo, foi bicampeão mundial com a seleção como jogador na Copa da 62.
Em 1964, se aposenta como jogador e começa a carreira de treinador, começando pelo Botafogo.
Meses antes da Copa de 70, assume a seleção no lugar de João Saldanha. Acabou comandando Pelé e companhia para o tricampeonato mundial. Para muitos, foi a melhor seleção de todos os tempos.
O tetra veio em 1994. Como coordenador técnico de Carlos Alberto Parreira, Zagallo participou da campanha na Copa dos Estados Unidos.
Por pouco, não foi penta: como técnico da seleção, chegou à final da Copa de 1998, mas a equipe foi derrotada pela França de Zidane.
O visual do Zagallo treinador de 1998, aliás, foi o escolhido para a homenagem no Museu da Seleção, na sede da CBF, no Rio. No ano passado, o Velho Lobo foi conferir – e aprovou – seu boneco de cera.
Zagallo ainda foi treinador no Rio dos outros três times grandes (Flamengo, Vasco e Fluminense) e do Bangu, além das seleções de Kwait, Emirados Árabes e Arábia Saudita – onde também comandou o Al Hilal, o atual time de Neymar.
'Vão ter que me engolir!'
Em 1997, ao vencer a Copa América, Zagallo disparou uma de suas frases célebres, em ataque aos críticos da seleção: "Vocês vão ter que me engolir".
O ex-jogador e ex-treinador, Mário Jorge Lobo Zagallo, foi internado nesta terça-feira (15) no hospital Barra D'Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O campeão mundial com a seleção brasileira como jogador em 1958 e 1962 e como treinador em 1970 deu entrada no centro médico para tratar uma infecção urinária.
Aos 92 anos, Zagallo estava acompanhado no local e ficará sob os cuidados da Dra. Márcia Ladeira, que cuida do "Velho Lobo" há 20 anos. Segundo informação do portal "Lance!", o ex-jogador ainda não tem previsão de alta. Recentemente, o ex-técnico se recuperou de uma infecção respiratória.
Além dos títulos de Copa do Mundo como jogador e treinador em 1958, 1962 e 1970, Zagallo também foi campeão em 1994 no cargo de coordenador técnico da Seleção Brasileira, totalizando quatro conquistas em três funções diferentes.
Em sua carreira por clubes, o ex-lateral defendeu o Botafogo, o Flamengo e o América-RJ. Como técnico, o "Velho Lobo" comandou, além do rubro-negro e alvinegro cariocas, o Fluminense, o Vasco, o Al-Hilal e as seleções da Arábia Saudita e Emirados Árabes.
A Fifa divulgou nesta segunda-feira (9), no YouTube um documentário que conta a trajetória de quase meio século de vínculo entre Zagallo e o futebol. A obra conta com depoimentos de craques como Pelé, Rivelino, Ronaldo Fenômeno, Carlos Alberto Parreira e o treinador português José Mourinho.
Tetracampeão mundial como jogador, técnico e coordenador da seleção brasileira, o alagoano Mario Jorge Lobo Zagallo completa 90 anos de vida nesta segunda-feira.
O documentário relembra momentos da vida de Zagallo como a conquista de seu primeiro título mundial, na Suécia, em 1958, e quando se tornou coordenador técnico da seleção brasileira em 1994.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).