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A capital baiana se prepara para retomar protagonismo no cenário internacional da vela oceânica com a realização da regata internacional Mini Transat, prevista para 2027. O lançamento oficial da edição aconteceu nesta terça-feira (28), às 12h, no Yacht Clube da Bahia. Mais do que uma competição esportiva de alto nível, o evento projeta a capital baiana como destino estratégico da economia do mar, com impacto estimado em cerca de 4 milhões de dólares (aproximadamente R$ 20 milhões) durante o período de permanência dos participantes na cidade.
O lançamento reuniu autoridades municipais e representantes da organização francesa da regata. Estavam presentes a vice-prefeita Ana Paula Matos, a secretária do Mar, Maria Eduarda Lomanto, e o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis.
Reconhecida como uma das mais tradicionais competições da vela oceânica mundial, a regata conecta a Europa à América do Sul e reunirá 90 velejadores em uma travessia que parte de La Rochelle, na França, com escala nas Ilhas Canárias, até chegar a Salvador. Ao todo, mais de 400 estrangeiros — entre atletas, equipes técnicas, familiares e profissionais da imprensa internacional — devem permanecer na cidade por cerca de um mês, gerando forte movimentação econômica em setores como hotelaria, gastronomia, serviços e turismo.
Nesse contexto, Salvador se reposiciona como um dos principais destinos do Atlântico Sul para grandes competições internacionais, ampliando sua visibilidade global e atraindo novos investimentos.
Além do impacto financeiro direto, o evento contribui para consolidar a cultura náutica local, incentivar a prática esportiva e fortalecer a imagem da cidade como destino preparado para receber eventos internacionais de grande porte. A presença prolongada de visitantes estrangeiros também amplia o intercâmbio cultural e potencializa a promoção internacional de Salvador.
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Uma parte do telhado do Yacht Clube da Bahia, localizado no bairro da Barra, em Salvador, foi danificada por fortes rajadas de vento causadas pelas chuvas que atingiram a capital na quarta-feira (20).

O momento em que a estrutura é levada foi registrado em vídeo que viralizou nas redes sociais. "Devido à nossa localização, estamos suscetíveis a ações do clima e do tempo e, consequentemente, sempre atentos a elas", informou o clube em nota.
VÍDEO: Telhado do Yacht Club da Bahia é danificado por rajadas de vento pic.twitter.com/9oaJyQiMQR
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 21, 2023
O Yacht Clube da Bahia será representado por quatro atletas na próxima edição dos Jogos Pan-Americanos. A dupla da vela na classe Snipe formada por Juliana Duque e Rafael Martins, a velejadora Bruna Martinelli na classe Windsurf IQ e a nadadora Celine Bispo se preparam para disputar a competição continental, marcada para acontecer entre os dias 20 de outubro e 5 de novembro, em Santiago, no Chile. Durante entrevista coletiva nesta terça-feira (11), o gerente geral de esportes, Luiz Pato, definiu o momento como especial para a agremiação.
"Esse é um momento muito importante para o clube. O Yacht foi fundado em 1935 por um grupo de quatro amigos velejadores que se reuniram com o objetivo de montar um clube, um espaço em que eles pudessem se reunir pra construir barcos de competição e guardar esses barcos. Já no segundo ano de existência, o clube inseriu a natação dentre seus esportes principais, de forma em que a vela e natação sempre caminharam juntos nesses 88 anos de existência do clube. Ao longo da história tivemos duas participações em Jogos Pan-Americanos em Indianápolis 87 que nos trouxe a prata na classe laser, e em 2019 com o bronze de Juliana Duque e Rafael Martins. A gente ter hoje, às vésperas do Pan de Santiago, ter quatro atletas numa mesma edição, nos dá uma alegria muito grande. Então, quero registrar esse momento muito especial", discursou.

Luiz Pato (D) é o gerente geral de esportes do clube | Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias
Juliana Duque e Rafael Martins já tem experiência no Pan-Americano. A dupla conquistou o bronze na última edição realizada em Lima, no Peru, no ano de 2019.
"A gente vem se preparando bastante, treinando, muitas horas na água, investindo bastante nisso. Vamos conseguir trazer outra medalha, é o que estamos trabalhando para conseguir", afirmou Martins. "Tudo o que a gente pode fazer é dar nosso máximo na preparação e durante o campeonato. É isso que a gente tem feito", completou Duque.
Já as outras duas atletas são estreantes em Pan-Americanos. Mais experiente, Bruna Martinelli amargou algumas decepções por ter batido na trave na classificação para edições anteriores. Já Celine Bispo, de apenas 18 anos, começa a mostrar o talento nas piscinas entre as profissionais.
"A preparação começou há 20 anos, na verdade quando eu comecei. É um caminho muito duro. Já tivemos vários Pan-Americanos em que fiquei no segundo lugar e nesse que eu consegui conquistar a vaga. Como Juliana falou, estamos sempre dando duro. Como é só um por país, tem uma pressão a mais no classificatório, mas ter conseguido foi uma realiazação", falou Martinelli. "Natação é um pouco diferente. Não é só ganhar, temos os índices e dois por prova. É só treino, a fase que temos para ficar ansioso, nervoso é no treino, porque na competição a gente colhe o que estamos botando no treino. Independente das dificuldades que enfrentamos, o treino é a palavra para conseguir as coisas", comentou Bispo.
O Yacht Clube da Bahia vai sediar, nesta segunda-feira (11), o Exame de Faixa de Judô para os alunos do Vila do Esporte, no Salão de Eventos do clube.
O projeto, que foi concebido pelo YCB em parceria com a Prefeitura Municipal de Salvador, visa promover a prática de esportes para cerca de 55 crianças da rede municipal de ensino que vivem na Vila Brandão e em outros bairros da capital baiana.
O exame representa o reconhecimento pela evolução técnica dos alunos e é um desafio esperado durante todo um semestre na prática do esporte.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.