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O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (Democrata), anunciou no sábado, 1º de agosto, a desistência de sua candidatura ao governo do Estado. Ele decidiu declarar apoio ao também ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na corrida pelo Palácio Guanabara.
Confira postagem:
Em publicações nas redes sociais, Witzel justificou a aliança, afirmando que o objetivo dos ex-governadores é criar uma frente para tentar superar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), na disputa por uma vaga no segundo turno.
O ex-governador afirmou ainda que não quer entregar o Estado para a esquerda e para o crime organizado. "Vamos derrotar os candidatos do sistema, unir a direita de verdade, declarar guerra ao crime organizado, dar tranquilidade ao cidadão de bem", diz.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levantou o sigilo de áudios de reuniões gravadas pelo ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem na noite da quinta-feira (15). Em um dos áudios vazados, de agosto de 2020, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sugeriu ajudar Flavio Bolsonaro, filho do então presidente, em troca de uma vaga no STF.
“No ano passado, no meio do ano, encontrei com Witzel (...). Ele falou: resolve o caso do Flavio. Me dá uma vaga no Supremo”, afirmou o presidente no meio da reunião. Uma das advogadas presentes na reunião, Juliana Bierrenbach, questiona o presidente: “Quem disse isso?”, ao que Bolsonaro reafirmou: “O Witzel, né”.
O então ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, comentou a informação: “sede de poder”, e Bolsonaro respondeu, confirmando: “sede de poder”.
Procurado pela reportagem da CNN, Witzel disse que nunca manteve qualquer tipo de relação, seja profissional ou pessoal, com o juiz Flávio Itabaiana, responsável pelo caso de Flavio, e jamais ofereceu qualquer tipo de auxílio a qualquer pessoa durante seu governo.
“O presidente Jair Bolsonaro deve ter se confundido e não foi a primeira vez que mencionou conversas que nunca tivemos, seja por confusão mental, diante de suas inúmeras preocupações, seja por acreditar que eu faria o que hoje se está verificando com a Abin e a Polícia Federal. No meu governo, a Polícia Civil e a Militar sempre tiveram total independência”, afirmou Witzel.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Edson Fachin
"A moralização dos gatos públicos, a corrupção e a regulamentação do pagamento de juízes devem ser enfrentados com seriedade".
Disse o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) durante abertura do “Judiciário em Debate", seminário promovido pela Folha de S. Paulo para discutir integridade e eficiência da Justiça.