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Contas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em redes sociais e perfis oficiais na página do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) atribuem a ele uma pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que é negada pela instituição.
Em reportagem exclusiva, o site G1 obteve uma declaração da UFRJ a respeito de eventual curso feito por Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL. “Pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA), não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente [aluno] na Universidade Federal do Rio de Janeiro”.
O único Bolsonaro que de fato passou pelos bancos da UFRJ, segundo a instituição, foi Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio, que se formou em Direito na instituição.
Em resposta ao site G1, a equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro afirmou que se tratam de “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”.
“O senador Flávio Bolsonaro é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e tem MBA em Empreendedorismo pela FGV, conforme consta no seu site oficial: flaviobolsonaro.net”, diz nota enviada a site pela assessoria.
A informação sobre a suposta pós-graduação na UFRJ não aparecia só na Wikipedia: constava também em um perfil mantido pela própria assessoria de Flávio Bolsonaro no LinkedIn, que saiu do ar depois que a reportagem do G1 começou a apurar o caso.
Em 27 de julho, a assessoria do candidato enviou à reportagem uma nota biográfica que também trazia a informação sobre a pós-graduação na UFRJ.
Nesta quarta, a assessoria de Flávio Bolsonaro enviou ao G1 diplomas digitalizados que mostram que ele se formou em Direito em 2006, concluiu a especialização em Políticas Públicas em 2012 e o MBA em Empreendedorismo em 2015.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou um recurso da cantora Rosanah contra o Google e a Wikipedia. Famosa pelo hit “Como uma Deusa”, a artista processou os sites por avaliar que sua biografia era exposta com “informações ofensivas e equivocadas” em ambos. Segundo o Uol, Rosanah pediu uma indenização de 150 salários mínimos e já havia perdido em primeira instância. Uma das insatisfações era referente à idade exibida nos sites. Em 2013, ambos afirmavam que ela teria 58 anos, atualmente, porém, consta que ela nasceu em 1968 e tem 49 anos. Na decisão, a desembargadora Márcia Cunha, da 21ª Câmara Cível, explicou que a idade da cantora havia sido retirada da base de dados do TSE, porque ela foi candidata a vereadora nas eleições de 2012. “Quanto ao ano de nascimento da apelante, a informação constante no Wikipedia possui como referência os dados inseridos no registro de candidatura da apelante junto Tribunal Superior Eleitoral. Acrescente-se que, ainda que a informação referente ao ano de nascimento da apelante esteja equivocada, tal fato não decorreu de culpa do segundo apelado [Google], além de, por si só, não ter o condão de causar danos à sua personalidade, porém não exclui a obrigação do segundo apelado a retificar a aludida informação”. Sobre as demais informações retratada na biografia da artista disponível na web, Cunha afirmou que elas já apareciam em outras fontes. “Frise-se que as publicações contidas no site do segundo apelado não são falsas ou ofensivas à privacidade da apelante, sendo certo que foram obtidas através de entrevistas que a própria concedeu a veículos de comunicação”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Nikolas Ferreira
"Eu tenho empresa, sim, a maior escola de inglês para cristãos no Brasil. Dei palestra sobre comunicação, tenho plataforma sobre política e espiritualidade, três livros lançados. Minha rede social me dá condição de ter essas boas iniciativas".
Disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao reagir aos questionamentos, sobretudo de políticos e apoiadores da esquerda, por declarar à Justiça Eleitoral bens no total de R$ 3,8 milhões. Os dados apontam que o patrimônio do político mineiro saltou 8.850% ao longo de seu primeiro mandato no Congresso Nacional — em 2022, ele relatou ter R$ 36 mil.