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vozes femininas
Destacando e ampliando vozes femininas, a primeira edição do TEDXSalvadorWomen chega a capital baiana trazendo grandes figuras femininas como palestrantes. Com o tema “Delas”, o evento está marcado para acontecer no dia 14 de maio, às 19h, no Teatro Jorge Amado. Haverá também jantar exclusivo de antes da ocasião, oferecido pelo Chef Vini Figueira, em parceria com o HubNexxo.
Este ano, 12 mulheres que são personalidades influentes no Brasil farão parte da ocasião. Dentre as speakers confirmadas, estão Carla Akotirene, Doutora em estudos feministas, a jornalista Astrid Fontenelle, e a ativista brasileira Maíra Azevedo, conhecida como Tia Má. Outros nomes que completam a lista de palestrantes são: Jullie Dutra,Thiffany Odara, Raissa Xavier, Simone Ponce, Val Benvindo, Paula Nunes, Samyra Coutrim, Leonice Brasil Soca e Lígia Baruch.

Foto: Iude Richeli
Como forma ainda de valorizar a diversidade, a Inclusão de pessoas com deficiência, o etarismo e potencializar a experiência junto às mulheres, a edição soteropolitana do evento contará com as apresentações da cantora baiana Víviam Caroline, da banda Yayá Muxima, da bailarina cadeirante Rutileia Campos, fundadora da Companhia de Ballet Ruti Campos, e o grupo Eterna Juventude, formado por membros da terceira idade acometidas pelo câncer, que utilizam figurinos de materiais recicláveis.
Foto: Lázaro Pinheiro
O TEDx conta com o apoio de diversas empresas, como a Automind, Sebrae, FIEB, Avatim, Gráfica Ativa, Vixe Comunicações, Canetas e brindes, Abocaboca Comunicação, Arquétipo, Capelinha, Sublimarts, DUMATO, TS Pessoas e Negócios, TicTag, Inspire Narrativas, Bolo das Meninas, Luke Alimentos e outras marcas parceiras. Os ingressos para a celebração podem ser adquiridos no site do TEDxSalvador.
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A cantora Jurema lançou o elogiado 'Mestiça' em 2014. Foto: Reprodução | Facebook
Vivendo hoje em São Paulo, Jurema começou a sua carreira musical em Salvador, inspirada por cantoras baianas, como Gal, Betânia e Pitty, além de outras vozes femininas brasileiras, como Elis Regina e Chiquinha Gonzaga . “Me inspirei muito na Chiquinha Gonzaga. Ela viveu em uma época mais machista, era pianista e compositora e teve que enfrentar preconceitos como uma mulher independente. Ela foi uma mulher que tentou ser dona de seu destino em um momento que não haviam as liberdades que temos hoje, sem os apelos do corpo, hoje muito utilizados”, criticou a cantora. “Tudo bem ser simbolicamente resolvida com o seu corpo, mas não no sentido de fazer isso apenas para transformar a mulher como objeto. Às vezes as próprias mulheres se colocam de forma machista ou com uma postura que simula o homem, ou da mulher que é usada pelo homem, que tem o poder através do sexo. Enfim... Acho bem desinteressante e anula as outras conquistas”, explicou a cantora. Para ela, as cantoras baianas são muito bem sucedidas no contexto da música de varejo e o grande problema da música na Bahia não seria por uma questão de gênero masculino ou feminino, mas, de gênero musical. “Em Salvador, o mercado é mais voltado para a questão da festa. Se você puder notar, temos duas grandes divas baianas, Gal e Bethânia. O feminino que vem de Salvador tem uma grande potencialidade. Isso é engraçado, porque a Bahia, o nome do estado, é feminino. Até quando Wall Disney fala do Brasil em seus filmes, quando chega na Bahia, a impressão que dá é de que ela é uma mulher. Ele passa a Bahia enquanto estado que tem investido em si o elemento feminino. Tem, também, toda a questão das matrizes africana, que é uma referência do que seria o gênero feminino e que aporta elementos interessantes da nossa cultura, ajudando a formar mulheres fortes e independentes, donas do seu destino”, opinou. A cantora disse que admira muito o trabalho de cantoras mais recentes, como Tulipa Ruiz, Céu, Pitty e até mesmo Ivete Sangalo, que, apesar de não gostar do repertório, admira a atitude. Jurema disse ainda que acredita que as questões da exclusão musical não estão somente na Bahia, mas, em todo o Brasil. “O varejo existe em qualquer lugar e a música de massa estará sempre presente. Desde 1998 o mercado ficou mais focado nisso, não tem a ver com a Bahia em especifico. O varejo dita o país pelo gosto”, constata a cantora.

Aiace Felix, vocalista da Sertanília, se lança em trabalho solo. Foto: Léo Monteiro | Divulgação.
Quanto às vozes femininas que te influenciaram, a cantora admitiu ser muito difícil selecionar todos os nomes. “É complicado, porque eu sempre tive várias influências de vários lugares. Femininas, especificamente, a Elis Regina, por toda singularidade que há no canto dela, po toda sensibilidade e autenticidade do seu canto. A Rosa passos, cantora, compositora e instrumentista também é uma grande influência assim como a Pitty, que, assim como as outras cantoras citadas anteriormente, conheci na minha época adolescente mas que até hoje é uma grande referência pra mim além da música especialmente pelos seus posicionamentos. A Marisa Monte é especial porque me fez querer ser cantora com o disco Barulhinho bom. Aos 12 anos gostava muito de ouvir música enquanto estudava e fazia as minhas atividades escolares e este era um disco que sempre ouvia e me encantava, a ponto de querer um dia fazer um disco tão bonito quanto aquele. ”, relembrou. Apesar das dificuldades enfrentadas, Aiace diz acreditar que a música alternativa da cidade tem ganhado mais espaço e chamado mais atenção. “ É possível observar que há uma efervescência muito grande na Bahia hoje, principalmente em Salvador, onde vivo e conheço. Você vê de tudo hoje na cidade. São muitos grupos bons surgindo e ganhando espaço, representando muito bem a sua música e o cenário alternativo. A gente não vê só rock ou MPB, vemos misturas. A musica é muito maior do que apenas os chavões da música. Estamos caminhando para um lugar bacana dentro da musica brasileira”, comemorou a cantora.
A cantora baiana Josy Lélis, nascida em Juazeiro, acredita não somente no crescimento da aceitação à música alternativa da Bahia, como, também, no aumento da participação feminina na musica do Estado, apesar de ainda enfrentarem muitos preconceitos. “ É algo que está se abrindo aos poucos. Mas, em relação a levar o nome sozinha, é muito difícil formar uma banda com músicos apenas homens, que, muitas vezes,não levam a sério o fato de sermos instrumentistas e cantoras. Sem falar na inconveniência do assedio que rola na noite, até mesmo pelo próprio dono do bar”, conta Josy. A cantora diz ser ainda clara a maior quantidade de bandas formadas por homens que se apresentam na cidade e que são mais valorizadas. “È bem mais difícil para a gente conseguir aparecer de cara, tem realmente mais homens dominando a área, e isso fica bem claro e escancarado”, reclama a cantora. Para ela, outro grande problema é a questão dos espaços para a música autoral em geral, não somente para as mulheres.”É muito difícil montar um show autoral, não só pela questão da gente ter que fazer tudo nas costas, mas, muitas vezes, pela falta de público. A gente bota uma bilheteria e muitas vezes as pessoas não dão valor a isso e preferem pagar uma festa de discotecagem a um show”, comenta.

A cantora Josy Lelis deve lançar seu segundo disco em 2015. Foto: Divulgação
Contudo, a cantora admite que alguns espaços estão sendo mais receptivos, como o Lalá Multiespaço e a Casa da Mãe, ambos no Rio Vermelho. Josy lançou o seu primeiro disco, intitulado Uni'versos, em 2012. Desde então, ela vem trabalhando para gravar o single “Cidade Grande”, além de estar planejando um show e um álbum com o mesmo nome ainda para esse ano. Sobre influências musicais femininas, Josy não cita artistas consagradas, mas sim colegas da cena local. “Minhas maiores influências são minhas amigas, que estão na luta comigo, dividindo espaços e canções. Renata Bastos, Leda Chaves, Marina Sodré...São mulheres que estão na cena da Bahia, lutando em Salvador e dando a cara a tapa. São pessoas que me espelham, que estão nesse movimento tão difícil para nos artistas continuarmos. Isso me dá muita força pra continuar”, desabafa a cantora. O novo single de Josy será disponibilizado na internet entre o mês de abril e maio, enquanto o show tem previsão para acontecer em São Paulo no início do segundo semestre.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".
Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.