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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira (28) que pretende discutir e tentar votar ainda neste ano uma PEC para instituir o voto distrital misto no Brasil. A alteração substituiria o atual sistema proporcional de lista aberta por outro que combina a escolha individual de representantes de regiões geográficas com a distribuição de cadeiras entre os partidos.
Motta apresentou um calendário para a implantação do novo sistema. "A ideia aqui tratada e decidida na manhã de hoje vai no seguinte sentido: de podermos buscar a efetivação desse sistema eleitoral no voto distrital misto para o ano de 2034 e, até lá, construirmos uma transição para esse modelo", declarou.
A mudança alcançaria as eleições para a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e as câmaras municipais. As regras para presidente da República, governadores, prefeitos e senadores permaneceriam inalteradas.
As regras a serem adotadas para o distrital misto no Brasil ainda serão debatidas durante a elaboração da proposta. O modelo é bastante conhecido na política mundial e citado como forma de chegar ao "meio termo" entre parlamentos voltados à representação de bandeiras partidárias e aqueles que buscam priorizar o fortalecimento de bases regionais.
MODELO ATUAL: VOTO PROPORCIONAL
O Brasil utiliza o sistema proporcional de lista aberta para eleger deputados e vereadores. Nele, os votos recebidos pelos candidatos de cada partido ou federação são somados aos votos dados diretamente às legendas. O resultado determina quantas cadeiras cada agrupamento político terá direito a ocupar, enquanto a votação individual define quais candidatos assumirão essas vagas.
A distribuição começa pelo cálculo do quociente eleitoral, obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. O total recebido por cada partido ou federação determina sua participação nessa divisão, com regras adicionais para a distribuição das vagas restantes.
Além do Brasil, países como Finlândia, Chile, Portugal e Polônia utilizam variantes desse sistema. Alguns optam pelo modelo de lista fechada, no qual não há votação em candidatos, mas sim em partidos, com uma relação predefinida para a ordem de prioridade dos futuros ocupantes das cadeiras.
A principal característica do sistema proporcional é a facilidade para eleger representantes de diferentes correntes políticas. Ao mesmo tempo, a possibilidade de reunir votos de vários candidatos favorece aqueles com expressiva visibilidade pessoal, os chamados "puxadores de votos", capazes de contribuir para a eleição de colegas da mesma legenda, nem sempre conhecidos pelo eleitor.
O formato também facilita o acesso de partidos menores ao Parlamento, o que, por um lado, fortalece o pluralismo de ideias e, por outro, dificulta a formação de maiorias e a tomada de decisões colegiadas.
O QUE É VOTO DISTRITAL
O modelo proporcional tem como principal contraponto o sistema distrital puro. Nele, o território é dividido em regiões geográficas menores, chamadas distritos eleitorais. Cada uma delas elege apenas um representante, escolhido diretamente pelos moradores daquela área. Em sua forma mais comum, vence o candidato mais votado, independentemente da soma de votos obtida por seu partido em outras regiões.
Alguns países, como os Estados Unidos, adotam o sistema em turno único. Outros, como a França, realizam dois turnos quando nenhum candidato alcança 50% dos votos locais.
Esse formato dá maior peso ao desempenho individual dos candidatos e estabelece uma área geográfica específica para cada parlamentar. Seu ponto forte é permitir que o eleitor identifique o representante responsável por seu distrito, facilitando o acompanhamento e a cobrança por sua atuação.
O voto distrital é utilizado nas eleições legislativas dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Índia. No Parlamento, ele favorece siglas capazes de vencer disputas locais, concentrando a distribuição das cadeiras nas legendas com maior força eleitoral em cada território. Partidos com votação expressiva em escala nacional podem conquistar poucas vagas caso seus eleitores estejam espalhados por diferentes distritos ou quando há tendência local ao voto útil.
DISTRITAL MISTO: MEIO TERMO
O voto distrital misto combina os dois sistemas. Em sua configuração mais conhecida, o eleitor dispõe de dois votos: um para escolher o candidato que representará seu distrito e outro para escolher o partido de sua preferência. Parte dos parlamentares chega ao Legislativo pela disputa territorial, enquanto os demais são escolhidos por listas partidárias, geralmente organizadas previamente pelas legendas.
Esse modelo é adotado em diferentes formatos ao redor do mundo, como na Alemanha, Nova Zelândia e Japão. Em alguns países, os dois sistemas operam de forma independente, com cadeiras separadas para os eleitos por voto distrital e para os escolhidos pelo proporcional. Em outros, há vinculação entre ambos, com a vitória do candidato de um distrito condicionada ao número de vagas conquistadas pela legenda.
A combinação procura preservar a representação das diferentes correntes políticas e permitir que parte dos parlamentares tenha vínculo eleitoral direto com suas regiões.
Os efeitos sobre a composição do Parlamento dependem das regras escolhidas. Sistemas com compensação proporcional tendem a preservar o espaço dos partidos menores direcionados ao debate ideológico, enquanto modelos de distribuição independente podem favorecer legendas maiores especializadas em representação regional.
O debate em torno da adoção do sistema distrital misto não começou agora. Desde 2017, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 9212/2017, do ex-senador José Serra, que trata exatamente da implementação do modelo. O atual relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é o deputado Domingos Neto (PSD-CE).
Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro André Mendonça votou na manhã deste domingo (25) em um colégio de Brasília, e afirmou à imprensa que as eleições de 2026 marcam o início de um “novo ciclo” no país. Mendonça é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Terminam as eleições hoje e se começa o início de um novo ciclo dentro do país, onde aqueles que forem mantidos e aqueles que forem eleitos, renovando, possam fazer o melhor para o país que. É isso que a gente espera e que o grande vencedor seja o eleitor e seja o país”, disse o ministro a jornalistas antes de votar.
André Mendonça, criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), exaltou ainda a força da democracia e a liberdade da população em fazer a sua escolha.
“Hoje é um dia importante para a história do país, hoje se encerram as eleições. O povo decide com liberdade, com segurança quem irá representá-lo”, afirmou o vice-presidente do TSE.
O ministro se atrapalhou na hora de votar, indo para a cabine de votação sem ter feito a leitura biométrica. Chamado pela fiscal de mesa, retornou para a checagem biométrica e só depois se encaminhou para a votação, deixando o aparelho celular em uma mesa ao lado.
Ao votar em um colégio na cidade de São Paulo, por volta das 8h da manhã deste domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu a uma pessoa presente na sua seção eleitoral: “Não vamos cair não”.
O ministro não estava se referindo a qualquer dois dois candidatos a presidente ou mesmo sobre um eventual processo de impeachment, principal bandeira de diversos senadores eleitos e que tomarão posse a partir de fevereiro de 2027. Moraes estava falando do seu time de coração, o Corinthians, que neste sábado (24) entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão após perder de 3x2 do Vasco.
“Nós vamos resistir”, completou Alexandre de Moraes ao falar com um eleitor na sua seção.
Em conversa rápida com a imprensa, Alexandre de Moraes elogiou o sistema eleitoral brasileiro.
“Hoje nós terminamos mais um ciclo eleitoral, quero novamente parabenizar a Justiça Eleitoral. É mais uma eleição com calma, tranquilidade e transparência, mostrando novamente que o sistema eleitoral do Brasil é o melhor sistema eleitoral do mundo”, disse.
Outro comentário feito por Alexandre de Moraes foi sobre a força da democracia, e ao fato de o Brasil possuir eleições livres e que produzem vencedores conhecidos no mesmo dia da votação.
“Estamos começando agora às oito horas, às cinco nós terminamos e rapidamente o resultado sairá. Parabéns a todos os eleitores e todas as eleitoras que estão aparecendo é para deixar sua opinião, deixar seu voto e decidir o futuro do país”, concluiu Moraes.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, foi ao lado da família registrar o seu voto no segundo tunro das Eleições 2026, neste domingo (25). Ele vota na Faculdade de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.
“Lá em casa a gente vota junto por um Brasil melhor!”, escreveu na legenda. Na foto, ACM Neto aparece ao lado da esposa, Mariana, e dos filhos, Lívia, Marcela e Antônio.
Ao falar com a imprensa, Neto afirmou que considera o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para o futuro do país. “O Brasil não tá bem. A vida dos brasileiros não tá boa. Eu acho que esse consenso se formou de que Flávio pode ser a melhor opção para o futuro”, declarou.
Neto relacionou sua trajetória política ao período dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, seu primeiro mandato começou justamente no ano em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez. “É a oportunidade da gente começar uma nova história para essa nossa geração política que praticamente foi marcada ao longo de todos esses anos, dessas décadas, pela presença de Lula”, disse.
Na avaliação do ex-prefeito, Lula já tem seu espaço na história política brasileira e o momento seria de priorizar o futuro. “Ele já tem o seu lugar na história, isso tá lá, é o que ele fez como presidente. Agora é hora de olhar para o futuro. E olhar para o futuro é acreditar em Flávio presidente”, concluiu.
O presidente e candidato à reeleição votou no início da manhã em São Bernardo do Campo (SP). Lula (PT) chegou à Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, acompanhado da primeira-dama, Janja, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e de ministros.
Lula foi recebido por eleitores na entrada da escola. Além da esposa e do vice, estavam com o presidente: Fernando Haddad, Alexandre Padilha, Simone Tebet, Marina Silva, Luiz Marinho, Paulo Pereira, Leonardo Barchini e Moises Selerges.
Petista disse estar disputando a eleição "com um candidato chamado 'mentira'", em referência a Flávio Bolsonaro (PT). Presidente falou com apoiadores e a imprensa ao sair de casa, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
O presidente vai acompanhar a apuração com familiares e aliados no hotel Intercontinental, nos Jardins. Antes, Lula passará o dia em seu apartamento em Pinheiros. Não está prevista nenhuma interação com eleitores, mas, ontem, de improviso, à noite, ele fez uma saudação aos militantes da janela de sua casa, usando um megafone para falar, o que tem feito desde o início do segundo turno.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, aproveitou a primeira hora de votação neste domingo (25) para comparecer às urnas. Ele votou na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).
Após votar, Flávio Bolsonaro deu uma breve declaração aos jornalistas que estavam presentes no local.
“Muito feliz com a campanha neste segundo turno. Levamos alegria às pessoas nas ruas. Acho que chegou a hora da mudança de verdade. Ninguém aguenta mais como está. A esperança virou medo”, disse o candidato.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos, contra 45,16% de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas pesquisas de intenção de voto divulgadas neste sábado, o senador aparece na frente, mas dentro da margem de erro.
Os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o presidente da República. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.
A votação começa às 8h e termina às 17h (horário de Brasília).
Em cinco estados e no Distrito Federal, os eleitores irão também escolher governador. Nos outros locais, onde o governador já foi eleito no primeiro turno, será preciso apenas escolher o presidente.
ORDEM DE VOTAÇÃO
O segundo turno para escolha de governador ocorrerá nas seguintes unidades da Federação:
- Acre
- Amazonas
- Distrito Federal
- Espírito Santo
- Rio Grande do Norte
- Tocantins
Nesses locais, a ordem de votação na urna eletrônica será:
1 - Governador: digitar os dois números do candidato e confirmar
2 - Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar
Nos demais estados, a votação será assim:
1 - Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar
RECOMENDAÇÕES
- Eleitor deve consultar antecipadamente o local de votação, verificar a situação eleitoral e, se desejar, baixar o aplicativo e-Título.
- Leve os números dos candidatos anotados em um papel, a chamada colinha.
- Uso de telefone celular na cabine é proibido. O aparelho deve ser entregue aos mesários antes de votar.
- Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir na tela da urna eletrônica: a fotografia, o nome e o partido do candidato. Em caso de erro, basta apertar a tecla "Corrige" e refazer o procedimento.
O cantor e compositor Gilberto Gil compartilhou registro nas redes sociais onde faz uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a democracia às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
O artista, que participou do Ato Pela Democracia em Salvador no último final de semana e tem engajado em campanhas a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resgatou um trecho da entrevista dada para o programa 'Roda Viva', no qual ele fala sobre a importância da movimentação feita pela população.
No vídeo, o veterano chama a atenção dos telespectadores para a importância dos movimentos coletivos e das associações espalhadas pelo país. Vale lembrar que um dos atos mais fortes do segundo turno na campanha de Lula foi convocado por fã-clubes.
A neta do artista, Flor Gil, participou do Ato Pela Democracia ao lado de Caetano Veloso, no Rio de Janeiro. O artista fez questão de exaltar a participação da juventude em busca pelos direitos da sociedade.
“A gente fica consternado com tudo isso. Mas aí a consternação é suficiente? Não é suficiente. É preciso batalhar, é preciso luta. É preciso insistir no fortalecimento dos instrumentos, dos mecanismos democráticos que garantam a manifestação dos vários grupos, a liberdade de expressão, a eleição, a liberdade de associação”, afirmou o artista.
O instituto Palver, que no primeiro turno foi o único que acertou o percentual de 47% dos votos válidos para o candidato Flávio Bolsonaro, divulgou sua nova pesquisa nesta quarta-feira (21), e o resultado mostra o senador do PL com dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste segundo turno.
Segundo a pesquisa do Palver, Flávio Bolsonaro registra 50% das intenções de voto, enquanto Lula marca 48%. Eles estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,4 pontos percentuais.
Na rodada anterior da Palver, divulgada na última quinta (15), Flávio tinha 50%, e Lula, 49%. Seis dias depois, o senador do PL ficou estável e o líder petista oscilou um ponto para baixo.
Na véspera da votação em primeiro turno, a Palver mostrava Flávio com 47% e Lula com 43%. Nas urnas, no dia 4 de outubro, o senador teve 47,03% e o presidente, 45,16%.
A pesquisa Palver também mediu a rejeição de ambos. Questionados em quem não votariam “de jeito nenhum”, 49% dos eleitores apontam Lula, e 47% citam Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, 49% afirmam que votariam “com certeza” no candidato do PL, ante 47% que garantem o voto no atual presidente. Os que dizem que “poderiam votar” somam 2% para Flávio Bolsonaro e 1% para Lula.
Outro ponto abordado pela pesquisa Palver foi a certeza do voto no segundo turno. Questionados sobre o que poderia fazê-los mudar de candidato, a grande maioria respondeu que nada alteraria a escolha.
Entre os eleitores de Lula, 79% dizem que nada os faria mudar de voto. Entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 80%.
O levantamento foi realizado com cinco mil entrevistados pela Palver de 18 a 20 de outubro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,4 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº BR-04612/2026.
A atriz Regina Casé declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição em 2026.
Com vídeo compartilhado no Instagram, a veterana relembrou a trajetória como eleitora e suas personagens na teledramaturgia, cruzando os caminhos para defender o voto feminino, além de lembrar o período da ditadura.
“No dia 25 eu vou acordar cedinho de novo e vou votar levando no coração essas e tantas outras mulheres como elas que eu conheço tão bem e tão de perto! Elas me pedem o tempo todo e eu vou votar 13. É Lula!. [...] Eu tenho tanto orgulho de todos os meus trabalhos, muito orgulho mesmo, porque essas mulheres todas, elas querem ter voz. Elas querem votar”, afirma.
No vídeo, Casé revela que foi uma das primeiras pessoas a chegar para votar em sua seção e que guarda até hoje todos os comprovantes de votação. “Vota como uma mãe que quer amor no Brasil. Vota 13. É Lula.”.
Maioria dos eleitores demonstra maior firmeza no voto em 2026 na comparação com a última disputa presidencial. É o que indica a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5), segundo a qual 57% dos entrevistados se dizem mais decididos a votar no pleito deste ano do que na eleição de 2022.
Contratado pela TV Globo e registrado no TSE sob o número BR-03669/2026, o levantamento ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os números divulgados apontam que 57% dos entrevisados está mais decidido a votar; 32% está igual a 2022; 11% está menos decidido a votar e 1% não soube.
A pesquisa Datafolha apontou ainda que, para a Presidência, os eleitores de Flávio Bolsonaro (68%) e de Luiz Inácio Lula da Silva (61%) lideram o índice de maior certeza no voto em relação a quatro anos atrás. Por outro lado, os apoiadores de Romeu Zema (22%) e Ronaldo Caiado (17%) figuram como os menos decididos do grupo.
Já na fatia do eleitorado considerada nem petista nem bolsonarista, 40% afirmam estar mais certos sobre a escolha do que em 2022, índice próximo ao dos que se declaram na mesma situação (41%). Outros 18% deste segmento dizem estar menos decididos.
As eleições gerais deste ano contarão com o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência aptos a votar.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que 1.963.551 pessoas têm algum tipo de deficiência, um crescimento de 42,5% em relação a 2022, quando esse número era de 1.377.787 pessoas.
Os tipos de deficiência incluem pessoas com dificuldade de locomoção, deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física, intelectual ou outras condições que demandem adaptações no local de votação.
Entre os eleitores com deficiência aptos a votar nas Eleições 2026, 45,46% do total se enquadram na categoria “outros”.
Aproximadamente 617 mil pessoas declararam ter deficiência de locomoção; 319 mil têm deficiência visual e mais de 182 mil têm deficiência auditiva.
Mais de 64 mil pessoas com deficiência informaram ter dificuldade para o exercício do voto.
Para acompanhar esse aumento, a Justiça Eleitoral ampliou a estrutura destinada a garantir o exercício do voto com autonomia e segurança.
O número de seções eleitorais principais com acessibilidade passou de 156.296 em 2022 para 223.587 este ano, um crescimento de 43%.
Quem necessita de um local de votação adaptado pode solicitar a transferência para uma seção eleitoral acessível, instalada em locais com rampas, elevadores e trajetos livres de obstáculos físicos, por exemplo.
Para isso, é necessário atualizar o cadastro junto à Justiça Eleitoral, informando a condição de deficiência ou mobilidade reduzida.
O pedido pode ser feito pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral ou presencialmente no cartório eleitoral.
O prazo para solicitar a transferência para uma seção acessível termina no dia 20 de agosto.
Sem citar nomes, a primeira-dama Janja rebateu, nesta terça-feira (30), declaração dada pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo de que as mulheres “estatisticamente votam mal”.
Janja repudiou a fala de Figueiredo durante discurso que fez na 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reúne em Brasília representantes do poder público e da sociedade civil para debater diretrizes da Agenda 2030.
“E aqui eu faço uma pausa para lamentar que alguém vá à imprensa dizer que nós, mulheres, não sabemos votar. Aqui eu deixo meu repúdio a essa pessoa porque nós, sim, nós somos maioria da população e sabemos muito bem conduzir uma nação ao seu pleno desenvolvimento, andando lado a lado com os companheiros homens para que esse Brasil finalmente chegue ao seu lugar”, declarou a primeira-dama.
A declaração repudiada por Janja foi feita por Paulo Figueiredo em um vídeo divulgado na última segunda (29), em que o influenciador fez diversas críticas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Figueiredo, que é investigado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não apresentou dados, pesquisas ou estudos que pudessem embasar sua afirmação sobre o comportamento eleitoral das mulheres.
“Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras não, isso que eu tô dizendo, pode arrancar os pentelhos das calcinhas, pode fazer o que você quiser”, disse Figueiredo.
O influenciador, que mora nos Estados Unidos e atua em conjunto com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também foi rebatido pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que disse que ele “defeca pela boca”. A senadora também pediu que Figueiredo seja proibido de se comunicar publicamente por meio das redes sociais e de outros canais de comunicação.
“Esse traidor da pátria, foragido da justiça brasileira, covarde, parvo, néscio, limítrofe, lerdo, acéfalo, não amado, medroso, inseguro, complexado por não conseguir ser ninguém além de um neto de ditador, resolve, lá dos EUA, defecar pela boca. Independente de quem seja a mulher atacada, se mexeu com uma, mexeu com TODAS”, afirmou Soraya.
Em resposta a Soraya e outras críticas que recebeu, Paulo Figueiredo disse na rede X que reiterava suas afirmações e completou: “mulher não apenas vota mal, mulher vota mal pra caralho!”.
A Paraná Pesquisas divulgou, nesta sexta-feira (23), uma pesquisa sobre o cenário eleitoral do estado do Paraná. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de janeiro deste ano.
O instituto analisou a aprovação do governador Ratinho Junior, que já alcança 85,5% de aprovação popular. Do total de entrevistados, 36,5% avaliam a gestão como ótima e 38,3% como boa, enquanto apenas 11,5% desaprovam a administração.
Apesar de Ratinho Junior não poder disputar a reeleição direta, seu nome ainda aparece espontaneamente quando os eleitores são questionados sobre o próximo governador do Estado. Na pesquisa espontânea, 74,2% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Entre os nomes citados, Ratinho Junior aparece com 9,5%, seguido por Sergio Moro (4,5%) e Requião Filho (2,2%).
Nos cenários estimulados, quando uma lista de candidatos é apresentada, o ex-juiz e senador Sergio Moro (União) lidera a disputa. No primeiro cenário testado, Moro registra 41,6% das intenções de voto, à frente de Alvaro Dias (19,7%), Requião Filho (19,5%) e Guto Silva (5,7%). Em outro cenário, com a inclusão do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, Moro mantém a liderança com 37,8%, enquanto Alvaro Dias e Greca empatam com 17,5%.
As simulações de segundo turno reforçam a vantagem de Sergio Moro. Ele venceria todos os adversários testados, com destaque para a disputa contra Alexandre Curi (56,0% a 28,2%) e contra Requião Filho (55,9% a 33,4%). Mesmo nos cenários mais equilibrados, como diante de Alvaro Dias e Rafael Greca, Moro aparece numericamente à frente.
Em relação à rejeição, Requião Filho lidera com 30,2%, seguido por Sergio Moro, que apresenta 20,2%.
No cenário para o Senado Federal, o grau de indefinição é ainda maior. Na pesquisa espontânea, 82,5% dos eleitores não souberam indicar um nome. Já no cenário estimulado, em que os entrevistados puderam citar até dois candidatos, Alvaro Dias lidera com 47,5%, seguido por Alexandre Curi (36,2%), Cristina Graeml (26,0%) e Filipe Barros (23,0%). Alvaro Dias também aparece como o mais rejeitado para o Senado, com 21,0%.
A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em 54 municípios do Paraná, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas de forma presencial e individual.
Ciro Gomes lidera as intenções de voto para o governo no Ceará. Os dados são de pesquisa divulgada na manhã desta quinta-feira (22), realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 17 e 21 de janeiro de 2026. O levantamento ouviu 1.502 eleitores, tem grau de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais.
Na corrida pelo Palácio da Abolição, o ex-ministro Ciro Gomes aparece na liderança tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada. No cenário espontâneo, quando o eleitor responde livremente, Ciro soma 15% das intenções de voto, seguido pelo atual governador Elmano de Freitas, com 12,3%, e pelo ex-governador Camilo Santana, com 4%. 60,2% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não opinar.
Já no cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Ciro Gomes amplia a vantagem e atinge 44,8% das intenções de voto, enquanto Elmano de Freitas aparece com 34,2%. O senador Eduardo Girão surge em terceiro lugar, com 7,9%.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Ciro e Elmano, o ex-ministro venceria com 51,9% das intenções, contra 37,2% do atual governador, indicando uma vantagem confortável no confronto direto.
A pesquisa também avaliou a corrida para o Senado Federal em diferentes cenários estimulados, nos quais os entrevistados puderam citar até dois candidatos.
No primeiro cenário, Capitão Wagner lidera com 44,7% das menções, seguido por Eunício Oliveira, com 35,2%, e Luizianne Lins, que registra 25,1%. Sem a presença de Capitão Wagner, Eunício assume a dianteira com 37,3%, em empate técnico com Roberto Cláudio, que aparece com 35,9%.
O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Guimarães (PT) apresenta o maior índice: 22,% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Na sequência aparece Capitão Wagner, com rejeição de 20%.
Um total de 42% dos moradores da capital baiana afirmou não lembrar em quem votou para o cargo de deputado estadual e senador, na última eleição geral, ocorrida em 2022. O número é semelhante ao registrado ao índice de 45%, que não se recordam do seu destino ao voto de deputado federal.
O dado foi extraído pelo Bahia Notícias na pesquisa "Viver nas Cidades: Qualidade de Vida”, do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Sesc-SP, executado pela Ipsos-Ipec, divulgado em dezembro de 2025. Segundo o levantamento, somente 35% dos entrevistados indicaram lembrar em quem depositou seu voto para deputado estadual na disputa eleitoral.
Outros 23% revelaram não votar em 2022. Salvador ocupa a 3ª colocação entre as dez capitais pesquisadas no que diz respeito ao número de pessoas que não se lembram em quem votaram para deputado estadual nas eleições de 2022.
A cidade fica atrás apenas de Belém (46%) e Fortaleza (44%), que registram os maiores índices de esquecimento. As cidades com os eleitores que possuem a memória mais "fresca" sobre essa escolha são Goiânia (32% de esquecimento) e Porto Alegre (34%).
Neste quesito, Salvador ocupa a 9ª colocação no ranking das cidades onde os eleitores mais se lembram em quem votaram para deputado da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Esse índice coloca Salvador à frente apenas de Belém, que ocupa a última posição com 33% de lembrança.
O desempenho do município está abaixo da média geral das dez capitais, que é de 39%. Já no deputado federal, somente 34% da população se recorda em quem escolheu para ocupar uma vaga na Câmara e outros 22% não votaram ao posto.
A capital baiana divide a 1ª colocação com Belém no ranking das dez capitais pesquisadas com o maior índice de eleitores que não se lembram em quem votaram para parlamentar federal. O índice de esquecimento de Salvador é significativamente maior que a média geral das dez capitais consultadas, que ficou em 37%.
Apenas 34% dos soteropolitanos afirmaram se lembrar do nome escolhido para o cargo, o menor índice de recordação entre todas as cidades da lista. Os demais 22% declararam não ter votado naquela eleição. Para senador, somente 34% do público participante lembra de quem votou.
A cidade ocupa a 8ª colocação (empatada com Belém) entre as dez capitais pesquisadas no ranking de eleitores que se lembram em quem votaram para senador nas eleições de 2022. O percentual de lembrança é inferior à média geral das dez capitais consultadas, que ficou em 38%. A lista com os eleitores de memória mais persistente para o Senado são Porto Alegre (48%) e Goiânia (46%).
No extremo oposto, Recife apresenta o menor índice de recordação, com apenas 33%. Salvador ocupa a 3ª colocação entre as cidades com o maior índice de eleitores que não se lembram em quem votaram para o Senado nas eleições de 2022.
Foram efetuadas 3.500 entrevistas de forma online com internautas de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais (ABCDE), residentes em Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. A coleta dos dados aconteceu de 02 a 27 de dezembro de 2024 e foram divulgados em dezembro do ano passado.
Segundo o instituto, a amostra foi elaborada com base em dados do Censo 2010, PNADC 2022 e dados do Ipec Inteligência, com controle de cotas pelas variáveis sexo, idade, classe social e ocupação. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Representantes do Corinthians voltaram a discutir, na noite de sexta-feira (5), a possibilidade de incluir os sócios-torcedores no processo eleitoral do clube. A audiência, realizada no auditório de imprensa da Neo Química Arena, reuniu conselheiros, associados e torcedores, que apresentaram propostas distintas, mas convergiram na defesa do direito de voto para integrantes do programa Fiel Torcedor.
Os participantes debateram sugestões para a redação do artigo 21 da reforma estatutária. Atualmente, o estatuto impede o voto de sócios-torcedores. Embora tenha havido consenso sobre a inclusão desse grupo no processo eleitoral, os presentes divergiram em pontos como valor das mensalidades, tempo mínimo de permanência no programa e regras de elegibilidade, entre elas, a possibilidade de aplicar o direito a quem já é participante.
Algumas propostas incluíram critérios adicionais, como frequência mínima em jogos na Neo Química Arena. A medida foi criticada por parte do público, incluindo o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que avaliou que a exigência restringiria o acesso dos torcedores. Também houve quem defendesse ampliar o escopo de votação para cargos do Conselho Deliberativo.
A reunião contou com cerca de 100 participantes, número superior ao da primeira audiência, realizada no Parque São Jorge. Diante da unanimidade pela ampliação do voto, Tuma recomendou à Comissão de Reforma Estatutária a retirada da proposta que mantinha o impedimento aos sócios-torcedores.
"Diante de tudo o que eu vi, que se elimine a proposta de não votar. Ninguém propôs que não vote. Temos que ter duas propostas, em qualquer uma delas o fiel torcedor possa votar. Ninguém veio falar contra, por que vai ter proposta que fala que o Fiel não vai votar?", questionou.
A votação da reforma estatutária, antes prevista para 24 de novembro, foi adiada para ampliar o debate. Um ciclo de audiências seguirá até o início de 2026. A nova data para apreciação do texto pelo Conselho Deliberativo está prevista para fevereiro do próximo ano.
O candidato à prefeitura de Salvador, Kleber Rosa (PSOL), votou na manhã deste domingo (6), no PAF 1, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina. O prefeiturável destacou que "está confiante" em alcançar o segundo lugar na disputa eleitoral e ir para o segundo turno.
Kleber Rosa destacou que "está muito feliz" com a caminhada que percorreu durante a disputa eleitoral ao lado da candidata a vice-prefeita, Dona Mira Alves (PSOL). O psolista disse que a candidatura alcançou um patamar "acima das expectativas", conseguiu contagiar a população soteropolitana, e conquistou corações e mentes.
"Nossa candidatura conseguiu furar diversas bolhas, conseguiu vencer diversos obstáculos. Mesmo com a grande disparidade de estrutura e de recursos em relação aos meus outros adversários, colocamos na ordem do dia diversos assuntos que são de interesse da cidade e que estavam sendo negligenciados tanto pela atual gestão como pelos outros candidatos à prefeitura", avaliou.
O candidato frisou que apresentou propostas inovadoras, com seriedade e responsabilidade, que visam melhorar a qualidade de vida da população soteropolitana.
"Queremos agradecer o apoio que recebemos de toda militância, dos partidos de esquerda, e dos movimentos sociais que abraçaram a nossa candidatura. Tenho certeza que o povo de Salvador neste domingo vai votar no 50. Vai votar em Kleber Rosa e Dona Mira. Vai colocar a esquerda de verdade no segundo turno", disse o candidato do PSOL.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) celebraram um termo de cooperação técnica para assegurar o direito ao voto de presas e presos provisórios, bem como de adolescentes internados em unidades socioeducativas em todo o estado. O termo foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, e pelo presidente do TRE-BA, desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto.
O acordo permanece em vigor até a conclusão das eleições municipais de 2024, incluindo eventuais segundo turnos. Coordenador do Núcleo Eleitoral do MP (Nuel), o promotor de Justiça Millen Castro destacou a relevância do termo. “A iniciativa demonstra que o sistema de Justiça vem trabalhando para garantir a participação democrática de todos, inclusive daqueles que estão provisoriamente com a liberdade restringida, inclusive com a criação de seções eleitorais provisórias para tanto”, destacou.
O acordo beneficia presas e presos provisórios, além de adolescentes internados com idade entre 16 e 21 anos, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Ministério Público da Bahia terá a responsabilidade de acompanhar os mutirões para emissão de documentos de identificação, monitorar os trabalhos da Justiça Eleitoral relacionados ao alistamento, revisão e transferências eleitorais nos estabelecimentos penais e unidades de internação, e supervisionar a veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, garantindo o acesso das eleitoras e eleitores em situação de custódia.
O promotor de Justiça Edmundo Reis, coordenador da Unidade de Execução e Monitoramento da Pena (Umep), destacou o impacto positivo para a reintegração social dos presos provisórios. "Este acordo representa um passo importante para a manutenção da cidadania e universalização do voto. Apesar de garantido pela Constituição Federal de 1988, o direito ao voto dos presos provisórios só foi efetivamente exercido a partir de 2010, quando o TSE regulamentou a instalação de urnas em presídios e unidades de internação. Esta ação é essencial para assegurar que indivíduos tecnicamente inocentes, cujos processos ainda estão em fase de formação de culpa, possam exercer seus direitos políticos”, ressaltou o promotor.
A promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi Meira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Criança e do Adolescente (Caoca), reforçou que garantir o direito ao voto para adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado é fundamental para o fortalecimento do regime democrático e para a concretização do princípio da proteção integral do público infantojuvenil.
“A participação no processo eleitoral propicia que o adolescente desenvolva seu senso crítico, exercite a cidadania, sentindo-se, inclusive, parte da vida em sociedade, assegurando o cumprimento de um dos objetivos da intervenção sociopedagógica que está em curso, qual seja, da integração e garantia de seus direitos individuais e sociais, bem como dos princípios da não discriminação e do fortalecimento dos vínculos comunitários, trazendo, enfim, inúmeros benefícios para a construção do seu projeto de vida e para a própria sociedade”, destacou a promotora.
De 22 a 24 de fevereiro, 36 iniciativas que trabalham por mais diversidade na política se reúnem no encontro +Representatividade, em Salvador, para compartilhar estratégias, construir alianças, trocar aprendizagens e conhecer novas pesquisas, ferramentas e tendências eleitorais que possam subsidiar a atuação nas eleições de 2024.
"O encontro é um espaço de construção de solidariedade e troca de experiências entre essas iniciativas que atuam para inovar na política” ressalta Ingrid Farias, Diretora de Articulação e Parcerias do Instituto Update.
De acordo com a diretora, esse ecossistema é composto de iniciativas por +Representatividade que são grupos, movimentos, organizações que, estando ou não ligados a um partido político, têm o compromisso com a defesa da democracia, com garantia da justiça climática, e da justiça de raça e gênero. "As iniciativas estão focadas em eleger os principais grupos sociais que defendem essas agendas na política institucional, ou seja, mulheres, pessoas negras, indígenas e lgbtqiapn+, como estratégia de participação política para avançar na garantia de direitos para toda população", completa.
O encontro +Representatividade em Salvador é uma realização do Instituto Update em parceria com ANMIGA - Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade, Articulação de Mulheres Negras Brasileiras, Casa das Mulheres do Nordeste, COMUNEMA - Coletivo de Mulheres Negras Maria-Maria, Eu Voto em Negra, IMENA - Instituto das Mulheres Negras do Amapá, Odara - Instituto da Mulher Negra e Rede de Mulheres Negras de Pernambuco.
Programado para ser rodado no estado da Geórgia, no sul dos Estados Unidos, o filme “Emancipação” não será mais gravado no local.
De acordo com informações do G1, os produtores do longa-metragem estrelado por Will Smith, cujo tema aborda escravidão, desistiram da locação após o governador aprovar uma lei que restringe o voto e dificulta a participação de comunidades negras e outras minoias nas eleições.
Segundo a publicação, a iniciativa se soma a uma onda de críticas públicas e boicotes de empresas, organizações esportivas e de entretenimento, devido à mudança implementada no mês passado.
"Não podemos, em sã consciência, fornecer apoio financeiro a um governo que promulga leis eleitorais regressivas destinadas a restringir o acesso dos eleitores", diz comunicado assinado por Smith e o diretor Antoine Fuqua e enviado à France Presse. “Infelizmente, nos sentimos obrigados a realocar nosso trabalho de produção cinematográfica da Geórgia para outro estado", pontuaram.
A legislação promulgada pelo governador republicano determina requisitos de identificação do eleitor, além de limitar número de urnas e proibir que voluntários forneçam água para os eleitores que podem aguardar em filas por horas.
“As novas leis de votação da Geórgia lembram as barreiras para votar que foram aprovadas no final da Reconstrução para impedir o voto de muitos americanos", escreveram Smith e Fuqua.
Gilberto Gil, que recentemente lançou “Ok Ok Ok”, um disco de inéditas considerado por ele o primeiro da sua velhice (clique aqui e saiba mais), comentou em entrevista à Folha de S. Paulo o momento político do país que o motivou a escrever a faixa-título do álbum. A música é uma espécie de resposta à cobrança de que o artista baiano se manifeste publicamente. “Talvez o pedido seja para não ter a obrigação de dar opinião sobre tudo o tempo todo. Não que você não tenha opiniões. Tem muitas, e às vezes até contraditórias. Mas essa exigência de que você opine e seja uma espécie de agente realizador do desejo e da esperança de todos incomoda. Essa coisa de salvador ou herói”, explica Gil sobre a canção, que tem versos como “Ok Ok Ok Ok Ok Ok / Já sei que querem a minha opinião / Um papo reto sobre o que eu pensei / Como interpreto a tal, a vil situação”.
Na entrevista Gil falou ainda sobre sua posição quanto a participação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva nas eleições. “Quando eu fui num show do Lula Livre, evento aqui no Rio de Janeiro em prol da libertação dele, disse que, diferentemente de muitos que querem Lula solto para votar nele, eu necessariamente não quero ele livre por isso”, revelou o cantor, afirmando ser falsa a impressão de que por ter sido ministro da Cultura no governo de Lula votaria no PT. “Eu acho que Lula deve ser solto porque sua prisão é injusta em vários aspectos. E, neste sentido, ele deveria estar aí, como nós, vivendo a plenitude das lutas partidárias e das disputas democráticas, coisa que ele está impedido de fazer. Sou Lula Livre, mas não necessariamente para votar nele”, defendeu o músico, acrescentando que não é o único com esta opinião. “São muitos os que assim a consideram: juristas —daqui e de outros cantos do mundo—, cronistas políticos, milhões de eleitores. Eu não estou sozinho, muito pelo contrário”.
Caetano Veloso rechaçou, por meio de suas redes sociais, as comemorações pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incluíram fogos de artifício e distribuição de cerveja grátis. “Ouvi foguetes no Leblon. Eu me sinto mal se penso que soltam foguetes porque um homem foi preso. Talvez porque eu já tenha sido preso”, escreveu o músico baiano, nesta segunda-feira (9), lembrando o tempo de exílio. Caetano disse ainda celebrar, sequer, a prisão de Eduardo Cunha. “E olha que ele está a milhões de anos luz de ter sido o presidente do país que saiu do segundo mandato com 80% de aprovação, retirou milhões da miséria e botou o Brasil na capa da bíblia liberal da imprensa anglófona”, disse ele, comparando Lula ao ex-deputado peemedebista. “Detesto a polarização, mas os soltadores de foguete de hoje quase me põem a alma numa dessas bolhas mesquinhas. Recuso-me. Respiro fundo, espero o tempo andar, presto atenção em [Guilherme] Boulos, na adorável Manuela [D’Ávila], no anúncio da divina Marina [Silva] e na chegada de Joaquim Barbosa”, acrescenta Caetano, que diz se preparar “para, com mais firmeza, votar em Ciro Gomes, como uma homenagem a Lula, ao FHC do real, aos esforços para engrandecer o Brasil”.
Com "membros diversos", eles querem dizer pessoas negras, latinas e outras minorias. "A Academia vai liderar (a mudança), em vez de esperar a indústria para recuperar o atraso", declarou a presidente Cheryl Boone Isaacs. Para reverter essa realidade, a Academia pretende promover uma campanha "ambiciosa e global" para identificar e recrutar possíveis novos membros "que representem uma maior diversidade".
Já a partir deste ano, o "visto" para votação de cada novembro será válido por 10 anos e renovável se o membro se mantiver ativo na indústria no período. Os membros com mais de três décadas de contribuição receberão direito vitalício à votação, o que valerá também para aqueles que forem premiados os indicados ao Oscar.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.