Artigos
Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
violencia no campo
A ex-candidata a vereadora Marta Dias de Barros foi condenada a 24 anos de prisão por mandar matar o marido, o lavrador Regimalco dos Santos Mirante. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (28) no fórum de Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano.
Familiares e amigos da vítima acompanharam o júri vestidos de preto e com camisetas que estampavam a foto de Regimalco. Segundo o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, ele foi morto em 2017 na zona rural de Aracatu, também no Sudoeste, onde morava com a acusada. O lavrador foi encontrado morto com o corpo queimado e apedrejado.
As investigações apontaram Marta como mandante. Ela chegou a ser presa na época, mas acabou liberada meses depois por falta de provas. Mesmo respondendo ao processo, Marta se candidatou nas últimas eleições pelo União Brasil, declarando bens avaliados em R$ 37 mil.
Durante o júri, um homem, de 59 anos, morador da zona rural de Tanhaçu, na mesma região, foi preso em flagrante por falso testemunho após apresentar contradições no depoimento.
Ele foi conduzido à delegacia de Brumado e teve fiança arbitrada em três salários mínimos. Com a decisão do Conselho de Sentença, a agora condenada deve cumprir a pena em regime fechado.
Agricultores bloquearam um trecho da BR-101 em Itamaraju, no Extremo Sul da Bahia nesta sexta-feira (31). O protesto cobra ações do governo estadual diante do aumento da violência no campo e dos conflitos fundiários que envolvem produtores rurais e indígenas na região.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, os participantes usaram tratores, pneus e faixas com frases como “Produtores morrem enquanto o crime organizado lucra” e “Tráfico e invasão não são causa indígena”. O grupo impediu a passagem de veículos nos dois sentidos da rodovia, o que gerou congestionamento e lentidão no tráfego.
De acordo com um panfleto distribuído pelos organizadores, os agricultores afirmam que “vidas estão sendo interrompidas” e que o “governo do Estado tem o dever de agir”. Eles cobram segurança, paz e justiça, alegando que o campo vive sob ameaça constante e que há omissão do poder público diante do avanço de invasões e da atuação de grupos armados.
O bloqueio foi motivado pelo ataque ocorrido na última terça-feira (28), quando um grupo armado invadiu um assentamento na zona rural de Itamaraju e matou dois agricultores, Alberto Carlos dos Santos, de 60 anos, e o filho Amauri Sena dos Santos, de 37. Uma terceira vítima ficou gravemente ferida.
Os manifestantes atribuem a ação a supostos indígenas envolvidos em disputa pela posse de terras na região. O caso aumentou a tensão entre produtores e comunidades indígenas, que já vinham se enfrentando em outras áreas do extremo sul baiano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.