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violencia domestica e familiar
A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Juazeiro, no norte do estado, cumpriu mandados de prisão preventiva contra dois homens investigados, nesta terça-feira (25), por crimes em contexto de violência doméstica e familiar.
O primeiro preso, de 23 anos, é investigado pelo crime de lesão corporal dolosa. O inquérito foi instaurado em 16 de novembro, após a ex-companheira comparecer à DEAM para relatar as agressões sofridas, culminando na representação pela prisão preventiva.
Já o segundo indivíduo teve a prisão decretada por uma série de crimes, incluindo lesão corporal, incêndio em casa habitada, dano qualificado e violência psicológica.
O procedimento apuratório foi iniciado após o registro da vítima em 19 de novembro, que denunciou agressões e situações de risco à sua integridade física e mental.
Ambos os custodiados foram submetidos aos exames de lesões corporais e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
Essa ação é dentro do contexto da Operação Escudo de Maria. A ação reforça o trabalho da Polícia Civil no combate aos crimes de violência de gênero na região Norte da Bahia.
A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) quer mudanças no fluxo dos processos da vara de família. Em recomendação enviada ao Tribunal de Justiça (TJ-BA), a DP-BA solicita a alteração para que as ações da área que envolvam contextos de violência doméstica e familiar contra a mulher não sejam automaticamente encaminhadas para audiências de mediação e conciliação.
Pelo fluxo habitual, como relata a DP-BA, os processos são direcionados ao Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc), na tentativa de uma solução conciliatória. No entanto, o problema, segundo a Defensoria, é que, nessas audiências, a mulher vítima de violência acaba novamente exposta ao agressor. A Defensoria ainda pontua que nem sempre a vítima tem condições de negociar com esse parceiro em condições paritárias e justas.
Pela proposta da DP-BA, os processos envolvendo mulheres com medida protetiva seriam diretamente encaminhados para audiência com juiz.
“Consideramos essa modificação técnica no sistema do PJe (Processo Judicial Eletrônico) relativamente simples e importantíssima às mulheres vítimas de violência, que precisam acessar a Vara da Família para resolver questões relacionadas à pensão alimentícia, guarda ou divórcio”, afirmou a defensora pública Viviane Luchini.
Ela explica que as mulheres beneficiadas pela Lei Maria da Penha não podem ser submetidas a encontros com o próprio agressor, de modo que a conciliação se torna uma etapa inadequada, devendo, então, ser suprimida. O ofício com a recomendação foi encaminhado pela coordenadora da Especializada de Proteção aos Direitos Humanos e do Núcleo de Defesa das Mulheres (Nudem), Livia Almeida, à presidência e Coordenadoria da Mulher do TJ-BA.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Waldeck Ornelas
"Esses carros não serão vendidos na Bahia, terão que ser exportados, levados pros mercados das outras regiões. Como eles vão ser transportados se a gente não tem ferrovias e rodovias? Restam os portos, mas nós temos um único terminal de contêineres que está estrangulado. É preciso encontrar caminhos para ampliar o pátio, se não não teremos continuidade no crescimento".
Disse o ex secretário de Planejamento, Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia e ex-ministro da Previdência do governo FHC classificou como um desafio a logística de escoamento da produção da fábrica da BYD, em Camaçari. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (22), na rádio Antena 1.