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vilma reis
A deputada estadual eleita Vilma Reis (PT) defendeu a possibilidade de a ministra da Cultura, Margareth Menezes, disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições municipais de 2028. Em entrevista ao Bahia Notícias, a petista classificou a eventual candidatura como revolucionária e afirmou que as portas do Partido dos Trabalhadores estão abertas para a filiação da artista, cujo nome começa a circular nos bastidores como uma possível alternativa para a disputa na capital baiana.
A defesa de Margareth ocorre em meio à articulação do PT para conquistar a Prefeitura de Salvador em 2028, objetivo apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das prioridades políticas do grupo. Durante a convenção eleitoral realizada em 1º de agosto, Lula cobrou maior empenho das lideranças petistas para vencer a disputa na capital, que permanece fora do comando do partido apesar de a legenda governar a Bahia há duas décadas.
Na avaliação de Vilma, a conquista do Palácio Thomé de Souza deve mobilizar as principais lideranças da base governista estadual, especialmente aquelas com atuação política e eleitoral em Salvador. A deputada eleita afirmou que o grupo já trabalha com esse objetivo e defendeu uma agenda voltada às regiões mais populosas da cidade, como o Subúrbio Ferroviário, Cajazeiras, Liberdade e Itapuã, que, segundo ela, enfrentam problemas históricos relacionados à oferta de serviços públicos e à infraestrutura.
Nesse cenário, Vilma apontou Margareth Menezes como um nome capaz de contribuir para o projeto político do PT na capital. A parlamentar destacou a trajetória de 36 anos da artista e o trabalho desenvolvido antes de sua chegada ao Ministério da Cultura, com iniciativas de impacto social e formação de jovens em comunidades de Salvador.
Entre os exemplos citados está o Mercado IAÔ, na Península de Itapagipe, iniciativa que, segundo Vilma, contribuiu para a formação de jovens de bairros como Uruguai, Massaranduba e Jardim Cruzeiro. Para a deputada, a atuação da ministra demonstra uma experiência que vai além da carreira artística e nem sempre recebeu a devida visibilidade pública. "Eu penso que a presença de Margareth Menezes nessa disputa para a 2028 é revolucionária, porque Margareth, ao longo de 36 anos, abriu o mercado IAO criou possibilidade num lugar que era abandonada, a Península de Itapagipe, toda aquela juventude, era largada", defendeu.
MINISTÉRIO DA CULTURA E CRÍTICAS A ATUAL GESTÃO MUNICIPAL
Vilma Reis também elogiou a atuação de Margareth à frente do Ministério da Cultura (MinC), destacando o trabalho de reconstrução da pasta, a execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc e a articulação em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Cultura.
A proposta prevê a destinação de recursos públicos para o financiamento do setor cultural, com percentuais de 2% do orçamento da União, 1,5% dos estados e 1% dos municípios. Segundo a deputada, a medida poderá ampliar significativamente o financiamento da cultura no país. Vilma também mencionou mudanças relacionadas ao Microempreendedor Individual (MEI) para trabalhadores da área cultural como parte das ações que considera relevantes na atual gestão.
Ao defender a possibilidade de Margareth entrar na política municipal, a petista fez críticas à atual administração de Salvador. Para ela, a cidade precisa ampliar as políticas públicas destinadas à população de baixa renda e não pode continuar, em sua avaliação, sendo governada prioritariamente para a classe média alta e os mais ricos.
Vilma também lamentou o êxodo de aproximadamente 258 mil pessoas da capital baiana, número que associou à falta de oportunidades. Nesse contexto, defendeu a necessidade de lideranças com capacidade de formular políticas para enfrentar desigualdades sociais e ampliar as perspectivas econômicas da população. "Dói muito no nosso coração quando a gente sabe que nessa cidade de Salvador, 258 mil pessoas foram embora por falta de oportunidade, a gente precisa de mentes brilhantes, exatamente como Margareth Menezes. Viva a potência das mulheres negras na política", declarou.
A deputada relacionou essa agenda às prioridades anunciadas pelo PT para 2028, especialmente a aproximação com comunidades historicamente menos atendidas pelas políticas municipais. Em entrevistas anteriores, ela já havia defendido maior presença do grupo político no Subúrbio Ferroviário e em outras regiões periféricas, além de destacar a necessidade de ampliar a oferta de creches e fortalecer as políticas voltadas à primeira infância.
CONVITE AO PT E TEMPO DE MARGARETH
Questionada sobre a possibilidade de formalizar um convite para que Margareth Menezes se filie ao PT e entre na disputa municipal, Vilma confirmou que o espaço está aberto, mas ressaltou que a decisão depende do momento da ministra.
A deputada eleita afirmou compreender que Margareth precisa avaliar o próprio tempo, considerando a carreira artística, as responsabilidades à frente do Ministério da Cultura e a liderança que exerce no setor. Apesar disso, demonstrou otimismo em relação à possibilidade de a ministra assumir um novo papel na política baiana.
A parlamentar concluiu que a possibilidade de Margareth disputar a Prefeitura de Salvador permanece no horizonte político do grupo. A eventual entrada da ministra na corrida eleitoral, no entanto, ainda depende de uma definição pessoal e partidária, enquanto o PT começa a organizar suas articulações para tentar conquistar o comando da capital baiana em 2028. "Esse convite (do PT) está aberto a ela, mas eu entendo que ela como artista, com as tarefas que ela tem também e a liderança que ela tem, ela deve estar se dando um tempo, e eu acho bonito também que as pessoas se dêem esse descanso não vão numa coisa assim muito frenética", concluiu.
Entre os altos e baixos da bolsa de apostas sobre quem será o candidato - ou candidata - a vice na chapa encabeçada por Geraldo Júnior (MDB) para a prefeitura de Salvador, o nome da socióloga e ativista de direitos humanos Vilma Reis passou a ser cogitado de forma mais frequente nos bastidores da política baiana nas últimas semanas.
Apesar de o próprio vice-governador Geraldo Júnior já ter citado Vilma como potencial nome para ocupar o posto em sua caminhada soteropolitana, informações apuradas pelo Bahia Notícias dão conta que o movimento não deve prosperar. Em 2022, Vilma Reis foi a candidata do PT mais votada em Salvador com pouco mais de 35 mil votos. Ao todo, a militante recebeu 60.949 votos da população baiana.
Fontes ligadas ao PT baiano revelaram que o foco do partido é fazer duas suplentes assumirem temporariamente mandatos em Brasília, inclusive Vilma Reis. A movimentação seria feita com as licenças dos deputados petistas Zé Neto e Waldenor Pereira que devem disputar as prefeituras de Feira de Santana e Vitória da Conquista, respectivamente.
Os parlamentares não precisam, obrigatoriamente, se licenciar dos gabinetes na Câmara dos Deputados, mas internamente é do interesse do partido que os suplentes tenham um "gostinho" do mandato, além da formação de uma "bancada feminina". Dentro da federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), os três primeiros suplentes são do PT: Josias Gomes, Elisangela Araújo e Vilma Reis.
O primeiro foi beneficiado com o mandato em Brasília já que o titular da cadeira é Afonso Florence, atual secretário da Casa Civil de Jerônimo Rodrigues na Bahia. Assim, com a licença dupla dos federais, a atual secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Elisangela Araújo, e a militante petista Vilma Reis assumiriam os cargos na capital federal.
Caso o cenário seja concretizado, Elisangela e Vilma se juntam a Ivoneide Caetano, deputada eleita pelo PT em 2022, ampliando a bancada feminina do partido. Entre as mulheres a federação tem, ainda, a deputada Alice Portugal, eleita pelo PCdoB.
PT AGUARDA JERÔNIMO PARA INDICAÇÃO
Com o nome de Vilma praticamente descartado, a indefinição está sob compasso de espera do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Fontes que acompanham a negociação confirmaram ao Bahia Notícias que a vaga será ocupada pelo PT e que, até o momento, Jerônimo já teria descartado entre cinco e seis nomes.
Durante as últimas semanas, o movimento para que o PT completasse a chapa foi intensificado especialmente pelo entorno do MDB e do próprio Geraldo Jr., que entende a necessidade de engajamento da militância petista para conseguir criar corpo na candidatura. A mobilização é tanta que já não são analisados nomes de outros partidos, pois foi transferido o ônus final da escolha a Jerônimo, tal qual aconteceu com a indicação do próprio vice-governador para encabeçar a chapa na capital baiana.
Houve uma espécie de namoro entre Geraldo Jr. e o PSB para que a deputada Lídice da Mata viesse a ocupar a cadeira de vice. A ex-prefeita de Salvador, todavia, teria descartado completamente a hipótese e, então, aceitado assumir como uma das coordenadoras da campanha do emedebista na corrida pelo Palácio Thomé de Souza.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.