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venda clandestina
A força-tarefa policial que apura um esquema de exploração ilegal de camarotes no Morumbis reuniu indícios de que a prática não se restringiu a um único evento. Segundo a investigação, a utilização irregular de espaços do estádio ocorreu em diferentes shows realizados ao menos desde 2023. A informação foi divulgada inicialmente pelo site ge.globo.
De acordo com os investigadores, a apuração avançou no sentido de estabelecer a duração do esquema e já permite afirmar que houve comercialização clandestina recorrente de camarotes em eventos no local, incluindo o show da cantora Shakira.
A polícia trabalha com a tese de que é possível caracterizar a “conduta de exploração ilegal dos espaços de forma reiterada e lesiva ao clube, que sempre foi colocado à margem de qualquer reconhecimento formal”, conforme relato obtido pela reportagem. Entre os crimes apurados estão corrupção privada no esporte e associação criminosa relacionada à exploração prolongada dos camarotes.
As investigações seguem na fase de oitivas. Na terça-feira, Rita de Cássia Adriana Prado compareceu à delegacia, mas optou por permanecer em silêncio, alegando problemas de saúde. Ela desmaiou ao deixar o local. Mara Casares e Douglas Schwartzmann estão entre os próximos convocados para prestar depoimento.
O caso é conduzido pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, em conjunto com a terceira delegacia especializada em lavagem de dinheiro, com acompanhamento do Ministério Público. O delegado responsável é Tiago Fernando Correia.
A força-tarefa também apura possíveis irregularidades atribuídas a dirigentes do clube durante a gestão do então presidente Julio Casares, no período entre 2021 e janeiro de 2026.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Geraldo Alckmin
"Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, e segurar a despesa. Aí você melhora a relação dívida/PIB".
Disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) ao defender a realização de um ajuste fiscal, porém com foco em cortes de privilégios e "super salários", criticando a possibilidade de penalizar aposentados e a classe média.