Artigos
Não foi de repente: quando a Bahia decide transformar ideias em destino
Multimídia
André Fraga destaca importância da COP30 e explica papel do Brasil no debate climático global
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
veko araujo
O secretário de cultura do Estado, Bruno Monteiro, se posicionou sobre os ataques feitos ao artista Veko Araújo, conhecido como o “homem do sombreiro” do Cortejo Afro. Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta sexta-feira (26), o titular da Secult-ba disse que a narrativa disseminada por apoiadores políticos da extrema-direita brasileira, foi criada a partir de fake news e de preconceitos.
O secretário celebrou as manifestações contra a PEC da blindagem em Salvador e indicou que o membro do Cortejo Afro foi vítima de ataques racistas.
“O que aconteceu no domingo em Salvador e em todo o Brasil, foi algo muito potente. Já gerou resultados, inclusive, concretos no Congresso com o fim definitivo da PEC da blindagem. A extrema-direita, obviamente, sentiu isso. Só que o problema é que eles fazem o enfrentamento, como sempre, a partir de fake news e a partir de preconceitos”, observou Monteiro durante o lançamento do edital Ouro Preto, no Pelourinho.
Bruno destacou a relevância de Veko no ato e considerou ele como um patrimônio baiano, de suma importância para a cultura do estado.
“Essa é uma tática que a extrema-direita usa no mundo todo. E o alvo dessa vez foi Véco Araújo, um artista querido, um patrimônio da Bahia, com uma representação sempre elegantemente sofisticada do cortejo afro, que quem é da Bahia sabe o que aquilo representa. Quem é de fora muitas vezes não sabe, mas o que eu acho condenável é o uso de fake news e de preconceitos para tentar atacar um artista e sobretudo para tentar macular uma manifestação democrática tão importante”, classificou o chefe da pasta.
O posicionamento chega após apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, em vídeos publciados nas redes sociais, afirmarem que Veko estaria segurando o sombreiro, elemento de sua expressão artística, para proteger a cantora Daniela Mercury e o ator Wagner Moura do sol, no último domingo (21).
Além do secretário, a cantora Daniela Mercury também se pronunciou sobre a polêmica envolvendo Veko Araújo, conhecido como o “homem do sombreiro” do Cortejo Afro. Em vídeo publicado nas redes sociais na noite desta quinta-feira (25), a artista explicou que a controvérsia foi criada pela extrema direita e reforçou a importância do artista para a cultura baiana.
“Estou aqui porque tenho acompanhado de perto a polêmica que a extrema direita criou em relação a Veko. Veko é patrimônio da Bahia, patrimônio do Bloco Cortejo Afro”, declarou Daniela.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"A única observação feita pelo senador foi que, historicamente, as chamadas chapas ‘puro-sangue’ não obtiveram êxito eleitoral".
Disse o senador Otto Alencar (PSD) ao criticar a possibilidade de formação de uma “chapa puro-sangue” do PT na Bahia e fez referência ao histórico eleitoral desse tipo de composição, citando as eleições de 2006, quando uma chapa majoritária ligada ao carlismo acabou derrotada.