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valfredao

Obras avançam no Valfredão, e Prefeitura de Riachão mira entrega do estádio em 45 dias; saiba detalhes
Foto: Divulgação

O caminho de volta para casa, interrompido há mais de dois anos, finalmente ganhou um horizonte para o Jacuipense. As obras do Estádio Eliel Martins, o Valfredão, estão em estágio avançado e podem ser concluídas antes do início do Campeonato Baiano de 2027. Foi o que apurou o Bahia Notícias nesta semana, com fontes ligadas ao Leão do Sisal e à Prefeitura de Riachão do Jacuípe.

 

Conforme apuração da reportagem, o prefeito Carlinhos Matos (União) trabalha internamente com a meta de entregar o estádio pronto em até 45 dias. O prazo é tratado como objetivo da gestão municipal e, caso seja cumprido, abriria caminho para que o Jacupa inicie a próxima temporada novamente em seus domínios.

 

Entre os principais avanços da reforma, o gramado do Valfredão já foi substituído. Também foram realizadas intervenções em banheiros e bares, além de serviços de pavimentação interna e pintura das arquibancadas.

 

A obra, no entanto, ainda não está totalmente concluída. Ainda conforme apuração do BN, restam a finalização das bilheterias, a reforma dos vestiários e a instalação do novo sistema de iluminação. São essas etapas que concentram os trabalhos nesta reta final.

 


Foto: Divulgação / leiamaisba.com.br

 

Em julho deste ano, após cobranças públicas pela demora da reforma, a Prefeitura de Riachão do Jacuípe ainda evitava estabelecer uma data para a conclusão e dizia apenas trabalhar para devolver o equipamento esportivo "o quanto antes", com a expectativa de permitir o retorno do Jacuipense na temporada seguinte.

 

DOIS ANOS LONGE DE RIACHÃO
O Jacuipense não disputa uma partida oficial no Valfredão desde 25 de janeiro de 2024, quando venceu o Atlético de Alagoinhas por 3 a 2, pela terceira rodada do Campeonato Baiano. William, Jeam e Pablo marcaram os gols do Leão do Sisal naquela noite.

 

Poucos meses depois, em maio de 2024, o próprio clube anunciou que passaria a mandar seus jogos da Série D em Pituaçu devido às intervenções no estádio. Na ocasião, a expectativa divulgada pelo Jacuipense era de retornar a Riachão ainda antes do fim daquela edição da competição nacional, cenário esse que não se concretizou.

 

Desde então, a equipe precisou utilizar diferentes praças esportivas para exercer seus mandos de campo, principalmente em Salvador e Feira de Santana. A distância da própria torcida passou a ser apontada internamente como um problema, além de esportivo, também financeiro.

 

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No início de 2026, fontes ligadas ao Jacuipense relataram que atuar fora de Riachão elevava despesas com aluguel de estádio, segurança privada, seguro, ambulância, efetivo policial e deslocamento. Na ocasião, a situação chegou a gerar preocupação sobre o impacto que a operação teria durante a Série D.

 

ATRASOS, CRISE HÍDRICA E COBRANÇA PÚBLICA
A reforma do Valfredão atravessou uma série de entraves. Em janeiro, o administrador da Construtora Santa Izabel, responsável pela execução dos serviços, apontou dificuldades logísticas para obtenção de equipamentos na região e os efeitos da crise hídrica de Riachão do Jacuípe, que afetava especialmente a etapa relacionada ao novo gramado.

 


Foto: Acervo Bahia Notícias

 

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O tema voltou a ganhar força no fim de junho, quando o goleiro Marcelo, após a eliminação do Jacuipense para o Treze-PB na Série D, fez uma forte cobrança pela conclusão das obras. O jogador destacou o desgaste de disputar duas temporadas longe de Riachão e afirmou que a ausência do torcedor fazia diferença para o clube.

 

 

Dias depois, a Prefeitura rebateu a afirmação de que a reforma estaria simplesmente paralisada havia dois anos. Em nota enviada ao Bahia Notícias, a gestão atribuiu parte do atraso à suspensão de emendas parlamentares e informou que os recursos foram efetivamente liberados em julho de 2025. O projeto é financiado por uma emenda destinada pelo deputado federal Paulo Azi (União).

 

A prefeitura também informou, naquela oportunidade, que havia notificado duas vezes a Construtora Santa Izabel para cobrar o cumprimento do cronograma.

 

E O MARIANÃO?
A reta final das obras ocorre justamente em um momento em que outra praça esportiva da região do sisal passou a ganhar espaço no futebol baiano. O Estádio Municipal Mariano Santana, o Marianão, em Serrinha, deverá passar a receber partidas de competições como Copa do Brasil e Copa do Nordeste.

 

A informação foi revelada pela secretária municipal de Esporte e Lazer de Serrinha, Jaqueline Souza, durante a estreia do novo programa do Grupo Massapê, na quinta-feira (13). Segundo ela, a intenção é levar partidas de alcance regional e nacional para o município. 

 

Apesar da proximidade entre Serrinha e Riachão do Jacuípe, não há, neste momento, qualquer negociação ou interesse do Jacuipense em transferir seus mandos para o Marianão, segundo apurou esta reportagem. O planejamento do Leão do Sisal permanece concentrado no retorno ao Valfredão.

 

CALENDÁRIO DO JACUPA EM 2027
Além da participação garantida no Baianão 2027, o Jacuipense já está garantido na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027, por meio da campanha realizada no Campeonato Baiano deste ano. Juazeirense e Jequié ficaram com as outras duas vagas destinadas pela Federação Bahiana de Futebol à competição nacional.

Prefeitura de Riachão rebate goleiro do Jacuipense e atribui atraso no Valfredão à "suspensão das emendas parlamentares"
Foto: Divulgação

A Prefeitura Municipal de Riachão do Jacuípe se manifestou sobre a situação das obras de reforma e modernização do Estádio Eliel Martins, o Valfredão, após a cobrança pública feita pelo goleiro Marcelo, do Jacuipense, na última semana, depois da eliminação do clube na Série D do Campeonato Brasileiro.

 

Em nota enviada ao Bahia Notícias, a gestão municipal contestou a informação de que as obras estejam paralisadas há dois anos e afirmou que essa versão "não corresponde aos fatos". Segundo a prefeitura, houve atraso no processo por causa da suspensão de emendas parlamentares em todo o país, determinada pelo ministro Flávio Dino. Entre o bloqueio dos recursos e a liberação dos valores, ocorrida em julho de 2025, teria transcorrido um período de quase dois anos.

 

Ainda conforme a nota, assim que o recurso foi creditado na conta do município, a empresa contratada recebeu autorização para retomar a execução da obra. O projeto é financiado por emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Paulo Azi e, de acordo com a prefeitura, está em execução há aproximadamente dez meses.

 

A manifestação acontece após o goleiro Marcelo cobrar a conclusão das obras do Valfredão. Depois do empate sem gols contra o Treze-PB, no Estádio Amigão, em Campina Grande, resultado que eliminou o Jacuipense da Série D, o arqueiro afirmou que atuar longe de Riachão do Jacuípe tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pelo clube.

 

"Muitas vezes o torcedor não entende, só quer cobrar. Mas o que a gente vem fazendo nesses últimos dois anos é algo que tenho certeza que nenhum time do Brasil faz. A gente joga dois anos longe da nossa casa. Uma reforma com dois anos para ficar pronta é um absurdo", disse Marcelo na ocasião.

 

O goleiro também fez um apelo pela conclusão da intervenção no estádio.

 

"Chegamos na quinta fase da Copa do Brasil batendo de frente com os grandes. Esse ano não perdemos para Bahia e Vitória. Mas jogar longe do nosso torcedor faz total diferença. É um apelo. Não sei a quem cobrar, mas o Jacuipense precisa que essa obra seja concluída", completou.

 

 

A situação do Valfredão já havia sido abordada pelo Bahia Notícias no início da temporada. Em janeiro, o BN apurou que a diretoria do Jacuipense avaliava os impactos financeiros e esportivos causados pela impossibilidade de atuar em Riachão do Jacuípe. Na ocasião, uma fonte ligada ao clube afirmou que jogar longe da torcida pesava no caixa e na rotina do Leão do Sisal.

 

À época, também foi relatado que custos com aluguel de estádio, segurança, seguro, ambulância e efetivo policial tornavam a operação mais cara para o clube. 

 

Na mesma apuração, Edmilson Pimenta, administrador da Construtora Santa Izabel, responsável pela execução da obra, afirmou que os trabalhos enfrentavam dificuldades estruturais e logísticas. Entre os entraves citados estavam a falta de equipamentos disponíveis na região e a crise hídrica enfrentada pelo município, apontada como fator de impacto para a implantação do novo gramado.

 

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Na nota enviada ao BN, a Prefeitura de Riachão do Jacuípe informou que notificou oficialmente, por duas vezes, a empresa Santa Izabel, vencedora do processo licitatório e responsável pela execução da obra, para cobrar o cumprimento do cronograma e a conclusão do empreendimento.

 

A gestão municipal também afirmou que o prefeito Carlos Matos acompanha o andamento dos trabalhos e seguirá adotando as medidas administrativas cabíveis para assegurar que a obra seja finalizada "no menor prazo possível".

 

Segundo a prefeitura, a expectativa é entregar o Estádio Valfredão à população o quanto antes, para que o Jacuipense possa voltar a mandar seus jogos em Riachão do Jacuípe na próxima temporada.

 

O Valfredão não recebe jogos oficiais desde janeiro de 2024. A última partida disputada no estádio foi no dia 26 de janeiro daquele ano, quando o Jacuipense venceu o Atlético de Alagoinhas por 3 a 2, pelo Campeonato Baiano. Desde então, o clube tem atuado longe de sua cidade em partidas como mandante.

 

Leia a nota oficial da prefeitura de Riachão abaixo na íntegra:

 

"A Prefeitura Municipal de Riachão do Jacuípe vem, por meio desta, esclarecer à população e à comunidade esportiva a situação das obras de reforma e modernização do Estádio Eliel Martins (Valfredão), bem como repudiar a divulgação da informação de que o equipamento esteja com as obras paralisadas há dois anos, uma vez que essa afirmação não corresponde aos fatos.


Inicialmente, houve um atraso provocado pela suspensão das emendas parlamentares em todo o país, determinada pelo ministro Flávio Dino. Entre o bloqueio dos recursos e a efetiva liberação dos valores, ocorrida em julho de 2025, transcorreu um período de quase dois anos. Assim que o recurso foi creditado na conta do município, a empresa contratada recebeu autorização para retomar a execução da obra.


O projeto é financiado por emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Paulo Azi e está em execução há aproximadamente dez meses, período que diverge da informação divulgada recentemente. Ainda assim, com o objetivo de garantir maior celeridade aos serviços, a gestão municipal notificou oficialmente, por duas vezes, a empresa Santa Izabel, vencedora do processo licitatório e responsável pela execução da obra, cobrando o cumprimento do cronograma e a conclusão do empreendimento.


O prefeito Carlos Matos acompanha de perto o andamento dos trabalhos e seguirá adotando todas as medidas administrativas cabíveis para assegurar que a obra seja concluída no menor prazo possível.


A expectativa da Prefeitura é entregar o Estádio Valfredão à população o quanto antes, permitindo que o Esporte Clube Jacuipense volte a disputar suas partidas em casa na próxima temporada. Dessa forma, Riachão do Jacuípe voltará a contar com um equipamento moderno, seguro e à altura da tradição do futebol do município."

Goleiro do Jacuipense desabafa após eliminação na Série D e cobra conclusão das obras do Valfredão: "Isso é um absurdo!"
Foto: Reprodução / Metrópoles

O sonho do acesso à Série C terminou para o Jacuipense neste domingo (28). Após empatar sem gols com o Treze-PB, no Estádio Amigão, em Campina Grande, o Leão do Sisal se despediu da Série D do Campeonato Brasileiro e viu a eliminação ser acompanhada por um forte desabafo do goleiro Marcelo.

 

Como havia perdido o jogo de ida por 3 a 1, a equipe baiana precisava vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. No entanto, encontrou dificuldades para criar oportunidades e acabou sem conseguir reagir no confronto.

 

Após o apito final, o goleiro Marcelo reconheceu os méritos do adversário, mas afirmou que a classificação foi perdida ainda na partida disputada na Bahia.

 

"Time que precisa tirar dois gols de diferença não pode praticamente não finalizar. Mas também mérito da equipe do Treze, que fechou os espaços e estava confortável na partida. Creio que o jogo não foi decidido aqui, mas lá na Bahia", avaliou o goleiro.

 

O arqueiro aproveitou a entrevista para fazer um balanço da temporada e voltou a cobrar a conclusão das obras do Estádio Eliel Martins, o Valfredão. Segundo ele, atuar longe de Riachão do Jacuípe há mais de dois anos tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pelo clube.

 

"Muitas vezes o torcedor não entende, só quer cobrar. Mas o que a gente vem fazendo nesses últimos dois anos é algo que tenho certeza que nenhum time do Brasil faz. A gente joga dois anos longe da nossa casa. Uma reforma com dois anos para ficar pronta é um absurdo", disparou.

 

Marcelo destacou que o Jacuipense tem acumulado campanhas competitivas mesmo sem atuar diante de sua torcida. O goleiro lembrou a trajetória recente do clube na Copa do Brasil e os resultados obtidos diante dos principais times do estado.

 

"Chegamos na quinta fase da Copa do Brasil batendo de frente com os grandes. Esse ano não perdemos para Bahia e Vitória. Mas jogar longe do nosso torcedor faz total diferença. É um apelo. Não sei a quem cobrar, mas o Jacuipense precisa que essa obra seja concluída", completou.

 

A situação do Valfredão não é uma preocupação recente. Ainda no início desta temporada, o Bahia Notícias apurou que a diretoria do Jacuipense avaliava até mesmo reexaminar sua participação na Série D caso o retorno ao estádio não acontecesse. Na ocasião, uma fonte ligada ao clube afirmou que a questão vinha gerando desgaste financeiro e esportivo.

 

"A gente vai fazer uma avaliação no momento correto. Não gostaria de usar a palavra desistência, mas será uma análise muito racional. Não está sendo fácil jogar fora de Riachão, longe do nosso torcedor", revelou.

 

Assista abaixo a entrevista na íntegra:

 

 

Em janeiro deste ano, o Bahia Notícias conversou com Edmilson Pimenta, administrador da Construtora Santa Izabel e responsável pela execução das obras do estádio. Segundo ele, o cronograma vinha sendo impactado principalmente pela crise hídrica enfrentada pelo município.

 

Na época, a obra passava pela fase de nivelamento do gramado, considerada fundamental para a sequência dos trabalhos.  O principal entrave, entretanto, seria a falta de água para garantir a manutenção do novo gramado.

 

"Assim que a máquina fizer o nivelamento do campo, entraremos com a topografia. Estando tudo ok, partimos para a irrigação e o plantio da grama. Existe um problema sério de água. Riachão está passando por uma crise hídrica. Hoje, o município não tem água suficiente. Se eu plantar a grama sem água, ela vai morrer. E eu não vou comprar grama duas vezes. O contrato prevê a compra apenas uma vez", afirmou.

 

Naquele momento, a previsão apresentada era de aproximadamente 45 dias para a conclusão dos serviços, desde que houvesse disponibilidade hídrica para o plantio da grama.

 

"Dentro da nossa previsão, não temos mais que 45 dias de obra para finalizar tudo, desde que tenhamos água. A iluminação será toda em LED. Vamos retirar os refletores antigos de HQI e substituir por LED. Isso é rápido, em dois ou três dias a gente faz", garantiu.

 

O Estádio Eliel Martins, o Valfredão, em Riachão do Jacuípe, não recebe jogos oficiais desde janeiro de 2024. A última partida oficial disputada no estádio foi em 26 de janeiro de 2024, quando o Jacuipense venceu o Atlético de Alagoinhas por 3 a 2, pelo Campeonato Baiano. Depois disso, o Valfredão foi interditado por problemas estruturais e deixou de receber partidas oficiais.

Jacuipense define Arena Cajueiro como novo mando de campo durante manutenção do Estádio de Pituaçu
Foto: X / @marinhojrPUCO

O Jacuipense definiu seu novo mando de campo para os próximos compromissos da temporada. Devido às obras de manutenção no Estádio de Pituaçu, que terão início nesta segunda-feira (6), o Leão do Sisal anunciou que mandará seus jogos na Arena Cajueiro, em Feira de Santana.

 

 

A Arena Cajueiro pertence ao Bahia de Feira — clube rebaixado no Baianão desta temporada — e atualmente está sob a gestão do Feira Futebol Clube até 2027. Vale lembrar que o Valfredão, estádio original do Jacupa em Riachão do Jacuípe, segue em reformas e ainda não tem prazo para a conclusão das obras.

 

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A estreia oficial do Jacuipense em sua nova casa será pela Série D do Campeonato Brasileiro, contra o CSA. A partida acontece neste sábado (11), às 16h. Antes disso, o Leão encara o Ferroviário pela Copa do Nordeste, fora de casa, no Estádio Elzir Cabral, nesta terça-feira (7).

 


Vale lembrar que pelo confronto contra o Palmeiras, válido pela Copa do Brasil, o Jacuipense optou por vender o mando de campo para Londrina, no Paraná. O duelo será realizado no Estádio do Café, e o clube baiano receberá R$ 1,5 milhão pela negociação, abrindo mão da arrecadação de bilheteria. Em contrapartida, a diretoria informou que a equipe não terá custos com a logística da viagem.

Saiba entraves que podem fazer Jacuipense mandar jogo contra o Palmeiras na Copa do Brasil fora da Bahia
Foto: Lucas Pena / Jacuipense

O confronto entre Jacuipense e Palmeiras, válido pela quinta fase da Copa do Brasil 2026, pode não ter o jogo de volta realizado na Bahia. O cenário foi confirmado pela reportagem do Bahia Notícias, após conversas com fontes ligadas ao Leão do Sisal.

 

A diretoria do Jacuipa ainda avalia onde mandará a partida decisiva. Esta reportagem apurou que o clube analisa diferentes possibilidades, levando em conta fatores logísticos e, principalmente, o impacto financeiro da escolha.

 

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O jogo de ida será disputado em São Paulo, com mando do Palmeiras, nos dias 22 ou 23 de abril. Já a partida de volta, com mando do Jacuipense, está prevista para 13 ou 14 de maio.

 

Um dos principais entraves envolve a falta de estádios disponíveis dentro dos critérios exigidos pela competição.

 

O Estádio Eliel Martins, o Valfredão, em Riachão do Jacuípe, passa por obras de requalificação, além de estar sofrendo com uma crise hídrica no município. O projeto inclui melhorias como novo gramado e sistema de drenagem, iluminação em LED, reforma dos vestiários, além de adequações estruturais e no setor de imprensa. O investimento gira em torno de R$ 1,2 milhão, com recursos da prefeitura e de emenda parlamentar.

 

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Mesmo após a reforma, o estádio não poderá receber a partida por conta da capacidade limitada a cinco mil torcedores. Para a quinta fase da Copa do Brasil, a exigência mínima é de 10 mil lugares.

 

Conforme o regulamento atualizado, competição estabelece critérios mínimos de capacidade de público conforme a fase:

 

  • Primeira fase: 2 mil torcedores
  • Segunda à quarta fase: 4 mil
  • Quinta fase até quartas de final: 10 mil
  • Semifinal e final: 15 mil

 

Durante o Campeonato Baiano, foi levantada uma alternativa para utilizar a Arena Cajueiro, em Feira de Santana. No entanto, fontes ligadas ao Bahia Notícias deram conta de que o cenário era inviável. Vale lembrar que hoje a praça é mando oficial do Feira FC, e será utilizada durante a disputa da Série B do Baianão.

 

Outra alternativa recente do clube, o estádio de Pituaçu, em Salvador, também está fora de cogitação. O equipamento passará por obras de modernização visando a Copa do Mundo Feminina de 2027, com início previsto para 6 de abril e conclusão apenas em novembro, o que inviabiliza sua utilização.

 

PREOCUPAÇÕES PARA A SÉRIE D E NORDESTÃO
Além da Copa do Brasil, o Jacuipense também terá que resolver a dor de cabeça na Série D do Campeonato Brasileiro. O clube baiano disputará a competição, prevista para começar em abril deste ano.

 

A Copa do Nordeste também pode ser um problema, visto que o prazo para a utilização do Estádio de Pituaçu, em Salvador, como mando de campo, está se encerrando. O Leão do Sisal encara o Sport pela estreia do Nordestão nesta terça, às 21h30, na Ilha do Retiro. 

Crise hídrica e entraves nas obras do Valfredão podem impactar participação do Jacuipense na Série D; entenda
Foto: Acervo Bahia Notícias

O Jacuipense vive um início de temporada de incertezas dentro e fora de campo. Sem poder atuar em Riachão de Jacuípe, o clube estreou como mandante no Campeonato Baiano de 2026 na segunda rodada, utilizando o Estádio de Pituaçu, em Salvador, diante do Vitória. A situação, no entanto, vai além da logística pontual do Estadual e já provoca algumas estratégias mais profundas: a diretoria admite que pode reavaliar a participação na Série D do Campeonato Brasileiro caso não consiga voltar a jogar no Estádio Eliel Martins, o Valfredão.

 

Pituaçu, que também tem o Galícia entre os clubes que alugam o estádio, surge como alternativa provisória, mas distante do cenário ideal. Fontes ligadas ao Bahia Notícias confirmaram que jogar longe da torcida tem pesado no caixa e na rotina do Leão do Sisal, que enfrenta custos operacionais considerados altos para sua realidade financeira. 

 

"A gente vai fazer uma avaliação no momento correto. Não gostaria de usar a palavra desistência, mas será uma análise muito racional. Não está sendo fácil jogar fora de Riachão, longe do nosso torcedor", afirmou uma fonte ligada ao Jacupa.

 

Segundo a mesma fonte, a falta de mando de campo afeta diretamente o equilíbrio financeiro do clube. Além do deslocamento, entram na conta despesas com aluguel de estádio, segurança privada, seguro, ambulância e maior efetivo policial — custos que não existiriam em Riachão.

 

"O distanciamento do torcedor pesa muito. Jogar fora gera custos sempre maiores e a falta de mando de campo nos deixa vulneráveis", explicou.

 

A comparação entre atuar em casa e fora evidencia o problema. Em Pituaçu, contra o Vitória, o Jacuipense teve público pouco superior a 1.300 torcedores, número abaixo do potencial estimado para uma partida em Riachão.

 

"Se fosse em Riachão, contra o Vitória, teríamos cerca de 3 mil torcedores, com um custo menor e um retorno financeiro maior."

 

A alternativa da Arena Cajueiro, em Feira de Santana, também é vista como inviável no momento. O BN apurou que o custo por jogo chega à casa dos R$ 50 mil, o que poderia gerar um impacto de mais de R$ 100 mil em apenas dois jogos disputados em menos de uma semana no mesmo local, por exemplo.


"Se a gente tivesse que jogar na Arena Cajueiro, o custo passaria de R$ 50 mil por partida. Em dois jogos, em menos de cinco dias, seriam mais de R$ 100 mil. Isso é inviável para o clube hoje."

 

PREOCUPAÇÕES PARA A SÉRIE D
O cenário se torna ainda mais delicado quando se projeta o calendário nacional. A Série D, organizada pela Confederação Brasileira de Fuebol (CBF) impõe exigências superiores às do Campeonato Baiano, tanto em estrutura quanto em capacidade mínima de público. Em Pituaçu, por exemplo, a liberação recente foi de apenas três mil torcedores, número que pode não atender às normas da entidade.

 

"A exigência da Série D é muito maior do que a do Campeonato Baiano. A CBF impõe regras que, hoje, não sei se conseguimos atender nem mesmo em Pituaçu. Se não pudermos jogar lá, vamos jogar onde? Só o aluguel da Arena Cajueiro gira em torno de R$ 30 mil, fora todo o operacional.

 

Diante desse quadro, a diretoria afirma que qualquer decisão será tomada com cautela.

 

"A gente precisa aguardar e fazer uma análise mais apurada para não sangrar demais o clube financeiramente."

 

SITUAÇÃO DO VALFREDÃO
Enquanto o clube busca alternativas, o retorno ao Valfredão segue como peça-chave para a continuidade do projeto esportivo. Responsável pela execução da obra, o administrador da Construtora Santa Izabel, Edmilson Pimenta, garantiu ao Bahia Notícias que os trabalhos caminham dentro do possível, apesar dos obstáculos enfrentados desde o início. Segundo ele, o principal entrave atual não é financeiro, mas estrutural e logístico.

 

"No que diz respeito à nossa empresa, está tudo indo bem. Houve alguns problemas no início por conta de emendas parlamentares, mas esses recursos foram liberados no fim do ano passado. Hoje, está tudo enquadrado no sistema da Caixa Econômica", contou.

 

"O que tem dificultado o andamento da obra é a falta de equipamentos. Na região, hoje, é muito difícil encontrar máquinas disponíveis. A prefeitura também está com as máquinas quebradas", continuou.

 

A fase atual da obra envolve o nivelamento do campo, etapa essencial para a implantação do novo gramado.

 

"Assim que a máquina fizer o nivelamento do campo, entraremos com a topografia. Estando tudo ok, partimos para a irrigação e o plantio da grama", explicou Pimenta.

 

No entanto, um fator externo tem pesado diretamente no cronograma: a crise hídrica enfrentada pelo município. De acordo com Edmilson, o reservatório do estádio comporta até 200 mil litros, mas o uso constante de carros-pipa tornaria a operação onerosa.

 

“Existe um problema sério de água. Riachão está passando por uma crise hídrica. Hoje, o município não tem água suficiente. Se eu plantar a grama sem água, ela vai morrer. E eu não vou comprar grama duas vezes. O contrato prevê a compra apenas uma vez", ressaltou Edmilson.

 


Foto: Acervo Bahia Notícias



Foto: Acervo Bahia Notícias

 

PRAZO E EXPECTATIVAS
Mesmo com as dificuldades, a construtora trabalha com um prazo relativamente curto para a conclusão da obra, desde que a questão hídrica, alé da modernização da iluminação do estádio, sejam solucionadas.

 

"Dentro da nossa previsão, não temos mais que 45 dias de obra para finalizar tudo, desde que tenhamos água. A iluminação será toda em LED. Vamos retirar os refletores antigos de HQI e substituir por LED. Isso é rápido, em dois ou três dias a gente faz", garantiu. 

 

Apesar do possível avanço das obras, a volta do Jacuipense a Riachão durante o Campeonato Baiano já está descartada. A única possibilidade considerada, ainda que remota, seria a utilização do estádio a partir de competições futura como, por exemplo, a Copa do Nordeste. 

 

"A hipótese é a Copa do Nordeste. Se começar no fim de março e o estádio estiver liberado, aí sim conseguiríamos cumprir o restante do calendário em Riachão."

 

Até lá, o Jacuipense segue dividido entre Pituaçu, custos elevados e a necessidade de decidir, com frieza, os próximos passos de sua temporada nacional. O próximo compromisso do clube será neste sábado (17) contra o Barcelona de Ilhéus, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana. O Jacupa será o visitante e busca somar os seus primeiros três pontos no Baianão 2026, tendo em vista que perdeu na estreia, contra o Porto, e empatou com o Vitória na segunda rodada. 

 

O Jacuipense volta a jogar em Salvador no dia 24 de janeiro, novamente no Estádio de Pituaçu, contra o Galícia. A equipe será mandante do confronto, que tem bola rolando às 16h. 

Presidente aponta Pituaçu como mando inicial do Jacuipense e projeta retorno a Riachão: "Foco do nosso trabalho"
Foto: Cauã Maciel

O presidente do Jacuipense, Emanuel Carneiro, confirmou que o Estádio de Pituaçu, em Salvador, será o mando de campo do clube no início do Campeonato Baiano. A informação foi dada em entrevista coletiva durante evento realizado na última terça-feira (18), no Rancho do Cupim, em Pituaçu, que contou com a presença da cúpula diretiva do clube, incluindo o vice-presidente Gegê Magalhães.

 

Segundo Emanuel, a definição ocorre em razão das obras de reforma do Valfredão, em Riachão do Jacuípe, município que o dirigente destacou como prioridade para o retorno dos jogos do Jacupa. Vereador na cidade, ele explicou que a expectativa da diretoria e da torcida é de que o clube volte a mandar partidas no interior ainda durante a competição.

 

A confirmação oficial vai de encontro com a apuração da reportagem do Bahia Notícias, veículada no dia 13 de novembro, onde este movimento já era traçado por membros do clube e da prefeitura de Riachão. 

 

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A requalificação do estádio de Riachão de Jacuípe inclui uma série de melhorias estruturais. Estão entre elas novos sanitários e bilheterias, novo gramado e drenagem, iluminação em LED, reforma dos vestiários, reparos estruturais e readequadação no setor de imprensa. 

 

O investimento total do novo Valfredão é de cerca de R$ 1,2 milhão, sendo parte proveniente de recursos próprios da prefeitura e outra de uma emenda parlamentar do deputado federal Paulo Azi (União Brasil).

 

"A nossa luta é para que o Jacuipense volte a mandar seus jogos em Riachão. Essa é a expectativa da nossa torcida e de toda a região. No momento, estamos enfrentando dificuldades na execução da reforma do estádio, que já está em andamento. É uma luta constante", explicou Emanuel. 

 

O dirigente também citou compromissos políticos relacionados à retomada do mando de campo no município e confirmou que Pituaçu será utilizado nas primeiras partidas do Estadual.

 

"Infelizmente, preciso citar a questão política, mas existe um compromisso do deputado Paulo Azevedo e do prefeito de Riachão de Jacuípe para que a cidade volte a sediar os jogos do Jacuipense. Está confirmado que, neste início, os jogos serão realizados em Pituaçu, mas torcemos para que a reforma avance cada vez mais, para que possamos retornar a Riachão pelo menos na segunda fase do Campeonato Baiano, fase em que acreditamos que estaremos classificados", contou. 

 

Por fim, Emanuel reforçou a importância de atuar em Riachão do Jacuípe, destacando o apoio local como um fator relevante para o clube ao longo da temporada.

 

"Nosso objetivo é voltar a jogar lá, porque é onde temos o maior apoio da torcida. Esse é o foco do nosso trabalho", concluiu. 

 

O Leão do Sisal já tem data marcada para realizar o seu primeiro jogo em casa. A estreia em Pituaçu ocorrerá no dia 13 de janeiro de 2026, pela segunda rodada do Campeonato Baiano. A equipe enfrentará o Vitória, às 19h15.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Marcelo Werner

Marcelo Werner
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

"O recado que eu mando é que a gente vai continuar trabalhando contra as facções de forma firme. Eu posso garantir em relação a isso". 


Disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu as críticas de quem classificou como "chacina" a operação da Polícia Militar que resultou na morte de nove suspeitos no bairro de Cajazeiras 11, em Salvador, na tarde de terça-feira (15).

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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