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O Almoxarifado Central do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) será comprado pelo governo do Estado. Ao todo serão pagos R$ 43,5 milhões pelo espaço, que fica localizado em Mussurunga, na capital baiana, na modalidade de dispensa de licitação, de acordo com publicação no diário oficial do estado.
A aquisição do governo será feita pela secretaria da administração do estado, tendo como vendedora a Habitação e Urbanização da Bahia (Urbis), que está em liquidação - suas atribuições foram repassadas para a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).
Em 2018, o à época presidente do Tribunal, desembargador Gesivaldo Britto, afirmou que o governador no momento, Rui Costa (PT), teria prometido a construção de um fórum criminal no final da Avenida Paralela, próximo à Estação Mussurunga, onde há um almoxarifado do tribunal. “Esse fórum criminal será feito, mas estamos buscando modelo de São Paulo, pois fazer uma planta é caro, custa mais de R$ 500 mil. Em São Paulo, já foi feito obedecendo às normas do CNJ. O prédio é específico para as varas criminais, inclusive, para fazer vídeo-conferências e todos os requisitos necessários”, informou.
Gesivaldo ainda indicou há 5 anos que Rui prometeu a construção do fórum, mas em troca queria o prédio do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj), localizado na Sussuarana, para criação de uma escola de segundo grau profissionalizante.
HISTÓRICO DA EMPRESA
A Habitação e Urbanização da Bahia (Urbis) foi criada pela Lei no. 2.114, de 4 de janeiro de 1965, como uma empresa de economia mista, para operacionalizar a política habitacional do Governo do Estado, vinculada estruturalmente à então Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social. Em mais de três décadas de atuação, prestou importante contribuição ao processo de expansão urbana de Salvador e de outras cidades baianas.
Foi responsável pela implantação de cerca de 100 mil unidades habitacionais, entre casas, apartamentos, embriões e lotes urbanizados, distribuídas em todas as regiões da Bahia.
Como único agente do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) no Estado, a Urbis atuou, de forma preponderante, na construção de conjuntos habitacionais, para famílias com renda de até três salários mínimos, a exemplo do Complexo Cajazeiras/Fazenda Grande, hoje com mais de 300 mil habitantes. No interior, o grande destaque é o cinturão habitacional que envolve Feira de Santana, que chegou a abrigar, na época da criação, quase 100 mil dos 400 mil habitantes do município.
Ao longo de sua trajetória, a Urbis incorporou inúmeros órgãos públicos, ligados às áreas de habitação e/ou desenvolvimento urbano. Na década de 1960, logo após sua criação, incorporou a Companhia de Urbanização de Salvador (Cursa) e a CohabSalvador, ambas vinculadas ao poder municipal. Em 1979, aconteceu a incorporação da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Cedurb). Já em 1987, incorporou a Habitação Melhoramentos (Hamesa), empresa de economia mista, criada em 1973, com a denominação de Alagados Melhoramentos S/A - AMESA, para cuidar da urbanização da invasão de Alagados e que posteriormente teve seu raio de ação ampliado, passando a intervir em assentamentos subnormais de Salvador, sobretudo nos localizados na área do miolo da cidade - Beiru, atual Tancredo Neves, Engomadeira e Barreiras.
Nesta década, já vinculada então à Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Habitação, diversificou sua atuação e, através de convênios com as prefeituras, passou a construir também equipamentos comunitários, como mercados, creches, abatedouros, e a executar obras de urbanização. A partir de 1996, iniciou a execução do Programa Viver Melhor, com recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União (OGU), com contrapartida do Governo do Estado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.