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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Valquíria, voltada a reprimir crimes previstos na Lei Antiterrorismo. Entre os alvos dos ataques, a PF identificou ameaças eletrônicas enviadas a universidades federais, incluindo uma instituição localizada em Barreiras, no Extremo Oeste baiano.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Segundo a corporação, o caso teve início com o envio de e-mails contendo ameaças e apologia ao nazismo, todos enviados a partir de contas criadas exclusivamente para a finalidade. O autor utilizou VPN [rede privada virtual na tradução livre] para dificultar o rastreamento, mas investigadores conseguiram avançar por meio da análise de registros de conexão à internet.
As diligências levaram à identificação do principal suspeito, que tem antecedentes em ameaças cibernéticas e mantinha em posse simulacros de armas e objetos com símbolos extremistas.
Ainda segundo a PF, o material reforça a motivação ideológica das mensagens enviadas às instituições de ensino.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte (MG), expedidos pelo Juízo da Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras, onde parte do caso foi registrada. Em caso de condenação, o suspeito pode sofrer penas superiores a 12 anos de prisão.
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André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.