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unilateral
O lateral-esquerdo Renan Lodi rompeu de maneira unilateral o contrato com o Al-Hilal. A decisão foi comunicada pelo próprio clube no último sábado (13), em nota oficial. A equipe saudita informou ainda que pretende adotar “todas as medidas legais necessárias” para defender seus direitos.
O jogador já retornou ao Brasil. Antes da saída, entregou ao clube uma carta assinada por seus representantes legais notificando o fim do vínculo. Lodi também se manifestou nas redes sociais, justificando a medida após não ter sido inscrito no Campeonato Saudita.
Segundo o atleta, houve tentativa de resolver a questão de forma pacífica, mas sem retorno por parte do clube. “Busquei assessoria jurídica e fui informado de que não posso ser privado de exercer a minha profissão”, escreveu em publicação no Instagram.
Contratado em janeiro de 2024 com vínculo de três anos e meio, Lodi, de 27 anos, não fazia parte dos planos do técnico Simone Inzaghi nesta temporada. No mesmo dia do anúncio da saída, o Al-Hilal empatou em 2 a 2 com o Al-Qadsiah, pela segunda rodada do Campeonato Saudita, sem o brasileiro entre os relacionados.
Horas antes de divulgar sua versão, o jogador publicou fotos em um avião e depois marcou Curitiba como localização, confirmando sua volta ao país.
Confira a nota publicada por Renan Lodi na íntegra:
"No início de 2024, cheguei ao maior clube da Ásia para 3 anos e meio de contrato. Sempre tive muito orgulho de defender o Al-Hilal. Lutei pelos objetivos do clube, me dediquei ao máximo e defendi a força do futebol saudita. Em pouco tempo, conquistei quatro troféus, mas sempre quis mais. Trabalhei muito para ajudar a colocar o Al-Hilal no topo, onde merece estar.
Iniciei a temporada 25/26 motivado a trazer mais taças para o clube, sem me importar em disputar posição entre os titulares. Mas após a pré-temporada na Alemanha, fui surpreendido com a notícia de que não poderia jogar pela Liga Saudita. Teria somente a chance de atuar em pouquíssimos jogos, pela Champions Asiática.
Essa situação me fez refletir sobre o meu futuro. Ainda tenho muitos sonhos no futebol e não teria minutos suficientes nesta temporada. Durante as últimas semanas, tentei reverter essa decisão junto ao clube, para estar à disposição em todos os jogos do Al-Hilal. Mas nunca tive uma resposta sobre como essa situação poderia ser resolvida amigavelmente.
Com isso, busquei assessoria jurídica e fui informado de que não posso ser privado de exercer a minha profissão. Tomei a decisão de buscar os meus direitos, como qualquer trabalhador que é impedido de exercer o seu trabalho. Espero ansiosamente que os órgãos responsáveis julguem o meu caso o mais rápido possível para que eu possa voltar a fazer o que eu amo sem nenhuma restrição.
Agradeço imensamente por todo o carinho dos torcedores nestes 20 meses. Vocês são o combustível que move o Al-Hilal todos os dias. Agradeço também aos profissionais do clube que me auxiliaram em todo esse período, em especial os fisioterapeutas, massagistas e demais jogadores, com quem construí uma grande amizade."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.