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Artigos

Marcos Pires
SAFs e tributação: segurança jurídica para o futuro do futebol brasileiro

SAFs e tributação: segurança jurídica para o futuro do futebol brasileiro

A criação das Sociedades Anônimas do Futebol inaugurou uma nova etapa na organização do futebol brasileiro. A Lei nº 14.193/2021 estabeleceu um tipo societário próprio para a atividade futebolística, abriu novos caminhos para a entrada de investidores e estimulou a profissionalização da gestão e a busca de soluções para crises financeiras acumuladas ao longo de décadas.

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

unicef

333 municípios brasileiros têm alta vulnerabilidade ambiental para crianças, aponta Unicef
Foto: Reprodução / Freepik

O Brasil tem hoje 333 municípios, o equivalente a 6% do total, em situação de vulnerabilidade ambiental severa e multidimensional para crianças e adolescentes. Nessas cidades, há alta prioridade em 10 ou mais dos 14 indicadores ambientais analisados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância e pela organização Vital Strategies. O diagnóstico, divulgado nesta quinta-feira, traça um panorama dos riscos ambientais enfrentados pela população infantojuvenil nos 5.570 municípios brasileiros.

 

A análise considera indicadores relacionados à qualidade do ar, queimadas, saneamento básico, acesso à água tratada, destinação de resíduos sólidos, eventos climáticos extremos e infraestrutura das escolas. Segundo o estudo, esses fatores costumam ocorrer de forma simultânea nos municípios mais vulneráveis, ampliando a exposição de crianças e adolescentes a riscos ambientais.

 

Os eventos climáticos extremos também aparecem entre os principais desafios. O levantamento aponta que 91% dos municípios do Norte e 68% dos do Sul registram alta prioridade para chuvas intensas. Já as ondas de calor são mais frequentes no Centro-Oeste, com 64%, e no Norte, com 60%, enquanto episódios recentes de seca tiveram maior incidência em municípios do Sudeste, com 38%, do Centro-Oeste, com 28%, e em áreas da Amazônia, como o Alto Rio Negro.

 

Nas escolas, a infraestrutura básica segue sendo um problema em parte do país. Segundo o relatório, 71% dos municípios da região Norte concentram matrículas em escolas que não dispõem simultaneamente de água encanada, esgotamento sanitário e coleta de lixo. No Nordeste, esse percentual chega a 49%. A falta de áreas verdes nas unidades de ensino também é apontada como um desafio, sobretudo no Nordeste e em parte do Sudeste.

 

Embora Norte e Nordeste concentrem a maior parte das vulnerabilidades, o estudo ressalta que os desafios ambientais atingem todo o país. Nas grandes cidades do Sudeste, por exemplo, a poluição do ar está mais associada ao transporte rodoviário e à atividade industrial do que às queimadas. Já no Sul, os municípios aparecem com maior frequência entre os mais vulneráveis para eventos de chuvas extremas.

 

Ao mesmo tempo, o diagnóstico mostra que é possível reduzir essas desigualdades. Segundo os pesquisadores, os melhores indicadores observados nas regiões Sul e Sudeste refletem investimentos públicos acumulados ao longo das últimas décadas em áreas como saneamento, abastecimento de água e infraestrutura urbana.

 

O levantamento acompanha o lançamento do Painel Crianças e Meio Ambiente, plataforma online desenvolvida pelo Unicef e pela Vital Strategies, que reúne dados individualizados dos municípios brasileiros. A ferramenta classifica cada um dos 14 indicadores em níveis de prioridade, alta, média ou baixa, e apresenta 50 recomendações para orientar gestores municipais na formulação de políticas públicas voltadas à proteção da infância diante dos impactos das mudanças climáticas e da degradação ambiental.

Endrick é nomeado embaixador da UNICEF no Brasil
Foto: Divulgação / Jonathan Guimaraes / UNICEF

A UNICEF anunciou nesta quarta-feira (22) a nomeação de Endrick, jogador da seleção brasileira, como seu novo embaixador no Brasil. Considerado um dos maiores talentos de sua geração, além de ser uma referência para milhões de crianças e adolescentes, o atleta passa a integrar o grupo de personalidades que usam sua voz e influência para promover e defender os direitos da infância e da adolescência. Além do jogador, Maísa, Renato Aragão, Daniela Mercury, Lázaro Ramos e Bruno Gagliasso também integram o grupo de personalidades que atuam como embaixadores da organização.

 

 

“Receber o convite do UNICEF foi mais do que uma honra. É uma responsabilidade muito grande. Eu sei que milhões de crianças sonham todos os dias com um futuro melhor, assim como eu também sonhei. Quero usar minha voz para mostrar que elas podem acreditar em si mesmas, lutar pelos seus objetivos e nunca desistir. Nenhuma criança pode ficar para trás. Estou muito feliz de fazer parte dessa missão”, afirma Endrick.

 

O UNICEF possui embaixadores ao redor do mundo desde 1954. Artistas, atletas e outras personalidades emprestam seu reconhecimento para promover e defender os direitos de meninos e meninas. Esses embaixadores são escolhidos pela credibilidade que possuem com o público e pela disposição para trabalhar pela infância e adolescência, porém, cumprindo sua agenda profissional. “O trabalho de embaixadoras e embaixadores do UNICEF é de vital importância para que a população se mobilize em defesa da infância e da adolescência. Endrick é um jovem exemplo, que inspira milhões de crianças e adolescentes, e tem um grande potencial para levar as mensagens sobre os direitos de meninas e meninos para todo o Brasil”, afirma Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil.

 

A nomeação de Endrick como embaixador do UNICEF marca o início de uma parceria voltada à promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Como embaixador, ele apoiará iniciativas de conscientização e mobilização em temas relacionados à infância e adolescência.

 

Endrick começou sua trajetória no futebol nas categorias de base no Brasil até chegar ao futebol europeu, tornando-se um dos maiores talentos de sua geração antes mesmo de completar 20 anos de idade. O atleta foi contratado pelo Real Madrid em 2024 e acumulou atuações de destaque. A carreira do jogador é marcada por recordes precoces. No clube espanhol, tornou-se o jogador estrangeiro mais jovem a marcar na La Liga e o mais jovem da história do clube a balançar as redes na Liga dos Campeões. Além de ser o primeiro atleta do século XXI a marcar em suas estreias nas duas competições.

Pesquisa revela desigualdades em escolhas de parto no Brasil; fatores sociais e estruturais favorecem cesarianas
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O que leva tantas gestantes brasileiras a terem seus filhos por cesariana ao invés do parto normal? Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), responde que não é uma escolha individual isolada, mas uma consequência de fatores psicológicos, sociais e estruturais. 

 

O estudo partiu de uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segundo a qual sete em cada dez gestantes do país desejavam ter um parto normal no começo da gravidez. 

 

Intitulada “Já decidiu sobre o parto? Influências e barreiras na decisão da via de nascimento entre gestantes”, a pesquisa ouviu 94 gestantes e puérperas e 37 profissionais de saúde em São Paulo (SP) e Belém (PA), tanto na rede pública quanto na rede privada. 

 

O objetivo foi entender o que acontece durante a gestação ou parto para que boa parte dessas pessoas acabem passando por uma cesárea. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que até 15% dos nascimentos ocorram via cesariana, cirurgia que salva vidas em situações de emergência, mas também traz riscos por se tratar de um procedimento extenso e complexo. 

 

Mas, no Brasil, a proporção de cesarianas passa de 60%, se aproximando de 90% na rede privada de saúde, de acordo com dados oficiais. Isso coloca o nosso país entre os três com a maiores taxas de cesária do mundo. 

 

FATORES DETERMINANTES
Na capital paulista, em 2024, 56,19% dos nascimentos foram por cesariana, alcançando 71,05% nos hospitais privados. Já em Belém essa taxa sobe para 69,28% dos nascimentos em geral e chega a 80,41% na rede particular. Ambas as cidades têm leis que dão direito à gestante de pedir pela cirurgia no momento do parto.

 

O Unicef identificou influências positivas e barreiras que favorecem ou impedem a escolha pelo parto normal. "Embora o desejo de protagonismo e de uma experiência positiva esteja presente, outras condições sociais e estruturais também são determinantes na forma como cada gestante vivencia e constrói sua decisão", conclui o estudo. 

 

No plano psicológico, pelo lado positivo, as participantes relataram que a recuperação mais rápida favorece a escolha pelo parto normal. Já o medo da dor faz a balança pender para o lado da cesariana.

 

Essas crenças estão relacionadas ao plano social, porque as gestantes são fortemente influenciadas pelas experiências de outras mulheres, principalmente mães, avós e demais familiares. 

 

Ainda assim, entre as usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), as experiências familiares tendem a valorizar mais o parto normal, por causa das dificuldades vividas após a cirurgia. Mas, de acordo com Stephanie, isso se deve principalmente a uma faceta cruel da desigualdade social. 

 

Já entre as usuárias do serviço privado, a ausência da rede de apoio como desvantagem para a cesária sequer foi mencionada.  

 

Outra barreira, verificada exclusivamente entre usuárias do Sistema Único de Saúde, é o desejo de fazer uma laqueadura, o que acaba levando as gestantes a optarem pela cesariana, mesmo reconhecendo os riscos da cirurgia e o desconforto do pós-operatório. 

 

PREPARAÇÃO
Entre os fatores estruturais, a centralidade das equipes de assistência aparece tanto como facilitador, quanto como barreira. De um lado, a equipe de pré-natal continua tendo maior autoridade, frente à enxurrada de conteúdo das redes sociais, e iniciativas institucionais de incentivo ao parto normal fazem diferença.

 

Por outro lado, as gestantes afirmam receber informações superficiais sobre o trabalho de parto durante o pré-natal e desconhecer a possibilidade de fazer um plano de parto com as suas preferências, principalmente no SUS. A pesquisa também identificou baixa adesão às atividades de orientação ou início tardio do pré-natal, além de acolhimento inadequado das adolescentes. 

 

Já as gestantes e puérperas do setor privado demonstraram maior preparo, por iniciativa própria. Algumas, inclusive, relataram ter trocado de profissional diversas vezes diante da recusa em realizar o parto vaginal, ou de abordagens desestimulantes. 

 

Outro ponto de diferença entre as duas redes é o acesso à analgesia, amplamente disponível na rede privada e restrito a poucos hospitais de referência no SUS. 

 

Em resposta a estes e outros dados, o Unicef também lançou a campanha “Parto normal. Uma escolha que merece respeito”, que convida gestantes, famílias, redes de apoio e profissionais de saúde a refletirem sobre como as opiniões podem pressionar as mulheres, a despeito de seus desejos e das melhores recomendações de saúde. 

 

"A OMS traz esse conceito de experiência positiva de parto. Então, não é um parto qualquer, só para as crianças nascerem e continuarem saudáveis e vivas. A gente tá falando de uma experiência que realmente deve ser respeitosa, que fique como algo importante para a mulher", diz a entidade. 

Unicef: 2,8 milhões de crianças não têm acesso adequado à água no país
Foto: Agência Brasil

No Dia Mundial da Água, comemorado neste sábado (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que 2,8 milhões de crianças vivem sem acesso adequado à água no Brasil, em especial nas áreas rurais. Os dados são do estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, publicado em janeiro e dizem respeito ao período de 2019 a 2023. As informações são da Agência Brasil.

 

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) Anual. Apesar de o número de crianças e adolescentes sem acesso à água ter diminuído 31,5% no período, cerca de 1,5 milhão no país ainda vivem em situação mais extrema, morando em residências sem água canalizada.

 

De acordo com o Unicef, 1,2 milhão conseguem acessar água canalizada apenas no terreno ou na área externa da residência.

 

Nas áreas urbanas, cerca de 2,4% das crianças e adolescente brasileiros sofrem sem acesso adequado à água. Já nas áreas rurais esse número cresce para 21,2%.

 

De acordo com o estudo, o Acre é o estado em situação extrema, onde 12,7% das crianças e adolescentes vivem em locais sem acesso à água canalizada. Em seguida, vem a Paraíba, onde 12,2% vivem na mesma situação; o Amazonas, que possui 11,3% das crianças e adolescentes sem acesso à água canalizada. O Pará, com 9,8% e Alagoas com 9,1% completa a lista dos cinco estados em situação mais crítica.

Mais da metade das crianças do Brasil vive na pobreza, afirma Unicef
Foto: Reprodução/Agência Brasil

A quantidade de crianças e adolescentes vivendo na pobreza no Brasil recuou de 34,3 milhões em 2017 para 28,8 milhões em 2023, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A comparação representa uma melhora de 16% no indicador, mas aponta que 55,9% da população entre 0 e 17 anos do país ainda vive na pobreza.

 

Para realizar o estudo, o Unicef utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE e avaliou sete dimensões: renda, educação, acesso à informação, água, saneamento, moradia e proteção contra o trabalho infantil.

 

Em comparação a 2017, houve uma melhora em todos os itens avaliados, mas o avanço e o estado atual de cada indicador são distintos. Em relação à renda, o número de crianças e adolescentes em privação recuou de 25,4% para 19,1%. No acesso à informação, a queda foi mais significativa, de 17,5% afetados para 2,5% em 2023.

 

Em outros critérios, a melhora foi menor: o índice de crianças em trabalho infantil caiu de 3,5% para 3,4%, enquanto o de crianças sem acesso a saneamento básico caiu de 42,3% para 38% em 2023.

 

DESIGUALDADES RACIAIS E REGIONAIS

O estudo apontou, ainda, que, entre as crianças negras, as taxas são mais altas do que entre as crianças brancas. Ademais, crianças de áreas rurais enfrentam níveis muito mais altos de privação em relação àquelas de áreas urbanas. Os valores são de 95,3% e 48,5%, uma diferença considerada significativa pelo Unicef.

 

O estudo ainda traz alguns casos como “privação extrema”, representados por condições ainda mais drásticas, como a falta de acesso à renda, saúde, educação ou moradia. Segundo o Unicef, em 2017, 23,8% das crianças e adolescentes do país estavam em privação extrema em pelo menos uma destas dimensões, enquanto em 2023, o número caiu para 18,8%

 

BAHIA É SEGUNDO ESTADO COM MAIS CRIANÇAS VIVENDO EM POBREZA

O estudo aponta que o estado com o maior índice de privação foi o Pará, com 89,5%, seguido pelo Maranhão, com 88,6%, Rondônia, com 88,1% e o Amapá, com 88%. Os estados com menores índices foram São Paulo, com 31,8%, Distrito Federal, com 34,1% e Minas Gerais, com 38,3%.

 

A Bahia apresentou um índice de 67%, o segundo menor da região Nordeste, atrás apenas de Pernambuco, com 64%. Entretanto, 2,7 milhões de crianças e adolescentes baianos tem ao menos uma privação, a segunda maior quantidade do país, atrás apenas do estado de São Paulo, com 3,3 milhões de afetados.

DP-BA e Unicef vão verificar indicadores de atuação antirracista em escola particular de Salvador
Foto: DP-BA

A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) e a Unicef vão selecionar uma instituição de ensino da rede privada de Salvador para implementar, de forma pioneira, a avaliação de práticas antirracistas. A proposta foi anunciada na última terça-feira (26), durante a roda de conversa que debateu estratégias e reforçou a necessidade de adequação às leis sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. A escola particular ainda será escolhida.

 

A ideia das instituições é fomentar a implementação de ações contínuas para educação antirracista em toda a rede privada de ensino. O mecanismo que será utilizado para avaliação da escola selecionada foi desenvolvido pela Unicef e recebe o nome de Indicadores de Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola (Indique). As instituições interessadas devem enviar email para [email protected].

 

O Indique permite à comunidade escolar avaliar suas práticas, ao tempo em que descobre novos caminhos para construção de uma educação com a marca da igualdade racial, descreve a Unicef. Nesse sentido, a DP-BA desenvolve a ação cidadã “Infância Sem Racismo” e, recentemente, cobrou da rede privada a elaboração de plano pedagógico para educação antirracista.

 

“A Defensoria quer estimular que as escolas assumam a responsabilidade com a pauta racial. Isso impacta na redução de práticas racistas no ambiente escolar, o que é um ganho para os alunos, para a escola e para a sociedade em geral”, explica a defensora pública Laíssa Rocha.

 

Ela lembra ainda que crianças e adolescentes são considerados grupos vulneráveis e, por isso, cabe à Defensoria Pública a defesa desse segmento independente da classe econômica. “A Defensoria atua para reparação do dano moral sofrido por uma vítima de racismo, mas também estamos empenhadas em fazer com que esse dano não ocorra”, reforça a defensora pública.

 

Na roda de conversa promovida pela DP-BA, cerca de 100 representantes de escolas privadas de Salvador compareceram de forma presencial ou virtual para debater formas de aplicação das leis 10.639/2003 e 11.645/2008.

Salvador participa de seminário nacional do Unicef sobre primeira infância
Foto: Ascom / SPMJ

A secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, participou na quinta-feira (26) do seminário nacional "Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI)", em Brasília. A UAPI é uma iniciativa promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que promove ações intersetoriais entre saúde e educação para garantir o desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos em seis capitais do país: Salvador (BA), Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA).

 

De acordo com a pasta, a capital baiana possui atualmente 30 serviços de saúde e educação reconhecidos como Unidades Amigas da Primeira Infância (UAPIs). A iniciativa do Unicef, realizada pela Prefeitura de Salvador e parceiros, certificou em agosto desse ano as unidades que apresentaram importantes avanços no atendimento voltado a crianças com até 6 anos de idade e suas famílias.

 

Representando a administração da capital baiana, juntamente com as equipes técnicas das secretarias municipais da Saúde (SMS) e da Educação (Smed), Fernanda Lordêlo falou sobre os resultados, aprendizados e desafios enfrentados na cidade, em especial por uma especificidade territorial encontrada pelas equipes: a síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika (SCZ).

 

“A metodologia que envolve a certificação das UAPIs – capacitações, elaboração de diagnóstico, planejamento, implementação, monitoramento e avaliação de indicadores – promoveu uma grande contribuição para melhoria dos indicadores nos territórios, propiciou uma ação intersetorial que envolveu as áreas da educação e saúde, assim como todos os atores que atuam com políticas públicas para a Primeira Infância de Salvador.” destacou a Secretária Fernanda Lordêlo.

 

AÇÕES
A fim de contribuir com os resultados das políticas municipais para primeira infância, a capacitação das unidades, em Salvador, foi desenvolvida entre novembro de 2021 e agosto de 2023, envolvendo equipes de 19 Unidades de Saúde e 34 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Entre as abordagens utilizadas, estão treinamentos nas áreas de proteção da criança contra violência, incluindo o racismo, e o atendimento às crianças com atraso no desenvolvimento, deficiência e doenças raras.

 

A Uapi também reforça a #AgendaCidadeUNICEF, uma iniciativa do Unicef em parceria com prefeituras de centros urbanos para promover oportunidades e contribuir para a prevenção de violências contra crianças e adolescentes em territórios vulneráveis. Na capital baiana, o bairro definido como prioritário pela Prefeitura de Salvador e o Unicef foi o de Valéria.
 

DP-BA lança 3ª edição da campanha ‘Infância sem Racismo’ em parceria com do Unicef
Foto:Tunísia Cores / Ascom DP-BA

Com a ação cidadã Infância Sem Racismo, a Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) convoca pais, educadores e toda a sociedade a se engajar na construção de subjetividades positivas de crianças negras e indígenas. O start da campanha deste ano acontece nesta quarta-feira (31), às 9h, dentro da programação do projeto Primeira Infância Antirracista (PIA), do Unicef, que será lançado na Escola Superior da Defensoria da Bahia (Esdep), na Rua Pedro Lessa, bairro do Canela, em Salvador.

 

Em sua terceira edição, a ação mantém o enfoque na efetivação das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que versam sobre a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena.

 

Um estudo nacional realizado pela Plano CDE e liderado por Geledés Instituto da Mulher Negra e Instituto Alana levantou dados de 1.187 secretarias municipais de educação sobre o ensino de História e Cultura Afro-brasileira, objeto da Lei 10.639/03.

 

Para a pesquisa, a maioria das secretarias afirmou que as escolas da rede incorporaram a temática em seus projetos político-pedagógicos. Entretanto, 69% declararam que a maioria ou boa parte das atividades são realizadas apenas em novembro, durante o mês ou semana do Dia da Consciência Negra.

 

A CAMPANHA

 

Através de ações de marketing nas redes sociais, a campanha Infância sem Racismo vai ajudar a difundir as contribuições que os povos negros e indígenas trouxeram não apenas para o Brasil, mas para toda a humanidade.

 

Uma série em quadrinhos vai recontar histórias invisibilizadas pela supremacia branca e que colabora diariamente para fortalecer o racismo como sistema de opressão. Vídeos com educadores antirracistas também vão abordar a importância de ensinar às crianças o respeito com pessoas negras e indígenas e as suas culturas.

 

Ainda como parte desta terceira edição, a Defensoria vem mantendo diálogo institucional para a assinatura de protocolo de intenções que irá formalizar a rede de enfrentamento ao racismo desde a infância, com vistas a reunir e fortalecer as ações de diversos parceiros na temática.

 

O Infância sem Racismo é uma iniciativa das especializadas de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, por meio das defensoras públicas Laissa Rocha e Gisele Aguiar, e de Direitos Humanos, e da defensora pública Eva Rodrigues. Este ano, o recém criado Núcleo de Equidade Racial da Defensoria, coordenado pela defensora pública Vanessa Nunes, também contribuiu para a elaboração da proposta.

 

“A ideia é publicizar o conhecimento ancestral africano e indígena não apenas no campo da arte, cultura e música, mas sobretudo no campo da ciência, apresentando também os(as) grandes expoentes negros(as) e indígenas que deixaram um grande legado para humanidade, bem como aqueles(as) que estão vivos e produzindo muito, mas que são invisibilizados”, explicam as defensoras públicas.

109 mil crianças não receberam nenhuma vacina DTP na Bahia entre 2019 e 2021, diz Unicef
Foto: Otávio Santos / PMS

O relatório “Situação Mundial da Infância 2023: Para cada criança, vacinação” apontou que 109 mil crianças baianas não receberam nenhuma vacina DTP entre 2019 e 2021, além de 105 mil que não receberam nenhuma imunizante contra a pólio no mesmo período. No Brasil, o número de crianças que não receberam a vacina DTP chega a 1,6 milhão. A pesquisa lançada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta quinta-feira (20) também fez um alerta para a urgência de retomar as coberturas vacinais no mundo.

 

“Essas crianças foram deixadas para trás, ficando desprotegidas de doenças sérias e evitáveis. As crianças nascidas pouco antes ou durante a pandemia agora estão ultrapassando a idade em que normalmente seriam vacinadas, ressaltando a necessidade de uma ação urgente para alcançar aquelas que perderam as vacinas e prevenir surtos e a volta de doenças já erradicadas no Brasil, como a pólio”, explica Youssouf Abdel-Jelil, representante do Unicef no Brasil. 

 

Para uma criança ser considerada imunizada, ela precisa tomar todas as doses recomendadas de cada imunizante e as doses de reforço, quando indicadas. O relatório global traz dados por país e usa como base a tríplice bacteriana (DTP), que conta com três doses. 

 

No Brasil, a DTP é oferecida como “pentavalente”, protegendo também contra hepatite B e contra a haemophilus Influenza tipo B. Para complementar o estudo, o Unicef no Brasil traz também uma análise dos indicadores nacionais e por Estado para a pólio, e números estaduais de DTP, com base nos dados do Programa Nacional de Imunização. 

 

“Temos o grande desafio de retomar as altas coberturas vacinais em todo o Brasil após o retrocesso que vivemos nos últimos anos. Atualmente, o Brasil conta com uma cobertura vacinal das mais baixas da sua história desde a criação do Programa Nacional de Imunizações. Já tivemos 95% de cobertura em relação a vacinas como a da poliomielite, e agora não chegamos a 60% de crianças vacinadas”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

 

“Esse quadro tem que mudar. Para isso, de uma maneira muito clara, temos de combater o negacionismo em relação a essa proteção dada pelas vacinas e às fake news que infelizmente têm sido veiculadas de uma forma irresponsável e criminosa”, completou.

 

Segundo o relatório, o mundo vive o maior retrocesso contínuo na imunização infantil em 30 anos, alimentado pela pandemia de covid-19. Entre 2019 e 2021, as coberturas vacinais diminuíram em 112 países.

Bahia: 77 em cada 100 crianças e adolescentes vivem em situação de pobreza, diz Unicef
Foto: Marcello Casal Jr. / EBC

Na Bahia, 77 de cada 100 crianças e adolescentes vivem na pobreza em suas múltiplas dimensões: renda, educação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento e informação. É o que indica a pesquisa "As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil", lançada nesta terça-feira (14). Em todo o Brasil, são ao menos 32 milhões de meninas e meninos (63% do total)  na pobreza multidimensional.

 

LEIA TAMBÉM:

 

O estudo foi realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com apoio da Fundação Vale.Para analisar a pobreza multidimensional, foram utilizados dados oficiais, da Pnad Contínua, relacionados a sete dimensões: Renda, Educação, Trabalho Infantil, Moradia, Água, Saneamento e Informação. Além disso, foi realizada uma análise específica sobre a renda para alimentação.

 

Os resultados revelam um cenário preocupante. O último ano para o qual há informações disponíveis para todos os indicadores é 2019 – quando, em todo o Brasil, havia 32 milhões de meninas e meninos de até 17 anos privados de um ou mais desses direitos. Para os anos seguintes, só há dados de educação e renda, incluindo renda para alimentação – e todos pioraram.

 

Em 2021, o percentual de crianças e adolescentes que viviam em famílias com renda abaixo da linha de pobreza monetária extrema (menos de 1,9 dólar por dia) alcançou o maior nível dos últimos cinco anos: 16,1%, versus 13,8%, em 2017. No caso da alimentação, o contingente de crianças e adolescentes privados da renda necessária para uma alimentação adequada passou de 9,8 milhões, em 2020, para 13,7 milhões, em 2021 – um salto de quase 40%. Já na educação, após anos em queda, a taxa de analfabetismo dobrou de 2020 para 2022 – passando de 1,9% para 3,8%.

 

Segundo a pesquisa, a pobreza multidimensional impactou mais quem já vivia em situação mais vulnerável – negros e indígenas, e moradores das regiões Norte e Nordeste, agravando as desigualdades no País. Entre crianças e adolescentes negros e indígenas, 72,5% estavam na pobreza multidimensional em 2019, versus 49,2% de brancos e amarelos. Entre os estados, seis tinham mais de 90% de crianças e adolescentes em pobreza multidimensional, todos no Norte e Nordeste.

 

Entre as principais privações que impactam a infância e a adolescência no Brasil estão a falta de acesso a saneamento básico, alcançando 21,2 milhões de meninas e meninos, seguida pela privação de renda (20,6 milhões) e de acesso à informação (6,2 milhões). A elas se somam a falta de moradia adequada (4,6 milhões), privação de educação (4,3 milhões), falta de acesso a água (3,4 milhões) e trabalho infantil (2,1 milhões). No total, são 32 milhões crianças e adolescentes afetados por uma ou mais de uma dimensão da pobreza multidimensional.

 

Na Bahia, o estudo indica a privação de renda como a dimensão que mais afeta crianças e adolescentes, impactando 57% das meninas e meninos, seguida pela falta de acesso a saneamento (48,2%) e acesso à informação (18,1%). Em seguida vem falta de acesso à educação (13,8%), acesso a água (10%), moradia (6%) e trabalho infantil (3,8%). No total, 77,8% das meninas e meninos baianos são afetados por uma ou mais de uma dimensão da pobreza multidimensional.

Turma da Mônica ilustra guia da Unicef de cuidados para volta às aulas presenciais
Foto: Divulgação

Com objetivo de orientar as famílias para o retorno às aulas presenciais no Brasil, a Mauricio de Sousa Produções e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) acabam de lançar o guia “Cuidados na Escola” (clique aqui).

 

Com ilustrações da Turma da Mônica, a cartilha foi desenvolvida pela equipe técnica do Unicef e conta também com informações e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e secretarias de saúde estaduais e municipais.

 

O guia, ilustrado pelos personagens do Bairro do Limoeiro, aborda informações e procedimentos de forma didática para que os pais, mães e responsáveis orientem as crianças e adolescentes durante o retorno às aulas nas pandemia.

 

Além das dicas de prevenção à Covid-19, como uso de máscaras e higienização das mãos na escola e no transporte, a cartilha dá ainda dicas de como abordar o assunto com os filhos e atividades para serem realizadas pelas escolas. 

Unicef lança campanha com a Turma da Mônica para estimular vacinação
Foto: Divulgação

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou, neste final de semana, uma campanha nas redes sociais para conscientizar mães, pais e outros responsáveis sobre a eficácia e a segurança das vacinas de rotina para as crianças menores de cinco anos. 

 

Lúdico, o material conta com os personagens da Turma da Mônica, que passam mensagens sobre a imunização, sobre como agem as vacinas e por que são importantes para a saúde das crianças. Como base para a iniciativa, a Unicef utilizou um vasto material produzido pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e o conhecimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que também assinam a campanha. Um guia sobre Campanhas de Vacinação, encomendado à Universidade de Yale, também foi usado na elaboração de todos os textos.

 

“A campanha faz parte do nosso compromisso com os direitos das crianças dentro da parceria com o Unicef. Já estivemos juntos em outras ocasiões levando informações sobre a importância de vacinar nossas crianças e entendemos que, neste momento, era preciso voltar a alertar os pais e responsáveis sobre esse cuidado. Nada melhor que o carisma dos personagens para chamar a atenção para informações trazidas por instituições com toda a credibilidade”, afirmou Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.

 

"Poder contar com a credibilidade e a expertise da SBIm, da SBP, com os dados agregados do Facebook e a simpatia dos personagens da Turma da Mônica é extremamente importante para o trabalho de conscientização da importância da vacinação de rotina”, comentou a chefe da área de Saúde e HIV do Unicef no Brasil, Cristina Albuquerque, lembrando que a imunização de rotina para crianças menores de cinco anos vem sofrendo constantes quedas desde 2015 no país.

 

Veja outros cards da campanha:

Unicef elege imagem de refugiada síria de 5 anos como ‘Foto do Ano’
Foto: Reprodução / picture-alliance/dpa/M. Muheisen

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) elegeu a imagem de uma refugiada síria de cinco anos de idade como “Foto do Ano”. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a foto da menina Zahra foi capturada no subúrbio de Mafraq, na Jordânia, pelo fotojornalista Muhammed Muheisen, que duas vezes foi vencedor do Prêmio Pulitzer -. "Volta e meia é preciso olhar para este rosto", disse Elke Büdenbender, patrona do Unicef e esposa do presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, nesta quinta-feira (21), em Berlim. "A imagem simboliza a sina de milhões de crianças. Os olhos de crianças dizem a verdade”, acrescentou. Ainda segundo a publicação, o fotógrafo, que é natural de Jerusalém, conheceu a Zahra em 2015, em um campo de refugiados improvisado, na Jordânia, após os pais fugirem da Síria, junto com a garota e outros sete filhos. A imagem vencedora se destacou entre mais de 100 inscritas ao prêmio.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ratinho

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Foto: SBT

"Cara de viado". 

 

Disse o apresentador Ratinho, que foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por homofobia após o comentário feito sobre o visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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