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A aula magna do pré-candidato, Fernando Haddad (PT), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta quinta-feira (2), foi marcada por um tumulto envolvendo um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e pessoas que acompanhavam a palestra.
Confira em vídeo:
O crítico, identificado como Matheus Pereira (Missão), entrou em uma discussão com a equipe de segurança do evento e acabou sendo derrubado. Vídeos publicados na internet mostram o pré-candidato a deputado estadual interrompendo a aula aos gritos para criticar Haddad: "Pior prefeito da história" e "Terrível".
Nas imagens e publicações nas redes sociais, o manifestante afirma que Haddad realizava campanha eleitoral antecipada no campus enquanto era empurrado pelo funcionário. Logo após virar de costas, Pereira é atingido por uma rasteira e cai no chão.
Em nota oficial, Pereira declarou que foi ao evento acadêmico com o objetivo de questionar o petista sobre a taxação de importações de pequeno valor, conhecida popularmente como "taxa das blusinhas", e sobre a suposta campanha antecipada.
Ele alegou que sua equipe foi recebida com socos e chutes tanto por estudantes quanto por seguranças de Haddad, reiterando que o grupo não buscava o confronto e que as agressões partiram de terceiros e de um funcionário. Em suas redes sociais nesta sexta-feira (03), relata que irá gravar um vídeo sobre o caso.
Por outro lado, estudantes que assistiam à aula magna apresentaram uma versão divergente sobre o ocorrido. De acordo com relatos de presentes, cerca de dez manifestantes ligados ao MBL compareceram ao local com a intenção expressa de provocar tumulto e atrair atenção para postar nas redes sociais, gritando palavras de ordem.
Certamente, os integrantes do grupo, agora filiados a um partido, utilizam as redes sociais para publicar vídeos se opondo a uma suposta "invasão da esquerda" na Universidade de Campinas. Haddad não comentou as denúncias, mas agradeceu ao público e ressaltou a importância da universidade.
Veja a postagem do ex-ministro:
Hoje, realizamos uma Aula Magna na Unicamp. É sempre muito bom estar aqui para conversar com estudantes, professores e pesquisadores sobre o futuro do nosso estado e do nosso país.
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) July 3, 2026
Campinas é uma cidade estratégica para São Paulo e para o Brasil. E o Governo Federal tem atuado… pic.twitter.com/D1KoDg7lEP
A Reitoria da instituição de ensino superior informou em nota que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. Bem como defende o pluralismo de ideias, desde que feito com respeito.
Teatro onde ocorreu o caso e placa na reitoria | Fotos: Reprodução / Unicamp
Ao portal G1, a Polícia Militar de São Paulo informou que foi acionada para averiguar a confusão, mas que não houve necessidade de intervenção, pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".
Leia a nota da universidade na íntegra:
"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania", conclui a nota.
A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, por unanimidade, o recurso apresentado pela associação Matria contra a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e manteve a decisão que rejeitou o pedido urgente para suspender o sistema de cotas destinado a pessoas trans, travestis e não binárias nos vestibulares da instituição.
No dia 3 de fevereiro, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas já havia extinguido a ação civil pública movida pela associação. O juiz Mauro Iuji Fukumoto entendeu que a Matria não tinha legitimidade para propor o processo e encerrou o caso sem analisar o mérito do pedido.
A entidade recorreu por meio de agravo de instrumento. No entanto, em 8 de fevereiro, o colegiado do TJ-SP decidiu manter a decisão de primeira instância.
No acórdão, o relator, desembargador Paulo Cícero Augusto Pereira, afirmou que não estavam presentes os requisitos necessários para a concessão de liminar, como a demonstração de fundamento jurídico relevante e o risco de dano imediato.
O magistrado também destacou que atos administrativos, como a criação de políticas de cotas por uma universidade pública, possuem presunção de legalidade. O voto ainda ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu a constitucionalidade de políticas de ação afirmativa.
A política de cotas da Unicamp, implementada em abril do ano passado, tem sido alvo de questionamentos judiciais desde sua criação. Até o momento, porém, as tentativas de suspender a medida de forma imediata não obtiveram êxito na Justiça.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), através de uma auditoria, identificou que R$ 5.092.925,88 de verbas de pesquisas do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade de Campinas) foram transferidos para uma ex-funcionária da universidade, suspeita de desvio do dinheiro destinado aos estudos científicos.
O caso surgiu em janeiro deste ano, após transferências suspeitas terem sido identificadas pela universidade. À época, a funcionária Ligiane Maria de Ávila foi demitida da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). O portal G1, apurou que a ex-funcionária deixou o país em fevereiro.
Segundo a Fapesp, os R$ 5 milhões saíram de 75 destinações de verbas a 36 pesquisadores do Instituto de Biologia diretamente para a ex-funcionária. O valor foi informado pela Fundação ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que investiga o caso nos âmbitos cível e criminal.
O trabalho de auditoria não foi concluído, pois ainda falta a Fapesp apurar qual parcela destes R$ 5 milhões foi efetivamente desviada dos pesquisadores. isso se dá porque Ligiane era a responsável pelo pagamento de serviços e compras no Instituto e, em alguns casos, fazia a transferência “para a própria conta”, para “agilizar o trabalho”.
Ainda de acordo com o G1, ao menos 220 transferências bancárias suspeitas foram realizadas pela funcionária. Nas notas fiscais estão presentes várias justificativas, como compra, transporte e manutenção de equipamentos e desenvolvimento de softwares e sites.
Em paralelo ao processo civil de improbidade, o caso também está sendo investigado criminalmente pela Polícia Civil, que apura o crime de peculato. Ligiane teria informado à Polícia que está no exterior e não tem data para voltar ao Brasil. O advogado de Ligiane pleiteia que o depoimento da cliente seja feito por videoconferência.
Das 220 transferências suspeitas realizadas pela ex-funcionária, cerca de 160 delas foram feitas para a conta da própria servidora, enquanto que as demais foram destinadas à duas empresas e duas pessoas físicas que também são alvos da investigação da Polícia Civil.
De acordo com fontes da Polícia Federal, a suspeita teria deixado o Brasil no dia 19 de fevereiro deste ano, um mês após os desvios virem à tona. Ligiane viajou em um voo que saiu de Campinas com destino a Orly, na França.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que é uma da instituições de ensino do país com mais prestígio, incluiu o disco "Sobrevivendo no Inferno", dos Racionais MC´s, na lista de leitura obrigatória para o vestibular de 2020. A iniciativa é um marco na história da universidade, já que é a primeira vez que um disco de música é recomendado para o processo seletivo. De acordo com informações do Uol, o grupo figura na categoria de “Poesia”, ao lado de sonetos de Luís de Camões e o livro "A Teus Pés", da poetisa carioca Ana Cristina Cesar, que integravam o programa de 2019. Para a Unicamp, as obras expressam "diferentes gêneros e extensões, de autores das literaturas brasileira e portuguesa" e "possuem relevância estética, cultural e pedagógica para a formação dos estudantes do ensino médio". Os Racionais MC´s, por sua vez, comemoraram o reconhecimento do trabalho, e um dos integrantes, o DJ KL Jay, afirmou que 'Sobrevivendo no Inferno' é um ótimo livro de história”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao alertar para o risco que as instituições brasileiras correm com a crise vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).